A dissertação de mestrado intitulada “Contributo para a Salvaguarda do Património Arquitetónico – Azenhas & Açudes no Vale do Ave, Paisagem e Memória” de Bruno Matos, sobre o Património dos municípios da Trofa e de Vila Nova de Famalicão, mereceu uma menção honrosa no Prémio Ibérico de Investigação sobre Arquitetura Tradicional.

O arquiteto trofense, Bruno Matos, mestre em Património Arquitetónico pela FAUP (Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto), foi um dos vencedores das quatro menções honrosas da primeira edição do “Prémio Ibérico de Investigação de Arquitetura Tradicional: Edição bienal 2012-2013”.

A entrega do prémio realizou-se em Zamora, Espanha, no Dia Mundial da Arquitectura, 1 de outubro.

Um evento promovido pela Fundação Convento da Orada (FCO), pela Fundación Antonio Font de Bedoya (FAFB) e pela Fundación Cultural do Colegio Oficial de Arquitectos de Léon (FUNCOAL), com o intuito de Prémio Ibérico de Investigação sobre Arquitectura Tradicional Menção Honrosa para arquiteto trofense atribuir o “Prémio Ibérico para investigação que apresente elevada qualidade, em dissertação de mestrado ou tese de doutoramento na área da Arquitetura Tradicional”.

O Prémio Ibérico destinava-se a todos os investigadores de nacionalidade portuguesa e espanhola, que tiveram até ao dia 30 de julho para entregarem a sua candidatura.

O juíz teve que fazer uma “criteriosa seleção das dezenas de candidaturas submetidas”, que foram avaliadas, por exemplo, pela “relevância do contributo para o conhecimento na problemática abordada” e “originalidade e inovação na investigação”.

O 1º Prémio Ibérico, no valor de “três mil euros”, foi entregue ao projecto “La Rehabilitación Limitada” de Mónica Alcindor Huelva, tendo sido entregues quatro menções honrosas, “sem dotação económica”, aos projetos, “Paisagens em Movimento”, de Cristina de Matos, “Construção do Território e Arquitetura na Serra da Peneda”, de Fernando Barros, “Casa de agricultor. Transformações no Vale do Cávado: viver e trabalhar num complexo agrícola”, de Samuel Pereira e “Contributo para a Salvaguarda do Património Arquitetónico – Azenhas & Açudes no Vale do Ave, Paisagem e Memória”, de Bruno Matos.

Quando o arquiteto trofense recebeu esta notícia, ficou “muito feliz”, por saber que “uma temática relacionada com as Azenhas e Açudes da nossa terra ganharam um reconhecimento científico internacional”, o que deve ser “um motivo de satisfação e orgulho” não só para si, mas para todos. “Por outro lado, este reconhecimento traz-nos uma responsabilidade acrescida: preservar,
salvaguardar e valorizar o nosso património”, salientou.

Este projeto surgiu de uma investigação para o mestrado em Metodologias de Intervenção no Património Arquitetónico, que teve a duração de três anos, onde estudou as azenhas e os açudes existentes nas margens
do rio Ave nos concelhos da Trofa e Vila Nova de Famalicão. Durante o estudo, o arquiteto trofense fez “levantamentos topográficos dos edifícios e dos açudes”, focalizando a sua pesquisa na época de verão, quando os açudes estavam à vista, para que fosse possível “obter um rigor técnico”.

Bruno Matos, aquando a sua exposição na Casa da Cultura da Trofa durante o mês de abril, salientou ao NT a importância de “registar o património da região e ter um registo não só fotográfico, mas técnico de todo o património constituído pelas 15 azenhas e nove núcleos do rio Ave”.

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