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Memórias e Histórias da Trofa: S. Cristóvão do Muro no século XVIII

Memórias e Histórias da Trofa: S. Cristóvão do Muro no século XVIII

Procurando recuar um pouco mais no tempo do que o habitual nas minhas crónicas, o presente texto irá se debruçar sobre uma freguesia do concelho da Trofa com um enorme carisma, a freguesia de S. Cristóvão do Muro.
Uma freguesia que em 1724 contava com menos de 300 habitantes, seria um simples ponto na ligação entre o Porto e Braga, com os seus lugares definidos com poucas diferenças da atualidade: Igreja, Matos, Gueidãos, Vilares, Quintão, Real e por último da Carriça.

A freguesia do Muro sendo uma das freguesias mais pequenas do concelho da Trofa, apenas S. Romão do Coronado tem uma dimensão inferior, leva a que a existência de monumentos ou pontos de referência seja diminuta.
Um dos pontos de referência numa comunidade para reforço da sua identidade é o seu património religioso, existindo naquela fase da história a capela de S. Pantaleão e a existência de uma outra no lugar da Carriça em homenagem a Santo António pertença de Felícia Maria.


A capela em Honra de S. Pantaleão tinha um aspeto bastante diferente da atualidade, com linhas bastante simples e certamente de dimensões mais reduzidas, contudo, não era impedimento para que as celebrações de 10 de agosto em honra de S. Pantaleão fossem fortemente concorridas. A sua localização sempre foi na sua atual localização, mantendo-se afastado do seu principal polo populacional.

Sobre a capela em Honra a Santo António o seu papel seria secundário em muito devido a ser privada e ter a prática de culto de forma mais restrita.

Não deve ser descurada a existência da sua igreja que era de evocação a S. Cristóvão e tinha no seu interior, culto a Nossa Senhora do Rosário, S. Frutuoso e por último Nossa Senhora da Agonia. Obviamente que este templo foi sofrendo obras profundas que lhe deram o atual aspeto.

Procurando fazer uma resenha à atividade económica nos seus limites geográficos, a indústria era uma miragem como na grande parte do território nacional, não havendo nenhuma feira a realizar-se no seu espaço geográfico atestando a diminuta atividade económica.

Ocupando um papel periférico na região, com pouco rendimento e também uma reduzida comunidade foi a realidade do Muro durante vários anos e séculos, acabaria por ver a sua população a aumentar de forma gradual e evidentemente no século XX com a chegada do comboio iria se afirmar de forma definitiva como um dormitório da cidade do Porto, mas, sem nunca perder a sua identidade.

Facebook: José Pedro Reis – Historiador

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