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Edição 703

Memórias e Histórias da Trofa: Igreja de S. Martinho de Bougado

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Um dos elementos da identidade da Trofa, importante marco da sua história, a sua igreja matriz localizada próximo a um importante ponto da nossa cidade, marcando claramente a paisagem urbana.

A data da sua construção é misteriosa, no século XI, ainda anterior à nacionalidade portuguesa, em muito devido à sua construção aos monges beneditinos de Santo Tirso, contudo, em fontes documentais apenas em 1258 iria surgir as primeiras referências com as inquirições gerais de D. Afonso III que referem que a igreja era pertença do Mosteiro de Santo Tirso, confirmando as informações anteriores, com o padre naquele momento a ser o Monge Pedro.

Deveria ser um templo com importância histórica, atendendo a ter de ser assinado entre o Mosteiro de Santo Tirso e o Bispo do Porto, com D. Vicente que cedia a paróquia a diocese.

No século XIV foi taxada em 65 libras para a luta contra os mouros, havendo registos de atividade paroquial, tais como batizados, casamentos e afins a serem expostos ainda nesse século.

No século XVII, existiu certamente uma tentativa de incutir um novo culto, concretamente a S. Sebastião com a colocação de uma imagem dessa evocação, Nesse mesmo século, iriam surgir obras e conservação e restauro, como a construção de uma nova sacristia, mais caixotões para o teto, demonstrando que o templo primitivo era de reduzidas dimensões e certamente já não satisfazia as necessidades da população.

Passado um século em 1733, iria ser um ano importante para a história religiosa da paróquia com a colocação de uma relíquia do orago num relicário de prata, vinda aquela relíquia de Roma por intermédio do abade Inácio de Morais Sarmento Pimental, que irá atribuir uma nova dinâmica religiosa a esta localidade, conseguindo fazer profundas remodelações.

Não deverá ser desprezado o papel deste abade para o desenvolvimento e introdução do culto de Nossa Senhora das Dores que iria ser um dos maiores marcos da cultura local.

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O que era expectante, acabaria por se concluir em 1780 com a construção de um novo templo, apesar de todos os remendos e novas construção, já não haveria mais condições para manter o antigo templo e as profundas remodelações fizeram surgir um templo novo no lugar do anterior, contudo 100 anos depois aproximadamente em 1886 havia relatos que a residência paroquial e o templo apresentavam um avançado estado de degradação.

Não deverá ser ignorada que em 1916, ano de profunda crise económica para o país, não esquecendo que havia uma forte perseguição à Igreja Católica, irá ocorrer novamente obras profundas, com a reconstrução da fachada principal e ampliação do templo, com a construção de um novo coro, com o apoio do padre António Gonçalves de Azevedo Júnior.

Praticamente 900 anos de história, que marcaram a sociedade foi merecedora de uma profunda adaptação às necessidades de tempos cada vez mais exigentes atendendo ao elevado número de fiéis que aumentava de ano para ano.1

1 Texto construído com dados consultados no site monumentos.gov.pt

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Deficiente visual lança livro e sensibiliza comunidade

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“Pedaços de Vida – Mensagens de Esperança” é o epíteto do segundo livro de Manuela Silva. A trofense apresentou a obra a 19 de outubro, no Fórum Trofa XXI e aproveitou para assinalar o Dia da Bengala Branca, sublinhando a mensagem que pretende transmitir com a escrita: “Sensibilizar as populações para problemáticas que embora digam respeito à nossa sociedade, são muitas vezes esquecidas por estarem em causa minorias”.

Portadora de uma deficiência visual, Manuela Silva quis assim “mostrar a realidade” dos que vivem com limitações físicas ou psicológicas para que “sejam aceites como cidadãos com os mesmos direitos e deveres”, que, “como as outras pessoas, são, muitas vezes, dotados de grandes capacidades”.

O livro compila poemas escritos por Manuela Silva desde 1976. “Eu costumo dizer que não sei se isto é considerado poesia, mas são sentimentos e mensagens que quero transmitir e que estão relacionados com a limitação física e psicológica e com as formas de ultrapassar as dificuldades e ser feliz”, revelou a autora em entrevista ao NT.

Durante a apresentação, houve declamação de poesia por cegos, assim como demonstração de leitura em Braille. Manuela Silva encorajou ainda os convidados a experimentar caminhar às escuras e com auxílio de uma bengala.

“Aprender a Ser Feliz”, lançado a 18 de março de 2018, foi primeiro livro de Manuela Silva, que, além de escrito em Língua Portuguesa, está também disponível em Braille e em formato áudio, graças ao apoio da Biblioteca de Vila Nova de Gaia, que tem uma área de leitura especial.

Foto: CM Trofa

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Construído em 2011, Ecocentro da Trofa nunca funcionou

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Foi anunciado pela AMAVE – Associação de Municípios do Vale do Ave como um dos novos cinco ecocentros a ser construídos em 2009, mas só veria a luz em 2011, na Rua das Novas Empresas, no lugar de Lantemil, em Santiago de Bougado.

O ecocentro da Trofa permanece, desde então, fechado, ao abandono e sem sinais de que possa abrir num futuro próximo e a essa questão o NT não obteve resposta por parte da Resinorte, empresa responsável pela construção deste equipamento, que detinha participação societária da AMAVE, da qual a Trofa fazia parte à época.

Em entrevista ao NT, em 2009, presidente da Trofáguas, António Pontes, dava conta de que no ecocentro seria possível “depositar resíduos de vários tipos, como por exemplo eletrodomésticos velhos, colchões, móveis e outros objetos que deixaram de ter utilidade”. A localização era, para o também autarca, “uma boa solução”, já que estava distanciada de habitações, mas não deixava de estar em “área muito central relativamente ao conjunto de freguesias do concelho, bem servida de acessos”.

“A partir da existência do ecocentro na Trofa, se agora não há desculpa para não colocar, a partir da existência do ecocentro não há desculpa possível para fazer uma deposição clandestina. A nossa expectativa é que vá melhorar o asseio do nosso concelho e melhorar a qualidade ambiental”, referiu António Pontes na mesma entrevista.

O concurso para a sua construção foi então publicado em Diário da República a 1 de julho de 2010, tendo como preço base do procedimento 240 mil euros e como objeto a “construção do ecocentro para a receção e armazenamento temporário de material reciclável, respetivas vias de circulação e redes técnicas e edifício de apoio”.

Para além deste ecocentro seriam ainda construídos mais quatro em São João de Ponte, Guimarães, em Riba d’Ave, no CITRUS, em Vila Nova de Famalicão e Vizela.

A empresa Nirvar Construções acabou por apresentar a candidatura vencedora, com um preço de 237.459,61 euros e prazo de execução de 75 dias. A obra faz parte, inclusivamente, do portefólio da empresa, que pode ser facilmente encontrado numa busca na internet.

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No entanto, apesar de concluído, o ecocentro nunca entrou em funcionamento, gorando-se assim o objetivo “melhorar o asseio do concelho e melhorar a qualidade ambiental”, como dizia António Pontes.

Dos oito ecocentros que a Resinorte executou, só o da Trofa não entrou em funcionamento, conforme declarado pela empresa no Plano de Ação do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos (PERSU 2020).

Ainda assim, em 2013, como é possível atestar no relatório e contas desse ano da empresa, foi solicitada “autorização para captação de águas subterrâneas do Ecocentro da Trofa”.

O NT tentou obter esclarecimentos junto da administração da Resinorte, mas sem sucesso.

A Resinorte

A Resinorte é uma sociedade concessionária do Sistema Multimunicipal de Triagem, Recolha, Valorização e Tratamento de Resíduos Urbanos do Norte Central, que tem como utilizadores 35 municípios: Alijó, Amarante, Armamar, Baião, Boticas, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Chaves, Cinfães, Fafe, Guimarães, Lamego, Marco de Canaveses, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Mondim de Basto, Montalegre, Murça, Penedono, Peso da Régua, Resende, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião Santo Tirso, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Trofa, Valpaços, Vila Nova de Famalicão, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real e Vizela.

A AMAVE era uma das entidades que faziam parte da estrutura societária da Resinorte, uma das 11 concessionárias do grupo Empresa Geral de Fomento EGF, só que a privatização deste, em 2014, através da compra pela Mota Engil, precipitou a saída da associação de municípios. Nesse ano, a AMAVE, através do presidente Domingos Bragança, autarca de Guimarães, anunciava que ia instaurar uma ação judicial para a rescisão do contrato com a Resinorte, invocando a “alteração das condições acordadas quando as autarquias aderiram àquela entidade gestora do sistema multimunicipal de tratamento de resíduos”.

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No entanto, a associação de municípios acabaria por alienar a sua participação de 24,11 por cento à EGF, conforme declara a Resinorte no relatório e contas de 2015.

Na Trofa, a Resinorte opera através da prestação de serviços à empresa municipal Trofáguas, que, segundo relatório e contas de 2018 da primeira, em 2018, apresentava uma dívida que superava 1,9 milhões de euros, menos 300 mil que em 2017.

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