quant
Fique ligado

Edição 663

Memórias e Histórias da Trofa: História da Oferta Educativa na Trofa

Publicado

em

A Trofa localidade do progresso, sendo um dos sinais desse progresso o número de crianças a habitar na localidade conjugado também com o número de estabelecimentos de ensino.
A primeira escola a instalar-se em S. Martinho de Bougado foi apenas em 1885, seria vocacionada para o ensino de rapazes 1. Na freguesia de Santiago de Bougado em data aproximada surgiu uma escola apenas para raparigas que funcionou numa casa particular, numa sala arrendada existindo ainda o edifício no presente (2017) localizado nas traseiras da Igreja Paroquial da Lagoa 2.
Porém, informação recolhida por José Pereira da Silva, na sua obra: O ensino primário na Trofa: sua história, desde as suas primeiras escolas até aposentação do autor, remete para um passado anterior a 1885 a introdução da primeira escola primária nas freguesias de Bougado. Informando que o primeiro pedido para a colocação de uma escola aconteceu em 1873, com o Presidente da Junta de Paróquia, Abade António Carneiro Maia, rogando à C. M. de Santo Tirso para a nomeação para S. Martinho de Bougado de um professor de ensino primário e por esse meio constituir a primeira escola de ensino primário. A 18 de dezembro desse ano, a C. M. de Santo Tirso decidiu favoravelmente a esse pedido, não havendo uma data concreta para quando do seu funcionamento, podendo a data ser apontada para 1875/76 e a primeira referência ao seu funcionamento em documental remete para 1879 continuando a ser anterior a 1885 3.
Contudo, através da análise dos dados publicados no Jornal de Santo Tirso em novembro de 1916 possível verificar que os analfabetos eram ainda em número superior aos que sabiam ler com especial relevo a discrepância entre as mulheres analfabetas e as que sabiam ler, com as analfabetas a ser o seu número seis vezes superior às que sabiam ler e escrever 4.
A julho de 1927 eram descritas as escolas de Bougado como estabelecimentos de ensino com graves lacunas e com fracas condições. Afirmando-se: “…era um crime manter as crianças presas durante algumas horas dentro daquelas salas sem luz e obrigando a respirar o ar viciado…”. Apelando aos bougadenses para se unirem e procurarem uma solução para resolver aquele problema 5.
Um assunto amplamente discutido… continua na próxima crónica…

1 O edifício para essa escola, não existe no presente (2017) tendo sido demolido a quando da requalificação do Parque Nossa Senhora das Dores. A referida infraestrutura ao longo dos anos teve variadas funções até pouco tempo antes da sua demolição.
2 MARQUES, Napoleão de Sousa; Seleta História da cidade da Trofa – Duas comunidades… um só povo, Trofa: Edição Paulo Serra, 1997 pag.277
3 SILVA, José Pereira; O ensino primário na Trofa: sua história, desde a criação das primeiras escolas até à aposentação do seu autor, Braga: Correio do Minho, 1993, pag.12
4 “Freguesia: Analfabetos e sabem ler” Jornal de Santo Tirso, novembro 12, 1916
5 “Por Bougado – As nossas escolas” O Trofense, julho 3, 1927

Continuar a ler...
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Edição 663

A Máquina de Propaganda – Parte 4 – Toninho, onde estás tu?

Publicado

em

Por

Quando foi criado, com o objectivo de servir como instrumento de propaganda da coligação PSD/CDS para a luta autárquica de 2013, o Correio da Trofa incluía uma espécie de editorial, assinado por uma personagem fictícia de seu nome Toninho. Se quem o escrevia era algum dos jornalistas do CT, um militante de um dos partidos que integravam e ainda integram a coligação ou um misto de ambos, que os havia, nunca saberemos. Sabemos apenas que o propósito do Toninho era atacar Joana Lima, o PS e qualquer um que se atravessasse no caminho da oleada e abastada máquina de propaganda humbertista.
Para quem não conhece este hino à cobardia, à canalhice e à total ausência de vergonha na cara, sugiro que revisitem as edições mais antigas do pasquim. Facilmente perceberão o nível rasteiro e desonesto que pautava ditos editoriais. Mais recentemente, na antecâmara das Autárquicas do ano passado, surgiu uma reedição do Toninho, igualmente cobarde, canalha e sem vergonha na cara. Mas ainda não chegou o momento de falar da ratazana com pele de cordeiro e do seu testa-de-ferro acéfalo, que esta procissão nem ao adro chegou.
Foquemo-nos, pois, na saudosa personagem do Toninho. Nesse ser fictício que outrora nos chamava a atenção para as práticas mais suspeitas e nebulosas do antigo regime. Nesse exemplo maior da ordinarice política, que nos falava sobre compadrios, favores e negócios insólitos que marcaram negativamente o exercício do poder do executivo Joana Lima. Nesse fantoche orquestrado por políticos sem escrúpulos ou espinha dorsal, a quem nada escapava. Nesse exemplo maior que reflecte, como poucos, quão baixo um político está disposto a ir pelo poder, e que desapareceu assim que o objectivo para o qual foi criado foi atingido. Onde estás tu, Toninho?
Tenho curiosidade de perceber o que seria se o Toninho existisse, se continuasse a sua cruzada e, imaginação fértil a minha, se fosse um tipo desprendido do poder, honesto e imparcial. Questiono-me sobre o que diria ele acerca dos mais de 20 mil euros que o executivo Sérgio Humberto entregou aos anteriores proprietários do jornal, para organizar uma treta de concurso de fotografia e para conceber uma revista em paradeiro incerto. Questiono-me sobre a opinião que teria sobre as dezenas de milhares de euros entregues a ex-funcionários do CT, sob a habitual forma de ajuste directo, alguns dos quais chegaram mesmo a ser contratados pela autarquia para outras funções. Questiono-me sobre que juízos formularia quanto ao facto da então esposa do proprietário da empresa de assessoria de comunicação contratada pela coligação, Zita Formoso, cuja ligação à Trofa era inexistente antes das eleições, ter sido contratada para chefe de gabinete do presidente da câmara, auferindo um salário muito acima daquilo a que um comum mortal pode aspirar.
Questiono-me também sobre a ferocidade dos ataques que decorreriam na sequência dos muitos ajustes directos nebulosos que marcam a era humbertista, da utilização de recursos públicos para fins pessoais pelo presidente da câmara, da censura d’O Notícias da Trofa e da Trofa TV, da perseguição ao Clube Slotcar da Trofa, do despesismo eleitoralista que caracterizou a campanha de 2017 e, entre tantos outros exemplos que poderiam aqui ser referidos, dos muitos empregos que soube dar “aos senhores do seu aparelho partidário”, para citar uma publicação da JSD Trofa de 2011, do tempo em que Joana Lima era presidente e os jotas laranjas se preocupavam com estas coisas. Nem de propósito, o mais recente elemento do aparelho partidário do senhor presidente, a quem Sérgio Humberto soube dar emprego, foi precisamente a presidente da JSD. E da JSD, como do saudoso Toninho, nem um pio, que primeiro está o partido e os chefes e só depois os trofenses. Irónico? Nada disso. Apenas o modus operandi habitual dos políticos profissionais, com os seus dois pesos, as suas duas medidas e a sua falta de respeito por todos nós.

Continuar a ler...

Edição 663

Paróquia de S. Martinho orou 24 horas ao Senhor

Publicado

em

Por

A 2 e 3 de março, decorreram as 24 horas para o Senhor, na paróquia de S. Marinho de Bougado.
A maratona da fé iniciou na missa das 19 horas de sexta-feira e terminou na eucaristia das 19 horas de sábado. Durante as 24 horas, grupos da catequese, escuteiros, equipa de pais de apoio à catequese, grupos de jovens e demais grupos de cariz religioso oraram ao Senhor.

Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também