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Edição 665

Memórias e Histórias da Trofa – História da Oferta Educativa da Trofa (II)

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Conforme relatado na crónica anterior, havia a necessidade de ser realizada uma aposta forte na oferta educativa na União das Freguesias de Bougado para colmatar as suas enormes carências.
O tema foi amplamente discutido na imprensa nas edições dos meses seguintes, havia uma vontade férrea de dotar a freguesia de um melhor parque escolar para um melhor desempenho escolar dos alunos.
A falta de condições do parque escolar, voltou a ser novamente destacado no final de 1931 na imprensa, na escola dedicada ao sexo masculino havia cento e tal alunos, um número bastante elevado, com as instalações escolares a não conseguir albergar tantos alunos, ficando sem capacidade de resposta.1 Obrigando certamente a que muitos jovens procurassem outras instituições de ensino, ou simplesmente não estudassem. Na década de 40, concretamente no ano letivo de 1943/44, funcionava o ensino primário em três lugares na freguesia de S. Martinho de Bougado. O número de alunos vinha de ano a ano sempre a subir acompanhando o ritmo da população.2 Uma enorme pressão demográfica provocada pela grande industrialização que dinamizava a localidade.
As infraestruturas escolares foram acompanhando com algum desfasamento a evolução da população, sempre com uma resposta tardia, sendo traçado na década de 1990 a quantidade de oferta do parque escolar: dois estabelecimentos de escolas pré-primária, aproximadamente uma dezena de escolas primárias, a existência de um estabelecimento de ensino privado3, ciclo preparatório e por fim o liceu, o último nível de ensino obrigatório em Portugal.4
A educação é um dos pilares fundamentais para acompanhar a evolução e o desenvolvimento económico, lamentando que o poder central nunca, ou raramente tenha olhado para a Trofa como um dos locais até a um passado recente merecedor de um investimento forte em infraestruturas educativas para solidificar o seu crescimento económico e mais importante o crescimento humano.
“Falta de escolas” O Trofense, novembro 29, 1931
SILVA, José Pereira; O ensino primário na Trofa: sua história, desde a criação das primeiras escolas até à aposentação do seu autor, Braga: Correio do Minho, 1993, pag.79
Segundo Napoleão de Sousa Marques, o ensino particular na Trofa remonta à primeira metade do século XX, nos anos de 1920 a 1940 com professores a realizarem ensino privado. Na freguesia de S. Martinho de Bougado, funcionou próximo à Igreja Paroquial de S. Martinho enquanto em Santiago de Bougado na avenida de acesso à Igreja da Lagoa, no rés do chão de uma habitação funcionou a escola privada. – MARQUES, Napoleão de Sousa; Seleta História da cidade da Trofa – Duas comunidades… um só povo, Trofa: Edição Paulo Serra, 1997 pag.279
MARQUES, Napoleão de Sousa; Seleta História da cidade da Trofa – Duas comunidades… um só povo, Trofa: Edição Paulo Serra, 1997 pag.283.

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Edição 665

Crónica – O país a cair aos pedaços

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A governação atual, que tem desinvestido fortemente na manutenção de pontes, viadutos, estradas, via férrea, no combate aos incêndios, na saúde, na educação e na cultura permite que a EDP faça entrar quase 20 milhões de euros nos cofres do consórcio luso-brasileiro formado pelas construtoras Lena e Odebrecht. Esta quantia (a carecer de justificação) foi acordada já depois de a Barragem do Baixo Sabor, em Trás-os-Montes ter sido inaugurada, e no contexto de uma negociação confinada ao círculo restrito da EDP e das duas empresas construtoras, grandes sustentáculos do regime «socrático» de má memória e envolvidas nos escândalos “Lava-Jato e “Operação Marquês”.

O atual governo que se calou com esta jogatana, também ficou quedo e mudo com a situação grave de nas zonas afetadas pelos incêndios do ano passado ainda existirem, vergonhosamente, cerca de 4.600 clientes sem serviço de telecomunicações restabelecido. É o agravamento do sofrimento constante das populações do interior do país, de uma interiorização aterradora que o poder centralista e macrocéfalo lisboeta não quer ver.
O governo aprovou há dias o valor de vinte e três milhões de euros destinados a reparar as graves fissuras (já identificadas em 2016) na Ponte de 25 de Abril, que liga a cidade de Lisboa à cidade de Almada. Esta aprovação só se verificou depois do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil ter alertado para a necessidade urgente de obras de manutenção na referida ponte, que tem sido o ponto habitual de partida da Meia Maratona de Lisboa, só que por questões de segurança devido ao mau tempo (só?) foi alterado para a zona de Sete Rios.
Um relatório técnico interno das infraestruturas de Portugal refere que existem troços de linhas férreas com um nível de degradação muito grave, que fazem com que a passagem de comboio nessas vias coloque em risco a vida de passageiros e maquinistas. Inclusive já provocaram descarrilamentos, embora sem vítimas mortais, mas deseja-se que haja, urgentemente, uma manutenção técnica nesses troços, antes que aconteça uma tragédia nacional.
O país a cair aos pedaços é que se pode constatar com o estado de degradação de importantes infraestruturas, como é o caso da situação a que chegaram as pontes da antiga linha de comboio (Porto – Guimarães), que foi «surripiada» em 2002, com a promessa de ser construído o metro de superfície para ligar o ISMAI à Trofa. Como esse troço foi votado ao abandono, as pontes situadas na Freguesia do Muro (Trofa) estão num estado de risco iminente de ruir, em virtude das fissuras enormes nas junções e infiltrações de águas nos pilares.
Como o dinheiro não é elástico – não chega para satisfazer as reivindicações (dos parceiros que sustentam a “geringonça”), para calar Bruxelas (os números do défice) e para as manutenções (mais que necessárias) -, o governo atual inventou as famosas cativações do Ministério das Finanças. É uma “centelhice” para enganar os papalvos europeus (e os nacionais), que tem merecido alguns aplausos, pois deu resultado na “cosmética” utilizada para que os números da macroeconomia se ajustem às metas impostas pela União Europeia. Mas não pode ser à custa da segurança das pessoas!

José Maria Moreira da Silva
moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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FORAVE – Um sistema Integrado de oportunidades de Formação

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INICIAL – RECONVERSÃO – AVANÇADA

Na FORAVE, os adultos e as empresas encontram soluções de formação à medida, uma equipa multidisciplinar motivada e experiente e um modelo de formação sustentado em work based learning.
O FEAT – Formação Empresarial e Apoio Técnico – é o departamento da FORAVE que tem como missão desenvolver soluções formativas e técnicas de forma focada no trabalho e com base na realização de diagnósticos que permitam identificar claramente as reais necessidades das empresas e dos ativos empregados ou futuros colaboradores.
Com o apoio de financiamento privado ou público, fruto de candidaturas aprovadas para a FORAVE ou para entidades parceiras, a FORAVE apresenta múltiplas respostas pensadas em função do público-alvo ou do cliente, integrando formação Certificada de Curta Duração, a medida Vida Ativa, percursos de Educação e Formação de Adultos e formação à medida.
Sempre com o objetivo de oferecer um serviço especializado, a FORAVE é conhecida pela sua experiência em áreas identificadas como prioritárias no setor industrial da região, evidenciando-se, em algumas delas, como oferta única. Não admira que as UFCD de Polímeros, Lean Management, Manutenção Industrial e Pneumática e Hidráulica, entre outras, que estão a ser desenvolvidas na FORAVE, estejam completamente esgotadas pelo excesso de procura.
A atitude da FORAVE relativamente ao meio empresarial e aos players da Rede de Educação e Formação tem sido sempre a de contribuir para criar respostas necessárias e complementares. Foi o caso da Gestão na vertente da Produção, é a resposta aos clusters da Mecânica e Metalomecânica, dos Materiais Poliméricos, das Indústrias Alimentares e, mais recentemente, ainda em fase de candidatura, a Indústria Têxtil, nas vertentes de operador de Fiação e operador de Tecelagem.
A partir de abril, o FEAT irá disponibilizar formação avançada e as vantagens para os parceiros e amigos da FORAVE são consideráveis. Esta iniciativa deve-se ao Protocolo de Cooperação celebrado com o CENERTEC – Centro de Energia e Tecnologia, que irá deslocar para as instalações da FORAVE vários cursos para promover a aproximação às empresas e aos nossos clientes. Ainda no âmbito desta parceria, foi criado o Prémio de Mérito e Distinção CENERTEC, que atribui uma Pós Graduação em Gestão de Operações e Serviços Industriais, no valor de 3.200€, ao melhor aluno da FORAVE.
Brevemente disponibilizaremos Cursos e Vantagens em www.forave.pt.

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Manuela Guimarães
Diretora pedagógica FORAVE

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