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Edição 619

Memórias e Histórias da Trofa: Capela de Nossa Senhora da Livração

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Quando circulamos na nacional 14, no lugar de Lantemil, na freguesia de S. Tiago de Bougado, pouco depois de passar a capela de Santa Luzia surge ao lado direito a Capela de Nossa Senhora da Livração.
Venerada em muitos localidades do nosso país, a Capela de Nossa Senhora da Livração, foi construída às expensas do Conde de S. Bento, um benemérito que se destaca as suas obras para apoio da comunidade como o Hospital de S. Bento, Capela de Nossa Senhora das Dores etc.
Decorria o ano de 1895 e escreveu-se na imprensa com alguma antecedência a noticiar a realização da bênção e da consequente festa1. Seria algo muito aguardado pela comunidade católica do Vale de Bougado.
O dia de 9 de fevereiro de 1895 é o dia da bênção da Capela com o Reverendo Abade António Joaquim da Costa Cruz a presidir à cerimónia que se realizou segundo o ritual Romano e após o término desta cerimónia, estrelaram no céu uma grande quantidade de foguetes e no decorrer do dia atuou uma banda de música e ao final da noite ocorreram mais lançamentos de foguetes.
O único benemérito não foi o Conde S. Bento, com Domingues da Costa Ferreira, a ofertar um sino para a capela.
Uma enorme festa decorreu que se estendeu até ao dia 10 de fevereiro com um grande número de fieis à assistir às cerimónias religiosas apesar de chover de forma permanente, contudo, a fé da multidão era superior ao mau tempo.
O Padre de S. Martinho de Bougado, José António Costa cantou missa, enquanto um outro pároco de Ribeirão foi mestre de sermões e por fim o Padre de Guidões, Manuel Domingues de Sousa Maia celebrou o evangelho.
S. Tiago de Bougado viveu dois dias de festa, contudo, a nova capela apresentava erros de construção que fazia com chovesse no seu interior, como também as madeiras escolhidas para a construção das portas tinham sido trocadas e a madeira usada não era a escolhida. Sobre a questão de chover na capela, o jornalista relatou que chovia tanto dentro como fora2.
Depois no século XX, na sua última década a Capela ia sofrer as obras de ampliação que lhe deram a sua configuração atual.

1“Benção da Capela e festividades”, Jornal de Santo Tirso Fevereiro 7, 1895.
2“S. Tiago de Bougado”, Jornal de Santo Tirso Fevereiro 14, 1895.

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Leo da Trofa com distinção internacional

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O Leo Clube da Trofa foi reconhecido, a nível internacional, como “Leo Club of the Year 2015/2016”, a 8 de abril, na Conferência Nacional dos Leos, em Barcelos.

A distinção como Leo Club do ano foi atribuída pelo Lions Club Internacional, “pela atividade de voluntariado” desenvolvida, ao longo desse ano, pelo Leo Clube da Trofa
Filipa Ferreira presidia o Leo Clube da Trofa no referente ano e disse, em declarações ao NT, que promoveram “cerca de 20 a 30 iniciativas”. De todas elas, a atividade central do Leo trofense é a
das crianças, que consiste “num fim de semana, o último do mês de maio, na Figueira da Foz, que passam com crianças carenciadas de todo o país”.
Durante todo o ano são desenvolvidas várias atividades, no Halloween, no BeLive, na ExpoTrofa ou o Sunset, “que permitir angariar o máximo de fundos para essa iniciativa”, explicou Filipa Ferreira. “O ano passado tentamos também proporcionar a outras crianças do concelho dias diferentes”, complementou a ex-presidente.
Quanto à distinção, “embora não seja o que move” o Leo Clube da Trofa, “foi um reconhecimento daquilo” que fazem mas, também, “um acréscimo de responsabilidade”, já que se trata de um prémio que “todos os Leos Clubes querem receber, porque é um reconhecimento internacional”, afirmou a ex-dirigente. “Ficamos muito contentes”, revelou Filipa.
O atual presidente, Miguel Cardoso, considera este prémio “a cereja no topo do bolo, porque é a demonstração de que vale a pena fazer as coisas”.
A distinção tem por base “o tempo dedicado à comunidade, em reuniões, atividades, angariação de fundos para pessoas com necessidades, na ordem do vestuário, alimentação e higiene”, esclareceu o presidente do Leo trofense. “Fomos exímios e acharam que fomos merecedores pelo desenvolvimento que tivemos e pelo crescimento que demos aos Leos”, finalizou Miguel Cardoso.

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“É na dificuldade e na superação que nós queremos formar”

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De todos os escalões de formação, a de iniciados é a que mais se nota a diferença do desenvolvimento maturacional entre jogadores. Essa dificuldade é ultrapassada pela cultura da superação, condição que, no Clube Desportivo Trofense, é “pedra de toque” para o sucesso. O NT foi saber como evolui a equipa de iniciados A com o treinador Bruno Aroso.

O Notícias da Trofa (NT): Como está a correr a temporada?
Bruno Aroso (BA): Terminamos o nosso campeonato. Durante este tempo percorrido, temos vindo a trabalhar o grupo para uma etapa competitiva mais exigente face ao ano anterior, existem adaptações no processo de jogo que estão a ser feitas de acordo com as nossas capacidades. Este grupo tem alguns elementos novos, com muito potencial, mas ainda a assimilar o nosso modelo de jogo. Inicialmente, tivemos algumas dificuldades em assimilar os princípios do nosso modelo. Com muito trabalho estamos a melhorar os nossos desempenhos e a aproximarmo-nos do ADN do Trofense.
Neste sentido, a época está a decorrer dentro daquilo que esperávamos, naturalmente que iremos ficar mais fortes e mais próximos da qualidade de jogo que pretendemos.

NT: Quais os objetivos na competição?
BA: Quando estamos a representar um clube como o Trofense, temos de ter a noção que os nossos objetivos são sempre os mais ambiciosos possíveis. Procuramos ser muito competitivos sem descurar a qualidade de jogo que pretendemos. Estando os Iniciados A na 1.ª Divisão Distrital, os seus objetivos passam por tentar a subida de divisão ao campeonato nacional.
Quem quer obter grandes conquistas não pode ambicionar coisas pequenas. Não nos podemos esquecer que todos os escalões da formação estão ligados entre si, todos estão a percorrer o mesmo caminho embora em etapas diferentes. Se queremos ser os mais fortes temos de ombrear e vencer os outros fortes.

NT: Quais as principais dificuldades neste escalão/competição?
BA: Este é, porventura a par de outros escalões, aquele em que a diferença do desenvolvimento maturacional dos jovens mais se acentua. Este fator pode fazer com que em alguns jogos a equipa não seja premiada pelo bom desempenho que teve no jogo, porque, por vezes, a grande diferença fisiológica vence a organização. Por outro lado, nós sabemos que com estas condições, a equipa tem de jogar numa constante superação e é esta superação aliada a uma forte organização de jogo que nós implementamos nos jogadores que os vai preparar para um nível superior. É na dificuldade e na superação que nós queremos formar estes Homens – Jogadores.

NT: Com que aptidões os atletas se capacitam neste escalão?
BA: O jogador do Departamento de Formação do CDT é culto taticamente e os princípios do nosso modelo de jogo, o nosso jogar, são transversais a toda a formação. Nas diferentes etapas da formação não ensinamos coisas diferentes. O que eles aprenderam no ano transato não é diferente daquilo que estão a aprender agora, o conteúdo é o mesmo, agora a complexidade e a intensidade com que eles vivenciam os princípios do nosso modelo é que vai aumentando. Mas esta intensidade não é maior quando eles são Iniciados do que quando eram Infantis, isto em termos relativos. Agora, as dificuldades e as exigências são cada vez maiores, logo as capacidades que eles têm de desenvolver têm de acompanhar essas exigências.
Eles sonham um dia poderem ser jogadores, profissão que não é fácil de atingir, por isso mesmo no perfil de jogador do CDT não descuramos a inteligência, que é fundamental.
Para chegar a jogadores profissionais, têm de ter uma cultura tática superior aliada a uma intensidade de jogo alta e uma enorme capacidade de trabalho. Nesta etapa, iniciamos estas premissas, esperando que nas etapas seguintes possam ser complementadas.

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