Atendendo a que, no fim de semana passado, ocorreu mais uma edição de uma das romarias mais importantes do nosso concelho e região, escrevendo obviamente sobre o S. Gonçalo, esta crónica, todavia, será sobre outra grande romaria da região em tempos idos que, infelizmente, tem perdido algum fulgor: referência para a Santa Eufémia.

As festividades em honra de Santa Eufémia são uma das marcas da nossa cultura, elemento do nosso ADN que tanto nos orgulha, envaidece e se torna um dos cartões de visita da Trofa.

Na presente crónica, iremos recuar quase 125 anos, até 1896, com as festividades nesse ano a decorrerem nos dias 19, 20 e 21 de setembro, que era a última romaria do ano e se iria realizar em torno da capela da festividade.

Existem várias notícias neste momento da história que demonstram claramente a grande afluência de pessoas àquele arraial, demonstrando que era uma festividade bastante concorrida pela comunidade.

Relativamente à mobilização de pessoas, importante referir que havia dias para diferentes públicos, apontando que, no sábado, a maioria dos romeiros que acorriam àquelas festividades eram de localidades próximas à beira-mar, referência certamente de Vila do Conde e Póvoa de Varzim. O dia de domingo era dedicado a romeiros vindos de outras paragens, inclusivamente do Porto e, obviamente, também de Santo Tirso.

No último dia da festa, que era a segunda feira, era uma romaria praticamente destinada para rapazes e raparigas da região, que se apresentavam com as suas melhores roupas e também, certamente, com as melhores peças de ourivesaria.

A “técnica” de namoro doutros tempos e o jogo da sedução no decorrer das festividades populares. Quantos dos leitores namoraram ou começaram a namorar durante estas festividades?

A festa em honra de Santa Eufémia é um importante elo da nossa história, referência da nossa identidade que urge recuperar, mediatizar para voltar a ter a influência de tempos passados, sobretudo aproveitar a onda positiva deste turismo que invade no nosso país.