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Edição 679

Memórias e História da Trofa: A Quinta de S. Romão

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Conforme descrito anteriormente em várias crónicas, a freguesia de S. Romão do Coronado teve bastante importância para a alta burguesia da cidade do Porto que rumava até aquela localidade para passarem as suas férias.

A sua população na década de vinte e trinta ultrapassava os mil habitantes, havendo um razoável crescimento demográfico e nos meses de verão a sua população crescia exponencialmente com o elevado número de turistas.
Além do referido hotel que brevemente será motivo de crónica a sua história, havia outros pontos de interesse na freguesia, nomeadamente a Quinta de S. Romão que era um dos marcos da freguesia.

Mudando várias vezes de donos, iria ser local de reunião para a mais “fina flor” da sociedade que escolhia a freguesia para passar férias.

Inclusivamente poderá ter sido dos primeiros lugares a receber luz elétrica para reforçar o conforto daqueles que escolhiam o Coronado, enquanto em muitos lugares da freguesia era uma miragem.

Local de enorme atividade social, com múltiplas festas, aliás possivelmente S. Romão do Coronado teria uma vida social mais intensa que S. Martinho de Bougado atendendo aos vários equipamentos e distrações existentes: hotel, pensões, aos seus derbys futebolísticos, à atividade industrial que de forma bastante tímida ia surgindo e vincado o seu caminho.

Importante ressalvar que não eram somente turistas vindo do Porto e outras localidades do país a rumarem ao Coronado, existem relatos de turistas estrangeiros a escolherem a estância de veraneio para passarem as suas temporadas, D. Ranon Suarez um importante negociante de Vigo em 1930 esteve na freguesia e a sua chegada foi momento de enorme entusiasmo pela comunidade.

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Hoje temos uma pálida imagem do que foi aquele equipamento, a Quinta de S. Romão no passado, atualmente é uma assombração do que foi no passado, local de festa e convívio.

No presente naquele local existe a realização pontual de alguns eventos, contudo a sua serventia é praticamente e somente depósito para entulho e mato. Urge requalificar aquele espaço e trazer alguma da dignidade do passado.

Não seria preciso muito, uma limpeza mais asseada, remover aquele mato e sucata e teríamos ali um importante pulmão, ser capaz de atrair várias comunidades atendendo estar a menos de 5 minutos da ligação ferroviária ao Porto e Braga, entre outras localidades.

Devolver importância a um espaço que S. Romão tanto deve que tanto contribuiu para o engrandecimento e desenvolvimento desta freguesia.

José Pedro Reis

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Edição 679

José Malhoa e Adelaide Ferreira nas festas de S. Romão

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As festas em honra de S. Romão realizam-se a 17 e 18 de novembro e levam ao Largo do Seixinho nomes sonantes da música popular portuguesa.

José Malhoa, Adelaide Ferreira, Tozé, Nelo Silva, Paulo Ribeiro e Zé Cabra cabem todos no cartaz das festas em honra de S. Romão.

Leia a notícia completa na edição 679 do NT, nas bancas.

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Edição 679

Concelho da Trofa: Valeu a pena!

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A memória é uma história que se escreve com as palavras arrojadas, que o presente nos sugere. A história é uma viagem através do tempo; é testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória, mestre da vida, anunciadora dos tempos antigos. A história é a ciência dos homens no tempo.

Na história da Trofa, o período que antecedeu a criação do Concelho foi um tempo de luta por uma emancipação mais que justa. Talvez tenha sido o período mais profícuo da história da Trofa, mas também foi o período em que o «trofismo» esteve mais arreigado nas nobres gentes, do mais novel Concelho do país, o Concelho da Trofa!

A luta muito antiga, com mais de 150 anos, pela criação do Concelho da Trofa, nunca obedeceu a interesses menores, nem a critérios financeiros ou à falta “disto e daquilo”, muito menos a questões de “quintal ou vizinhança”. A criação do Concelho da Trofa foi a reconquista de uma realidade homogénea, em termos geográficos, sociológicos, históricos e culturais.

O sonho dos trofenses, pela criação do seu concelho, o Concelho da Trofa, durou mais de século e meio, passou de geração em geração, nunca morreu, nunca chegou a “enferrujar” e raramente esmoreceu. Demorou muitos anos, mas a “carta de alforria” foi conseguida, eram 17h 55m, do famoso dia 19 de novembro de 1998, para gáudio da grande maioria dos trofenses.
Nós, os membros da Comissão Promotora do Concelho da Trofa, sempre acreditamos, sempre lutamos com um vigoroso empenhamento, pela materialização dessa esperança, por isso concretizamos aquilo para que tínhamos sido mandatados pelo povo trofense: a criação do Concelho da Trofa. Conseguimos. O sonho realizou-se!

Os elementos da Comissão Promotora do Concelho da Trofa não foram os “Defensores da Barca”, nem os “Bravos do Mindelo”, muito menos os “Capitães de Abril”, mas foram os “verdadeiros” pais do Concelho da Trofa. Foi com os nossos lábios denodados que ousamos primeiro entoar o doce nome LIBERDADE, com o grito que se ouviu bem longe: VIVA O CONCELHO DA TROFA.

É verdade que nestes 20 anos de autonomia, muito há ainda por fazer e muito mal nos fizeram, pois surripiaram, a uma parte significativa dos trofenses, o comboio da via estreita, com a promessa do metro de superfície e até à data nem comboio nem metro. Mas também foi anunciada, pelo poder central, a obra da variante à EN14, tão necessária ao desenvolvimento do concelho, só que nunca foi iniciada a sua construção. Até parece termos voltado ao tempo, em que existia uma máxima: “para a Trofa, quanto pior, melhor!”,

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Só que agora são os trofenses a gerir o seu próprio destino. Também por isso, a sociedade civil mobilizou-se e fortaleceu o associativismo, principalmente na área social, com a criação da Misericórdia, Lares e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), que trabalham afincadamente de modo abnegado a favor dos mais carenciados, a favor dos mais frágeis da sociedade, mostrando ao mundo de que têmpera são feitos os trofenses. Por isso é que não baixaram os braços e continuam a lutar para que a Trofa se transforme no melhor Concelho do país. Os trofenses merecem!

Por tudo isto, mesmo parecendo pouco, digo sem qualquer tipo de hesitação, que a criação do Concelho da Trofa VALEU A PENA! O nosso sonho realizou-se, mas outros sonhos nasceram! Que nunca nos falte um sonho para lutar pela sua concretização. Vale a pena nunca desistir dos nossos sonhos, para que a Trofa possa caminhar na direção da pujança económica e social, que teve num passado bem recente.
moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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