quant
Fique ligado

Ano 2008

Membros da Assembleia de S. Romão visitaram a Savinor

Publicado

em

 Nada fazia prever que um dia depois da visita dos membros da Assembleia de Freguesia de S. Romão do Coronado à empresa Savinor e de todos partilharem a ideia de que a nova administração da empresa estava “decidida” a resolver a questão dos maus cheiros, estes regressassem em força. O presidente da Junta de Freguesia e o líder do PS de S. Romão dizem-se “enganados pela administração da Savinor” e prometem “não baixar os braços”. A empresa garantiu ao NT que os maus cheiros foram originados por “uma avaria na torre de lavagem de Gases”.

A trégua nos maus cheiros durante o dia de segunda-feira marcava as conversas dos romanenses. Coincidência ou não era o dia marcado para a visita dos membros da Assembleia de Freguesia de S. Romão do Coronado às instalações da Savinor onde haveria de ter lugar uma reunião de trabalho com a administração da empresa liderada pelo presidente João Pedro Azevedo.

A visita teve início com uma apresentação da empresa e do grupo Soja Portugal, ao qual pertence a Savinor, com os responsáveis a mostrarem as melhorias físicas e tecnológicas que foram introduzidas na unidade industrial que se dedica à recolha, abate, desmanche e comercialização de aves , assim como à recolha e transformação de subprodutos de carne e peixe em farinhas.

Durante a reunião de trabalho entre os membros da Assembleia de Freguesia de S. Romão e da Administração da Savinor, que foi acompanhada pela comunicação social, os responsáveis da empresa foram respondendo às dúvidas e questões levantadas pelos autarcas.

No final de mais de quatro horas de reunião o sentimento que transparecia era o de que a empresa estava a tentar solucionar o problema dos odores “investindo milhares de euros” para “minimizar os impactes negativos no ambiente”.

João Pedro Azevedo, presidente do conselho de administração da Savinor, afirmou estar “razoavelmente satisfeito (com a visita) porque houve um reconhecimento inequívoco dos passos positivos que a empresa tem dado, no sentido de resolver problemas com décadas. Eu nunca estou satisfeito por natureza, portanto acho que há muito trabalho a fazer e há muitas medidas que nós vamos tomar para além daquelas que já foram tomadas, mas eu acho que nestes últimos dois anos era praticamente impossível pedir mais”.

O responsável adiantou, no entanto, que os maus cheiros sentidos no domingo em S. Romão do Coronado “não poderiam ser da Savinor, já que a empresa está encerrada a partir das 12 horas de sábado”, descartando, assim, qualquer responsabilidade e sugerindo que os cheiros pudessem advir “de outra unidade industrial instalada nas proximidades, ou das lagoas das etar’s onde se procede ao tratamento das águas residuais” que são depois lançadas no ribeiro de Covelas. João Pedro Azevedo garantiu ainda “total transparência da empresa” e abriu as portas “para que todos possam ver as condições da fábrica”, lembrando que “nos últimos dois anos temos tentado minimizar ao máximo os impactos negativos na vida da população”.

 

Publicidade

Membros da Assembleia sentem-se “usados”

 

“Fomos usados”. Esta era a expressão que uniu a uma só voz Guilherme Ramos, presidente da Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado e Joaquim Dias Pereira, Secretário Coordenador do Partido Socialista de S. Romão de Coronado, que tal como outros colegas participaram na visita às instalações da Savinor.

Se no final da tarde de trabalho com a empresa o sentimento generalizado era de que “a empresa está a trabalhar para melhorar as condições”, agora “isso não chega”. Segundo Dias Pereira, “a administração da empresa levou-nos a ver aquilo que lhes interessava. Naturalmente que as instalações não são nada do que eram aqui há uns anos atrás, já tínhamos visitado há uns 10/15 anos atrás”. O autarca foi mais longe, acusando a Savinor: “ Fizeram encenação, convidaram-nos para visitar a fábrica a uma segunda-feira, não estavam a laborar, não cheirava. Na terça e quarta-feira não se conseguia abrir uma janela. Saí de casa e fui a correr para o emprego, que é na Escola EB2/3 de S. Romão mas nem lá se podia estar” afirmou revoltado.

Já Guilherme Ramos, presidente da Junta de Freguesia, frisou que “numa primeira abordagem tivemos a sensação que muita coisa tinha mudado, que há melhorias, mas o que é certo, reflectindo melhor, passando algumas horas, concluímos que fomos usados pela administração da empresa para tentar fazer uma operação de charme, quando na realidade se conclui que há algumas melhorias naquilo que interessa que é rentável, mas tudo o resto está na mesma. É uma falta de respeito, credibilidade de toda a ordem e estou desiludido e insatisfeito com o que se passou”.

O edil foi mais longe e apela às autoridades (GNR e Polícia Municipal) para fazer mais fiscalização de trânsito, “já que nos últimos dois dias (Terça e quarta-feira ) fomos confrontados com transportes de qualidade degradada e eu tenho que fazer uma referência às autoridades responsáveis pela fiscalização dos transportes, nomeadamente a GNR e a Polícia Municipal que têm obrigação de se deslocar à vila do Coronado e Covelas para acompanhar e fiscalizar. Ainda ontem (terça-feira) fiquei muito zangado quando seguia atrás de um camião de onde escorriam líquidos pestilentos, e tudo isso é muito desagradável e aí as autoridades têm a obrigação de intervir a fazer cumprir a lei”.

Guilherme Ramos garantiu que vai ter o cuidado de denunciar às diferentes autoridades, Ministério da Agricultura, do Ambiente, à Câmara Municipal da Trofa e à CCDRN – Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte – o que se passou “para que de uma vez por todas se possa pôr cobro a esta situação lamentável”.

Publicidade

 

Avaria na torre de lavagem de gases na origem dos maus cheiros

 

Contactado pelo NT o presidente da Savinor garante que os maus cheiros se devem “a uma avaria na torre de lavagem de gases”.

João Pedro Azevedo admitiu o problema, mas adiantou que durante a tarde de quarta-feira estava já a ser colocada uma nova bomba na torre” e que o problema ficaria solucionado “até ao final do mesmo dia”.

De acordo com informação da empresa “a bomba de dosagem de ácido sulfúrico que efectua a lavagem primária dos gases na torre, estava com dosagens abaixo do normal, pelo que foi encomendada uma bomba de substituição que foi montada depois de almoço”.

O responsável pediu “desculpa” à população pelos incómodos causados e garantiu que vai continuar a “tentar solucionar o problema dos odores para minimizar os impactos negativos que esta situação causa”.

Publicidade

Três unidades a laborar para tratar diferentes subprodutos

 

A Savinor tem a sua actividade de transformação de subprodutos dividida em três categorias. Na unidade de categoria um procede à destruição de resíduos e matérias em piores condições e que são por isso considerados “mais perigosos e sem qualidade para aproveitar, tendo por isso de ser destruídos”, afirmou o responsável.

A unidade de categoria dois recebe subprodutos de “menor qualidade”, sendo tratados na unidade antiga da fabrica e a unidade três recebe já produtos de melhor qualidade cuja farinha de carne ou peixe que daí resulta, serve depois para a produção de rações, o chamado Pet food para animais domésticos como cães e gatos, sendo a única empresa a nível nacional a dedicar-se a este tipo de produção.

A empresa recolhe e trata produtos de origem animal em mais de 50 matadouros e 200 outros pontos de revenda como salas de desmanche, talhos, hipermercados, assim como todos os subprodutos de peixe das indústrias conserveiras de Portugal e da Galiza (Espanha).

{flvremote width=”481″ height=”401″ autostart=”true”}http://trofa.otos.tv/videos/savinor.flv{/flvremote}

 

Publicidade
Continuar a ler...
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

Publicado

em

Por

 

 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

Publicidade

Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

Continuar a ler...

Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

Publicado

em

Por

Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

Publicidade

Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

  (mais…)

Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também

} a || (a = document.getElementsByTagName("head")[0] || document.getElementsByTagName("body")[0]); a.parentNode.insertBefore(c, a); })(document, window);