No seio de uma escola há alunos cuja hiperatividade se distingue pela forma de estar no recreio, na sala de aula ou mesmo em casa. Os alunos “traquinas” são aqueles que não estão atentos nas aulas, na realização dos trabalhos de casa e até a ver televisão. Nestes casos, em que há falta de concentração por parte do aluno, os pais, educadores e professores têm que se unir para delinear uma estratégia para ultrapassar as dificuldades.

As crianças com falta de concentração raramente seguem as orientações dadas pelos professores, porque estão distraídos com outras questões irrelevantes. Em casa, ao realizar os trabalhos de casa, o facto de estar diante do livro e do caderno não lhe dá a garantia de que o seu filho está ou acabará por os realizar com a atenção devida. 

É importante que saiba que as condições externas influenciam na amplitude da concentração, como o espaço, a temperatura, o ruído e a presença de elementos distratores. 

Na realização de uma tarefa, não o pressione e dê-lhe mais tempo, mas nunca sem permitir que ele a abandone a meio. Por exemplo, nos trabalhos de casa, comprometa-se que só o deixará ver televisão ou brincar depois de os realizar com a devida dedicação. Ajude-o a estimular o raciocínio a partir de jogos, como puzzles, enigmas ou questionários. Não o repreenda em frente dos amigos. Resolva as questões comportamentais em casa, com um diálogo sereno, valorizando os seus comportamentos positivos e explicando as consequências das atitudes negativas. Se, depois de implementar estas medidas, a criança não mostrar nenhuma evolução positiva, o ideal é recorrer a um especialista, como por exemplo um psicólogo.

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