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Edição 456

Martelo é a figura de destaque da exposição “Projecto sem Título”

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Casa da Cultura inaugurou, no dia 4 de janeiro, uma nova exposição, desta vez dedicada ao projeto de Manuel Horta, sob o epíteto “Projecto sem Título”.

“Um martelo de ferro foi apropriado durante um processo de ‘arqueologia doméstica’. Um martelo de ferro, de fabrico rudimentar, livre das suas memórias (história), foi submetido a diferentes processos e diferentes meios tecnológicos que lhe criam uma história recente, resultando uma intervenção que se pode relacionar temporariamente com um espaço arquitetónico”. Esta é a sinopse das “Ações com martelo de ferro ou uma história recente de um martelo de ferro” que fazem parte da exposição “Projecto sem título! – Escultura e portabilidade na instalação/intervenção: Objetos antes das imagens e imagens depois dos objetos”, inaugurada neste sábado, na sala de exposições temporárias da Casa da Cultura, onde estará patente até ao dia 25 de janeiro.

A obra de Manuel Horta foi objeto de investigação no âmbito do 2º ciclo de Estudos do Mestrado em Escultura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, que se prende com “a questão da portabilidade, isto é, objetos portáteis que, pelas suas características, facilmente se transportam e instalam”. “Os objetos portáteis foram a razão para uma coleção de imagens relativas a objetos de produção artística dos séculos XX e XXI (a História da Arte como uma base de pesquisa). Do estudo e dos métodos de pesquisa adotados resultam, por sua vez, elementos portáteis (relacionados com um martelo e com jogos semânticos), elementos esses que, em sequência, se disponibilizam a organizar e estruturar num lugar de garagem. Desta ação resulta matéria audiovisual possível de ser trabalhada e projetada como o barro. Matéria que gera matéria. Um projeto que leva a outro”, pode ler-se no texto da apresentação do trabalho.

Manuel Horta, que nasceu em Almada em 1970 e estudou Artes Plásticas – Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, mencionou que quem visitar a sua obra pode encontrar “um projeto que se desenvolveu a partir do conceito da portabilidade” e que “não se vincula a um meio tecnológico, mas que explora meios tradicionais da escultura, como a fundição em bronze, o trabalho em pedra, em relação com outras tecnologias e outros materiais não tão característicos do universo da escultura ou até das artes plásticas em particular, como por exemplo o silicone termofusível, que é uma matéria ligada a outros contextos”. Este trabalho propõe “uma relação mental” e uma “associação de ideias, não só a partir das pistas/indicações que estão presentes no próprio espaço e que fazem parte do próprio trabalho, mas através das suas próprias associações do seu próprio pensamento”. “Este projeto acaba por propor ao observador que se desloque deste espaço e perceba que há aqui alguma coisa que não é assim tão imediata quanto isso e que o obriga intelectualmente e nalguns casos fisicamente a agir, a ver o trabalho não só pelo que é dado mas também pelo que ele próprio consegue ver ou se dispõe a ver”, explicou.

O martelo é a figura de destaque neste projeto, por ser “transversal a todas as estruturas e estar ligado aos primórdios da humanidade” e por ser “extremamente portátil”, sendo “um dos objetos mais antigos e que até hoje nada fazemos sem” ele.

Foi com esta nova exposição que marca pela diferença, que a Câmara Municipal da Trofa começou o ano com “atividades dedicadas à cultura e à promoção da arte”. O vice-presidente, António Azevedo, referiu que esta exposição tem “trabalhos magníficos”, esperando que tenha “muitos visitantes”. “Fazia um apelo para que venham ver esta exposição que está muito bonita e explicativa. Gostei dos vários trabalhos e da ligação do martelo à sonorização, a tudo. Está uma exposição magnífica, que nos obriga a imaginar e a pensar”, frisou, mencionando que a Casa da Cultura vai “continuar a ter mensalmente exposições distintas”.

 

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Arco da Governação

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Ricardo Garcia

De há uns anos para cá, o mundo jornalístico ligado à política decidiu criar a forma arquitetónica do “Arco da Governação” ou “Arco da Responsabilidade”. Tais arquitetos desenharam tal forma com princípios bem definidos: criar a sensação na sociedade portuguesa de que só existem 3 partidos, sozinhos ou coligados, com sentido de responsabilidade para governar Portugal.

PS, PSD e CDS-PP construíram determinada obra com objetivo de excluir a chamada “esquerda radical”. Por “esquerda radical”, podemos situar as forças políticas e sociais mais à esquerda do PS. Associados à “esquerda radical” aparecem logo termos como “irresponsáveis” (ligado às propostas e alternativas políticas) “subsídio-dependentes” (ligado à cultura) ou “interesses instalados” (este último ligado à atividade sindical). É sem qualquer tipo de pudor que ouvimos de comentadores políticos, políticos comentadores, jornalistas políticos e políticos jornalistas, frases como “não há outra solução possível”, “este é o único caminho”, ou frases proféticas do Apocalipse como “estávamos perto da bancarrota” e “não fosse a luz da troika e não tínhamos dinheiro para pensões e reformas”.

Mas falemos da minha preferida da intelligentsia nacional: eles só sabem criticar. Não apresentam alternativas. Tal programa ideológico só pode ter como finalidade atirar areia para os olhos dos portugueses de forma a denegrir um órgão já de si com péssima imagem: o parlamento. Nada dá mais jeito para a troika nacional do que a visão maniqueísta do parlamento. De um lado estão os que fazem e do outro os que se limitam a dizer mal. Neste ponto, o jornalismo português tem uma responsabilidade acrescida, pois normalmente o que sai na comunicação social tem um conteúdo sensacionalista, demagogo e populista. Faits divers em suma. Será que sabemos que todos os dias propostas são apresentadas, discutidas e votadas? Será que conhecemos o trabalho dos deputados do nosso círculo eleitoral? Já repararam nos deputados que visitam a Trofa? As suas propostas? Será que alguém se lembra de um deputado do PCP que tenha visitado e apresentado propostas para resolver problemas da Trofa? Sem querer incorrer em soberba, digo que sim. E do PS, PSD e CDS-PP? Façam um esforço, porque afinal estas forças políticas em conjunto elegeram 35 deputados pelo círculo eleitoral do Porto.

Por fim, só tenho medo que o arco lhes cai em cima.

Ricardo Garcia

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Campeonato Open BTT XCO na Maia

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As freguesias de Folgosa, Gemunde, Milheirós, Nogueira e Silva Escura e S. Pedro de Avioso vão ser palco do Campeonato Open BTT XCO Maia 2014, que a Câmara Municipal da Maia e o Grupo Desportivo os Maiatos estão a organizar.

A prova, que está inserida no âmbito da Maia Cidade Europeia do Desporto 2014, é constituída por cinco etapas e vai decorrer a 9 de fevereiro, 2 março, 13 de abril, 1 de junho e 22 de junho.

Neste campeonato pode participar “qualquer pessoa, seja ou não federado, e de qualquer parte do país”, disputando-se ao abrigo do Regulamento das Provas Abertas da União Velocipédica Portuguesa / Federação Portuguesa de Ciclismo.

A inscrição, que inclui “as cinco provas”, tem uma taxa de “cinco euros, para atletas até aos 14 anos feitos até 31 de dezembro de 2014”, e de “dez anos para todos os atletas a partir do 15 anos”. No ato da inscrição, através do sítio www.campeonatobttmaia201.wix.com/pt, deve ser enviado uma “cópia válida do documento de identificação e ainda comprovativo do pagamento (os menores de 18 deverão também anexar cópia do documento válido de identificação do encarregado de educação)”. Já o pagamento, que pode ser efetuado através do NIB 0010 0000 45502780001 81 do Grupo Desportivo “Os Maiatos”, tem que ser feito até à quinta-feira anterior ao início do campeonato. Caso opte por pagar no dia da prova, acresce uma taxa de cinco euros.

A autarquia espera que “o número de inscrições seja superior ao do ano passado, onde participaram cerca de 1500 atletas”.

Mais informações através do e-mail (bttxcomaia@gmail.com), do sítio (http://desporto.maiadigital.pt/) ou do sítio do campeonato (www.campeonatobttmaia201.wix.com/pt).

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