A luz apaga-se, e do palco vem um vídeo de introdução com a experiência Nova-Iorquina de Mariza. Quando o vídeo acaba, numa salva de palmas que se confundiu imediatamente com as palmas do público do Coliseu, eis que os músicos que acompanham a Artista iniciam a sua indumentária sonora, com Mariza a aparecer no meio do público, deslizando lentamente para o palco, que já estava conquistado pela sua voz e presença.

O coliseu estava esgotado, repleto de fãs atentos á carreira de Mariza, que foram cantando os refrões dos fados que verdadeiramente embala na voz. Um olhar mais atento percebe que Mariza não faz nenhum “frete” ao dizer que gosta do público do Porto e do Fado do Porto, onde diz ter sido sempre bem recebida.

Mariza desfilou temas destes seus dez anos de carreira, com alguns destaques para “Chuva”, “Rosa Branca” com direito a coro de um público que já estava extasiado a esta altura.

Ainda houve tempo para um fado sem rede, no meio da plateia, que aplaudia já de pé nas últimas canções deste magnífico concerto que ainda contou com um emocionado e muito bem interpretado “Gente da Minha Terra”.

Um magnífico concerto, que valeu a pena para quem o foi ver, e certamente deixou saudades.

Texto: Ângelo Ferreira

Fotos: Miguel Pereira

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