“Segundo o World Bank, é mais rentável investir dinheiro na Marca da minha região, do que em dívida pública, em tesouros ou pôr num banco a render”. Quem o afirmou foi José Filipe Torres, CEO da “Bloom Consulting”, durante o seminário “Valorizar a empresa, valorizar a competitividade pela…MARCA” que ministrou na sede da AEBA – Associação Empresarial do Baixo Ave, ao final da tarde de terça-feira, 24 de março.
O orador adiantou que a “Marca não é um logotipo, mas ter uma ideia/perceção do local”, sendo necessário “criar uma diferenciação para que a região seja conhecida”. “A Marca Região serve para atrair turismo ou investimento na região”, acrescentou.
Este seminário está enquadrado num “conjunto de encontros formativos direcionados para os líderes das empresas do Baixo Ave”, promovido pela direção da AEBA com o objetivo de “apoiar os negócios das empresas associadas”. Para o primeiro seminário, a direção da associação escolheu “um dos maiores especialistas do mundo em “Country Brand” e como tema “a marca, regional de negócios ou empresarial”, por ter “a capacidade de ajudar a mudar ou clarificar a perceção da região e assim atrair investimento e facilitar a postura de uma empresa local perante outros mercados”. O vice-presidente da AEBA, Pedro Roquette, afirmou que o tema “está muito em voga”, daí querer trazê-lo para discussão e que seja, “eventualmente, um embrião para uma ideia diferente de tentar criar uma dinâmica à volta da região que possa ajudar as empresas a terem uma visibilidade diferente lá fora”. “Cada empresa tem uma dimensão muito pequena e não tem uma estrutura, mesmo financeira, que seja capaz de conseguir fazer todos esses processos, tanto de se internacionalizar como de poder ter investigação e desenvolvimento. Se conseguíssemos criar uma dinâmica diferente à volta de uma marca de uma região e de uma ideia diferente para a região e que possa congregar algumas vontades e para criarmos e darmos valor às empresas”, adiantou.