Manuel Alegre afirmou, em Vila Nova de Famalicão, que “o voto não é obrigatório”, referindo-se ao boicote eleitoral que os murenses querem fazer no domingo.

A chuva incomodava as dezenas de apoiantes do candidato presidencial Manuel Alegre, que mesmo assim não arredaram pé e esperaram quase 50 minutos para que o socialista chegasse à rotunda Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, onde depositou uma coroa de cravos, para homenagear o antigo Presidente da República.

A visita não demorou mais de 15 minutos e, depois dos abraços e dos incentivos à vitória, Manuel Alegre gritou “Viva a República” em frente ao monumento de homenagem a Bernardino Machado, que residiu com a sua família na freguesia de S. Salvador de Joane, naquele concelho.

Antes de rumar a Barcelos para uma arruada na Praça do Município, Alegre teve ainda tempo para afirmar que “as pessoas têm o direito de votar ou não”, referindo-se ao possível boicote da população do Muro como forma de protesto contra o constante adiamento da vinda do Metro até à Trofa. “O voto não é obrigatório, mas acho que, civicamente, as pessoas devem votar”, acrescentou. Já a questão “aconselha as pessoas a votar?” ficou sem resposta por parte do candidato apoiado pelo Partido Socialista e pelo Bloco de Esquerda.

Alegre acredita que a sua candidatura veio “estragar a festa” e causar “incomodidade”. Durante a campanha, em Vila Real, Alegre afirmou mesmo que “isto está a dar a volta para a segunda volta”.

As eleições decorrem domingo e esta é a segunda vez que Alegre entra na corrida presidencial, depois de ter ficado em segundo lugar em 2006, à frente do histórico do PS, Mário Soares.