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Ano 2011

Senhora das Dores 2011 – Manter a tradição, preparando o futuro

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 Tony Carreira e o filho Mickael vão ser os cabeças de cartaz das inciativas promovidas pela Comissão de Festas em honra de Nossa Senhora das Dores. Organizada pela aldeia do Paranho, a romaria vai ter, no seu programa, iniciativas para todos.

A cara de Aníbal Costa ilumina-se quando recorda que foi a aldeia do Paranho a promover pela primeira vez a ExpoTrofa, há dez anos. “Quando lançámos o certame foi sempre com a perspetiva de conseguir algumas verbas que nos ajudassem a pagar as festas. Há dez anos, evidentemente, fizemos uma loucura, mas o Paranho tem dessas coisas, surgindo sempre com umas ideias novas”, afiançou o presidente da Comissão de Festas em honra de Nossa Senhora das Dores.

Este ano, o grupo responsável pela romaria está a preparar algumas novidades para este que é um dos mais importantes certames do concelho: “Achamos que a ExpoTrofa está um bocadinho morta, sempre com o mesmo formato há vários anos, o que para o comércio e a indústria é mais desmotivador”. Os responsáveis pelas alterações são “jovens empresários”, membros da Comissão de Festas, que vão tentar “dar uma cara nova ao evento, procurando atrair empresas de referência no concelho”. “Vamos atravessar épocas difíceis e este ano já estamos a contar que seja complicado, por isso, também nos preocupa deixar os alicerces prontos para que as próximas Comissões de Festas já tenham algumas portas abertas”, atestou o responsável. Aníbal Costa não esquece que a ExpoTrofa surge através de uma parceria com a Câmara Municipal, que tem “aceitado muito bem ideias novas”.

Mas as novidades não se ficam pela organização da ExpoTrofa. O presidente da Comissão de Festas garantiu que, tal como no passado, vão primar pela originalidade, que se estende à aposta em talentos locais. Para além de realizarem a segunda edição do Festival da Canção da Trofa, vão levar ao Parque Nossa Senhora das Dores bandas de garagem: “Queremos atrair a juventude, porque sabemos que para continuar a realizar as Festas da Nossa Senhora das Dores é necessário chamar mais juventude para a nossa comissão”. “Se conseguirmos atrair os jovens para dentro de dez anos, teremos a quem passar a pasta e a certeza de que a tradição se vai manter no futuro”, acrescentou.

Para além dos jovens, a Comissão de Festas também quer contar com a contribuição das mulheres do Paranho, que este ano estão responsáveis pelo Festival da Canção, pelo Concurso de Bandas de Garagem e pelos Cortejos de Oferendas. Para além disso, elas terão ainda um papel a desempenhar na procissão, que “é uma coisa que normalmente não é feita”. “O nosso Paranho tem a mania de fazer algumas alterações, sempre na perspetiva de melhorar as coisas. Temos um grande numero de senhoras ativas a fazer um belíssimo trabalho. Há dez anos, quando fizemos as festas, chamámo-las para participarem e isso motivou, a que desta vez, elas aparecessem de uma forma voluntária. Temos um bom grupo de senhoras, que estão a fazer um trabalho excelente”, afirmou, orgulhoso.

Aliás, o orgulho é uma caraterística comum durante toda a entrevista. Aníbal Costa espelha a vontade da aldeia de que as Festas sejam um sucesso. Acompanhado por Júlio Maia e Ademar Silva, dois elementos dos cerca de 60 que compõe a Comissão, o presidente garantiu que este ano vão ser “revividos os cortejos de antigamente”. “Vai haver um desfile desde a aldeia do Paranho até à Capela da Nossa Senhora das Dores, onde estarão representados hábitos e trajes antigos”.

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Este ano, a Comissão vai trazer à Trofa dois dos mais acarinhados artistas portugueses: Tony Carreira e Mickael Carreira. O pai vai atuar durante a ExpoTrofa, enquanto o filho sobe ao palco na principal noitada da festa de Nossa Senhora das Dores. Numa época em que “contenção” é a palavra de ordem, Aníbal Costa explica que “a festa vai realizar-se dentro do orçamento do ano passado, que rondou os 150 mil euros”. Para trazer Tony Carreira à Trofa, a Comissão conta com o apoio do hipermercado Continente. O bilhete para assistir ao concerto, que vai acontecer no Mercado/Feira da Trofa, deverá ter um custo de três euros.

 

Bar em funcionamento a partir de 14 de maio

 

Uma importante fonte de receitas para a Comissão de Festas é o bar situado junto à Capela de Nossa Senhora das Dores. O espaço vai estar aberto a partir de 14 de maio e Aníbal Costa deixa o convite para que os trofenses passem por lá: “A população terá sempre um sítio agradável para passar bons momentos, principalmente, ao fim de semana”. “Vamos ter sempre animação e todos se podem divertir connosco, usufruindo deste espírito de festa, que é fundamental”, acrescentou.

O horário do bar “não está completamente definido”, mas irá funcionar “à sexta-feira à noite, em princípio a partir das sete”. No fim de semana, o espaço deve abrir portas durante a tarde e à noite.

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A juntar a estas fontes de receita, a comissão vai iniciar o peditório este mês.

Com o “programa praticamente todo definido” e a cerca de quatro meses dos principais dias da festa, Aníbal Costa garante que o trabalho “está a correr muito bem”. “O Paranho é uma aldeia sempre motivada para este tipo de festas e, portanto, logo nas primeiras convocatórias apareceu bastante gente, o que revela uma grande vitalidade. Quando é assim, dá gosto trabalhar e é isso que estamos a fazer”, concluiu.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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