A Plataforma Logística cuja construção está prevista para os concelhos da Maia e Trofa, está a preocupar os agricultores e moradores de S. Mamede de Coronado, que se deslocaram à Assembleia de Freguesia realizada a 4 de maio, naquela freguesia, para solicitar ao executivo mais esclarecimentos sobre o projecto.

Depois da leitura e votação da acta da sessão anterior, aprovada por unanimidade, presidente da Junta, Modesto Torres, apresentou o relatório de actividades, afirmando que "apesar da crise" avançaram com alguns projectos e procederam à finalização de outros já iniciados.

O relatório foi desde logo alvo de criticas, por parte do socialista José Ferreira, que acusou Modesto Torres de ter feito muita coisa mas nada com grande importância para a freguesia. Por seu lado Augusto Jesus, do CDS/PP  criticou também a actuação do executivo, afirmando até que "isto é o "BA bá" de uma Junta de Freguesia", criticando ainda o facto de não terem sido realizadas colónias balneares no ano 2006, de não existirem parques infantis e o facto de a Junta não apoiar eventos culturais de importância para a Freguesia. Apesar das criticas da oposição, o relatório foi aprovado por unanimidade.

Nos assuntos de interesse para a freguesia, o presidente da Junta, falou "dos bons resultados obtidos pela UNIVA e da necessidade de abertura de um novo concurso, para a conclusão da obra do cemitério".

Quanto à Plataforma Logística, motivo pelo qual, estava presente mais público do que o habitual, Modesto torres disse desconhecer o andamento do processo, acrescentando que apenas sabe que "cerca de 85 hectares da freguesia vão ser ocupados por esta Plataforma, sendo o restante espaço da estrutura em S. Romão, uns 3 ou 4 hectares, e na Maia", frisou. No que diz respeito " à via estruturante, que se prevê construir, não se sabe onde acaba e onde começa, ou por onde passa. É uma obra do governo e enquanto não for oficial ninguém sabe nada.". Modesto Torres acrescentou ainda que "a Câmara propôs um novo traçado em conjunto com a a Camara da Maia" e ainda não há feeed-back de que o governo aceitou ou rejeitou a sugestão".

Modesto Torres já um pouco exaltado, diz aos presentes "se quiserem que eu manifeste a minha opinião: não há plataforma para ninguém, mas eu sei que a minha opinião vale zero, é o mesmo que está acontecer com uma coisa que se chama OTA.".

No período de intervenção do publico, Adelino Ferreira e Abílio Torres, usaram da palavra e afirmaram "sentir-se pouco ajudados pela Junta de Freguesia", porque afirmam "está em questão a nossa sobrevivência, caso este esboço da plataforma vá em frente", apelidam-na mesmo de "praga".

Perante o descontentamento dos agricultores e devido ao já ao adiantado da hora, a Assembleia foi encerrada, com a promessa do Presidente da realização posterior de uma reunião pública, de modo a que todos tenham direito a dar a sua opinião e para que Modesto Torres possa recolher mais informações, para poder dar respostas mais concretas aos agricultores.