A delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa divulgou os apoios concedidos pela instituição durante o mês de maio.

“O número de alimentos do frigorífico solidário e os apoios de emergência alimentar mantiveram níveis elevados, e aumentou o número de apoios de medicação”, sublinhou a delegação, em comunicado.

Apesar de terem baixado relativamente a abril, quando o número de pessoas apoiadas pelo fundo de emergência alimentar quase triplicou, os dados referentes a maio dão conta de que 110 pessoas necessitaram de recorrer a este apoio da Cruz Vermelha, que conseguiu disponibilizar 1951 bens alimentares. Nos frigoríficos solidários, localizados no Muro e em S. Romão do Coronado, foram colocados 1765 alimentos.

Ao nível de medicamentos e ajudas técnicas, a Cruz Vermelha da Trofa registou um aumento de 26 para 48 apoios, entre abril e maio.

“O mês pode mudar mas nós continuamos a cumprir a nossa missão e a comunidade ajudar. Mas, só com apoio é que conseguimos alcançar estas metas. Em tempos de pandemia é ainda mais imperativo prosseguirmos com a nossa missão”, sublinhou a delegação.

Recorde-se que, em declarações dadas ao NT em abril, a delegação da Trofa da Cruz Vermelha relatou que os pedidos crescentes de ajuda surgiram de pessoas e famílias “que perderam rendimento por ação da pandemia associada à Covid-19, ou por perda de emprego, ou fruto de outras situações, designadamente layoff”.

Há, segundo a instituição “um número significativo de estrangeiros”, principalmente imigrantes oriundos do Brasil e da Venezuela, que por se encontrarem à data do início da pandemia em situações já de grande precariedade laboral, foram os primeiros a ser alvo de um processo de despedimento por parte das empresas nas quais laboravam.

Mas esta crise afetou também famílias que, antes, nunca tinham pedido apoio e por serem também afetadas ao nível dos rendimentos, acabaram, regra geral, sinalizados por outras entidades e encaminhados para a Cruz Vermelha para beneficiarem das respostas sociais.