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Ano 2011

Má fé, erro político ou as circunstâncias?

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Escrevo este artigo a 21 de Março. Entre esta data e a da sua publicação, podem ocorrer factos capazes de alterar o contexto que serviu de base ao conteúdo deste artigo.

Nos últimos dias temos assistido a uma escalada crescente com a provável consequência de crise política.

À crise financeira e económica, junta-se a crise política.

A crise anunciada deve-se à má fé, erro político ou às circunstâncias que rodearam o Governo?

Bem, para se poder adjectivar a actuação do Governo dos últimos meses é necessário ter algum conhecimento de causa. Seria necessário saber se o que corre nos meandros da política é verdade ou simples intriga.

De forma continuada e insistente, tem-se ouvido dizer que o acordo com a Europa está feito há muito tempo. As medidas de austeridade estão definidas e o apoio financeiro está alinhavado. Este suposto acordo seria anunciado a uma qualquer segunda-feira do primeiro quadrimestre.

Ora, também se tem “soprado” que o Eng. Sócrates ficou de anunciar ao país esse mesmo acordo.

No mesmo corredor, o do poder, também se apregoa que o Eng. Sócrates não o fez por uma simples razão – Esperar que a Espanha tivesse a mesma necessidade para poder dizer ao país que os apoios de emergência da Europa foram uma necessidade absoluta motivada pelo afundamento do nosso vizinho.

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Entretanto, os mercados começaram a distinguir a situação de Portugal e Espanha.

A Espanha descolou do nível de desconfiança que os mercados têm sobre Portugal, deixando-nos para trás e aumentando a pressão da Sra. Merkel para o Governo cumprir o acordado.

Talvez, por isso, o Eng. Sócrates tenha sido chamado à Alemanha. Talvez tenha sido chamado à atenção por estar a protelar o anúncio de um acordo que tardava em cumprir.

Se esta versão for a correcta, o Eng. Sócrates levou ao limite a sua verdade sobre as contas públicas do país e a necessidade de apoio externo.

Se esta versão for a correcta, o Eng. Sócrates não teve tempo para se desdizer no espaço tão curto de tempo o que andou a apregoar nos últimos meses.

Se esta versão for a correcta, o Eng. Sócrates não actuou com má fé ao anunciar algumas das últimas medidas constantes do “tal acordo”.

Como alguém diz, se não teve má fé no anúncio de mais medidas de austeridade, faltou à verdade ao país durante todo este tempo.

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 Erro político?

Não creio.

Não podendo desdizer-se, alguns membros do Governo tiveram uma ideia “brilhante” – Empurrar o ónus da ajuda externa para o maior partido da oposição.

Isto é, anunciar estas medidas como um facto consumado. Como uma necessidade de confortar os mercados com mais argumentos que transmitissem confiança.

A resposta da oposição faria o resto, segundo essas “mentes brilhantes”, e as eleições seriam inevitáveis.

Para o Governo, a futura ajuda externa será da culpa da oposição.

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O Eng. Sócrates é um exímio jogador político.

Por isso acredito que não foi erro político.

Na minha modesta opinião, e na inevitabilidade da ajuda externa que pioraria a situação do actual Governo perante a sociedade, foram as circunstâncias e o cálculo político de uma jogada arriscada, na tentativa de manter o poder (ou, pelo menos, algum poder) em futuras eleições.

 

Tiago Vasconcelos

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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