Completar 100 anos de vida é uma concretização alcançada por raras pessoas. Mas é possível e também acontece entre a população da Trofa. O NT/TrofaTv foi convidado a estar presente no 100º aniversário de Luísa Gomes, uma das mulheres mais velhas da Trofa, se não mesmo a mais velha. Foi no passado sábado que completou um século de vida, com saúde e muita alegria.

Luísa Gomes nasceu há 100 anos em Barcelos, mas grande parte da sua vida foi passada na Trofa. Com sete filhos, 27 netos e 36 bisnetos, Luísa Gomes reuniu toda a família, no passado dia 24 de Janeiro, num restaurante em Vila Nova de Famalicão, para festejar o aniversário especial que marca um século de vida orgulhosamente alcançado. Em entrevista ao NT/TrofaTv, a senhora mais velha da Trofa ficou muito contente com “uma festa de família tão bonita”. “Deus é meu amigo, castigou-me muito, trabalhei muito, passei muita fome, e ele agora dá-me a recompensa, agora é meu amigo e é amigo de nós todos”, congratulou-se.

Dos sete filhos de Luísa Gomes, um deles vive na Venezuela e veio a Portugal para estar presente na festa do 100º aniversário da mãe. A presença do filho mais velho “foi a melhor prenda que Deus lhe podia dar”. “Estou muito contente, é o meu filho mais velho e parece o mais novo. Já há muitos anos que não o via”, revelou. “Um beijinho e um abraço para toda a minha família, que está cá e que está lá fora no estrangeiro”, desejou Luísa Gomes, referindo-se ao outro filho a residir na Venezuela, que não pôde estar presente na festa.

Com 100 anos de vida, Luísa Gomes vive um dia de cada vez com orgulho, saúde e alegria. “Vou a casa das minhas filhas, das filhas para minha casa, e assim vou passando o dia. Tenho netos e bisnetos, tenho muita família”, afirmou com um sorriso de felicidade no rosto.

Luísa Gomes teve 10 filhos, dos quais três faleceram. “Somos sete filhos vivos e eu sou a quarta”, afirmou ao NT/TrofaTv Emília da Conceição, uma das filhas, que acompanha a mãe a tempo inteiro durante a semana. “Desde 2006 que a minha mãe começou a ficar mais delibitada. Por uma questão de a tratarmos e de a vestirmos, como gosto que ela ande arranjada, achei que ela não era capaz dessas coisas”, explicou. “A minha mãe vive com a minha irmã, sempre viveram juntas e nunca se separaram desde que nasceram, mas a minha irmã trabalha no Porto e a minha mãe estava sozinha. Então achei que estava na altura de a ajudar e fui buscá-la”, adiantou Emília da Conceição. Durante a semana, a quarta filha de Luísa Gomes é responsável por tudo o que é necessário para garantir o bem-estar da mãe. “Por volta das 11 horas levanto-a, dou-lhe um iogurtinho, arranjo-a, lavo-a e está comigo um dia até às oito e meia da noite, outro dia até às dez e meia. Depois vem a minha irmã de trabalhar do Porto e leva-a para casa”, contou, acrescentando que que faz tudo pela mãe, como “ir ao médico, ao cabeleireiro, ao calista”. “É a minha mãe e trato dela com muito carinho”, sublinhou. “Como não tenho trabalho fixo e os meus irmãos têm, ela vai à sexta-feira, e ao fim-de-semana tenho quatro irmãos para tratar dela, sábado um, domingo outro”, explicou ainda.

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Para provar a plena saúde de Luísa Gomes aos 100 anos, a filha diz que “tem mais problemas do que a mãe”. “A minha mãe toma três comprimidos por dia e eu tomo 12”, revelou em tom de graça.

Para Emília da Conceição, a mãe “é uma pessoa que ‘só’ tem 100 anos e saúde”, de quem trata “com todo o amor e carinho enquanto puder”. De acordo com a filha, Luísa Gomes não necessita de fazer dieta nem sofre de colesterol alto. Apenas ouve mal e vê mal e necessita de muita ajuda para andar”.

Emília da Conceição lembrou ainda o tempo em que também tratava do pai antes de este falecer. “O meu pai era muito doente, era eu que ia com o ele ao médico. Já fiz tudo o que podia por ele, agora faço tudo o que posso e o que não posso pela minha mãe”, garantiu.

A organização da festa do 100º aniversário de Luísa Gomes esteve a cargo de Emília da Conceição e da sua filha mais velha. “Comunicamos à família e juntámo-nos sempre que pudermos. Damo-nos todos muito bem graças a Deus, não podia ser melhor”, contou satisfeita. “Foi uma cerimónia muito linda na Capela de Nossa Senhora das Dores, uma missa simples e bonita”, acrescentou.

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