Onze trofenses participaram num raide promovido pela autarquia e agora têm as suas fotografias em exposição na nova estação da CP.

Já tinha reparado com atenção na lanterna da Capela Nossa Senhora das Dores? Alguma vez parou para contemplar a arquitetura da Azenha da Vigenta e da ponte que junto dela imortalizam outros tempos? Estes locais ou objetos foram esmiuçados por 11 fotógrafos amadores que participaram num raide fotográfico promovido pela autarquia da Trofa, em setembro, no âmbito das Jornadas Europeias do Património. O resultado pode agora ser visto numa exposição montada na nova estação da CP, em S. Martinho de Bougado, até 30 de janeiro.

 Na mostra há 43 fotografias de locais emblemáticos do concelho como Souto da Lagoa, Azenha da Vigenta, Souto de Bairros, Igreja e Cemitério de Alvarelhos, Monte de Santa Eufémia, Castro de Alvarelhos e Parque Nossa Senhora das Dores.

 Rui Ferreira, amante da fotografia e um dos participantes, ficou surpreendido com a beleza arquitetónica do cemitério de Alvarelhos, um dos edifícios que mais gostou de registar.

O raide fotográfico, referiu, “foi uma atividade muito interessante”, pois “juntou vários fotógrafos para registar o que a Trofa tem de melhor”. “Cada fotógrafo tem uma visão particular do mesmo local e é engraçado ver as diferentes perspetivas do mesmo sítio. Há aqui resultados muito bons”, anotou.

Já Jorge Moreira conta com uma fotografia singular na exposição: um ângulo contrapicado da Igreja Matriz de Santiago de Bougado, que chama a atenção pela imponência do edifício. “Queria fotografá-la de forma diferente, porque os enquadramentos são quase todos iguais. Como é um imóvel muito grande, arranjei esta forma de fotografar. Lá tive de me deitar no chão para conseguir esta imagem”, contou.

Magalhães Moreira, vice-presidente da autarquia e vereador do pelouro do Turismo, teve oportunidade de ver as fotografias serem descarregadas para o computador no dia do raide e elogiou a qualidade do trabalho dos participantes: “Há fotografias excecionais. Os fotógrafos, que estavam muito entusiasmados, apanharam ângulos que normalmente não observamos e havia alguns deles com excelente equipamento e que conseguiram tirar partido dele. Acho que esta exposição merece ser vista por todos os trofenses”, salientou.

 

Estação da CP pode acolher outras exposições

Pela primeira vez, a Estação da CP acolhe uma exposição. A ideia da autarquia foi elogiada pelos participantes. Para Rui Ferreira “é mais interessante” do que ter a mostra na Casa da Cultura, porque a estação “é um local onde passam mais pessoas”.

Jorge Moreira corrobora a ideia: “Penso que é local ideal para se fazer qualquer tipo de exposição, porque por aqui passam milhares de pessoas por semana. Devia ser na Casa da Cultura, mas como, lamentavelmente, muito poucas pessoas lá vão aqui será sempre o local ideal”.

Este conceito pode repetir-se no futuro, anunciou Magalhães Moreira. “É fundamental que as exposições sejam vistas e eu penso que não há melhor local para visualizar uma mostra que não seja aqui, na estação, que é um dos locais mais movimentados em termos pedonais da cidade da Trofa. Por outro lado, esta exposição procura mostrar o nosso património, focalizado em sete locais emblemáticos, e veio posicionar-se naquele que provavelmente será o mais emblemático de todos. Este local é privilegiado para as mais variadas atividades, pelo que vamos procurar continuar a colaborar com a Refer, no sentido de darmos vida e aproveitarmos este magnifico espaço”, concluiu.

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