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O concelho da Trofa contribui com cerca de sete por cento das necessidades de sangue do Hospital de S.João, no Porto

No passado sábado o Lions Clube da Trofa organizou uma cerimónia de homenagem aos dadores de sangue do concelho da Trofa e das freguesias de Ribeirão e Lousado. Este clube tem como principal actividade a realização de colheitas de sangue, que se destina a prestar auxilio aos utentes do Hospital de S. João, no Porto desenvolvendo também campanhas de recrutamento de dadores de medula óssea, com o apoio do Instituto de Histocompatibilidade do Norte.
Todos os dadores com vinte dádivas receberam um diploma de homenagem, os dadores com quarenta dádivas receberam um certificado e uma medalha de bronze e, os que contribuíram com sessenta dádivas receberam um certificado e uma medalha de prata.
Regina Pereira, directora do serviço de Imunoterapia do Hospital de S. João afirmou que “sete por cento das dádivas de sangue que cobrem as necessidades deste hospital, vêm dos dadores da Trofa. Um concelho que contribui com sete por cento das dádivas a 7500 doentes possui uma comunidade muito activa, o que demonstra ser um facto muito importante e significativo”.
Apesar de trabalhar com outras associações o Hospital de S. João “conta com a ajuda preciosa do Lions da Trofa, que é uma organização dinâmica, muito responsável e organizada. Para nós é das associações promotoras da dádiva se sangue que mais nos agrada trabalhar”, continuou a responsável.
Para 2006 Regina Pereira espera “que a taxa de dádivas suba, como aconteceu em 2005, mas isto depende dos dinamizadores, porque a população não é muito jovem. Em termos de fidelização de dadores constantes estamos bem, pois já são alguns anos que trabalhamos com esta comunidade de dadores”.
Viajando de Lisboa, propositadamente para participar na cerimónia, Almeida Gonçalves, presidente do Instituto Português do Sangue, louvou o acto de dar sangue e referiu que a entrega de prémios, mais do que acto simbólico é uma forma de galardoar um dador ou dadora que tem um perfil de dádiva significativo.
Quanto às expectativas para este ano Almeida Gonçalves espera que “2006 seja idêntico ao ano transacto. Para 2005 esperávamos atingir 174 mil unidades de sangue, mas acabamos por colher 190 mil unidades. Realmente foi um ano muito bom neste aspecto. Isto representa, de facto, um entusiasmo muito grande para quem necessita de sangue. Por isso pedimos a todas as pessoas que não pensem que já não são precisas, porque se queremos manter estes números significativos necessitamos das dádivas. Necessitamos que os jovens venham dar sangue, porque é só com essa fecundidade de dádiva que nós mantemos estes números para podermos crescer e sermos auto-suficientes”.
Por seu lado Mário Reis, presidente do Lions Clube da Trofa referiu que esta cerimónia “tem um significado muito especial na vida do clube e dos dadores do concelho e das freguesias de Ribeirão e de Lousado. São sempre momentos de convívio, mas acima de tudo é mais uma homenagem justa a prestar a estes dadores que sem segundas intenções dão o seu melhor contributo que é o sangue para ajudar a salvar mais vidas”.
José Carneiro, responsável pelo pelouro do sangue do Lions, mostrou-se muito satisfeito com a forma como correu a cerimónia de homenagem aos dadores e com os resultados, no que diz respeito ao número de dadores que o Lions tem conseguido mobilizar para as inúmeras colheitas de sangue que tem realizado.