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Ano 2013

Lino Maia apresentado como candidato à União de Alvarelhos e Guidões

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Adelino Martins Maia é o candidato pela coligação PSD/CDS-PP à União das Freguesias de Alvarelhos e Guidões.

“Um por todos e todos por um” é o lema da candidatura de Lino Maia, candidato pela coligação PSD/CDS-PP à União das Freguesias de Alvarelhos e Guidões, depois de a candidatura de Joaquim Oliveira, atual presidente da Junta de Freguesia de Alvarelhos, ter sido considera inelegível pelo Tribunal de Santo Tirso e o recurso ter sido recusado pelo Tribunal Constitucional por alegados erros processuais.
No jantar de apresentação dos membros da lista, que decorreu na noite desta quinta-feira, 26 de setembro, na Quinta de Azenha, Lino Maia apresentou-se à população de Guidões. Casado e pai de três filhos, Lino Maia “sempre” trabalhou “pela freguesia” de Alvarelhos e esteve “ligado aos vicentinos, à paróquia e à fabriqueira”, tendo “servido os outros o melhor possível” durante os “12 anos” que esteve na Junta de Freguesia de Alvarelhos.
Quando foi convidado para “assumir mais responsabilidades”, o candidato pensou “bastante” e pediu “a opinião à família”, tendo decidido “aceitar o convite”, por entender que pode ser “útil à população”. Caso seja eleito, Lino Maia promete tratar as duas freguesias com “igual respeito e carinho que merecem.” “Se vencer serei um presidente do povo, sempre no terreno próximo de todos. Independente dos partidos, para mim o que conta são as pessoas. Podem contar comigo e com a minha equipa”, declarou, afirmando que as “coletividades, associações da freguesia, juventude e velhinhos” podem contar com “o apoio” da sua equipa.
Para o candidato pela coligação à Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, o que Lino Maia e Joaquim Oliveira protagonizaram nas suas intervenções foi “amizade, respeito pelos outros, solidariedade, saber esperar e dar as mãos na altura certa”. “Um processo complicado” que “só está ao alcance de homens como Joaquim Oliveira e Lino Maia”, que são “dois grandes homens do concelho da Trofa”.
Quem também marcou presença neste jantar foi Marco António Costa, vice-presidente nacional do PSD, que estava “verdadeiramente emocionado” com o que assistiu no jantar, tendo de apelidado de “extraordinário” o discurso de Lino Maia, que foi feito em volta “do respeito por duas freguesias que se unem”, de “tratar as duas por igual, com o maior respeito e não de as discriminar”. “Este é um bom exemplo daquilo que está a ser construído na Trofa. É com homens como estes que se vencem as eleições”, concluiu, salientando ter ficado “impressionado,” pela “humildade, simplicidade, disponibilidade, postura e pela mensagem que deixaram”.

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Edição 453

“O papel das bibliotecas escolares” em destaque na Trofa

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“As bibliotecas escolares são uma importante fonte de recursos que devem assumir, na escola, uma função preponderante e decisiva no apoio ao ensino e no processo educativo.” Dada a importância das bibliotecas escolares, o executivo da Câmara Municipal da Trofa vai promover, no início de janeiro, o seminário “O papel das bibliotecas escolares na aplicação das metas curriculares”.

A sessão tem como objetivo “criar um fórum de reflexão e discussão sobre esta matéria, procurando reforçar a importância da Biblioteca Escolar nas estratégias de ensino e aprendizagem, nomeadamente no que respeita ao cumprimento das metas curriculares”.

Nesta linha, a 16 de janeiro, entre as 16 e as 18 horas, o auditório da Escola Secundária da Trofa recebe este seminário, que contará com a presença de Fernando Pinto do Amaral, Comissário do Plano Nacional de Leitura, Elsa Conde, da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação, Rosa Mesquita, professora e formadora na área das metas curriculares como oradores, e António Pires, coordenador inter-concelhio da Rede de Bibliotecas Escolares, como moderador.

A Rede de Bibliotecas da Trofa/SABETrofa é composto por um coordenador inter-concelhio do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação, várias professoras das bibliotecas escolares do concelho, o Bibliotecário da Biblioteca Municipal da Trofa e ainda representantes das Divisões de Cultura e Educação da Câmara Municipal da Trofa.  

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Edição 453

A pobreza é um atentado à dignidade humana

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Antes de ser objeto das políticas sociais falhadas, a pobreza é sobretudo um problema das erradas políticas económicas que as diferentes governações têm tido ao longo dos anos. É verdade que a redução da pobreza (não a sua eliminação), tem sido um dos principais objetivos nos programas de governação, em vários países, mas sem qualquer efeito, pois os índices de pobreza têm aumentado vertiginosamente. Para sofrimento de muitos!

O conceito de pobreza, que é um fenómeno multidimensional, começou por estar relacionada com a falta de rendimentos necessários para a satisfação das necessidades alimentares e não alimentares básicas, mas tem tido alterações significativas. Nas décadas mais recentes, foi-se alargando o conceito de pobreza, para abranger outros aspetos, como a falta de acesso à saúde e à educação, a falta de água e saneamento, o isolamento, a exclusão social, a vulnerabilidade e também o acesso equitativo ao sistema judicial, a não existência de habitação e transportes públicos acessíveis.

A pobreza em Portugal é um problema estrutural gravíssimo, um atentado à dignidade humana, que nos deveria envergonhar a todos e deveria mobilizar toda a sociedade para a sua resolução, o mais rapidamente possível, pois é indigno que um ser humano possa estar privado do direito básico de participar plenamente na vida social, económica, cultural e política da comunidade em que está inserido.

As taxas de pobreza no nosso país são assustadoras. Mais de um quinto da população portuguesa é pobre. São mais de 2 milhões de pobres (gente como nós) e desses, quase metade são trabalhadores (no ativo ou reformados), pois mais de 1/3 são reformados e mais de 1/4 são trabalhadores por conta de outrem, com salários muito baixos e vínculos precários, mas também com contrato sem termo. Tem sido um abuso este tipo de contratação. Um abuso oportunista!

É verdade, e não pode ser escamoteada a ideia de que em Portugal existe uma cultura de dependência do Estado, mas também não pode ser esquecido o facto de que a pobreza reproduz-se, gera ciclos de vulnerabilidade social, processos de exclusão e de desfiliação social. A própria Cidadania está desligada, pois a pobreza condiciona os acessos aos direitos, à participação social e política. Infelizmente!

São muitas vezes os mais vulneráveis que são mais atingidos e atirados para a pobreza extrema, pois além da perda de postos de trabalho, muitos enfrentam dificuldades para cumprir os seus compromissos financeiros, ter uma habitação decente ou ter acesso ao crédito, para além de existirem muitos pensionistas e reformados, com as suas parcas pensões, a sustentar os filhos e os netos.

Para além do quadro triste da pobreza, ainda existe uma realidade chocante nas ruas das cidades, que são os sem-abrigo. Neste tempo de noites gélidas, o nosso quotidiano está povoado desses seres que se colocaram à margem da sociedade, dita civilizada. E já são alguns milhares! Estas constatações são uma violência que fazem partir o coração. São uma triste realidade, que não podem ser combatidas com indiferença, mas com a intolerância de quem considera a pobreza um atentado criminoso contra a dignidade humana. Que venha o Ano Novo com mais esperança. Para todos!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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