Cerca de 50 pessoas participaram na ação do Limpar Portugal que, este ano pretendeu “responsabilizar” quem continua a alimentar as lixeiras a céu aberto.

 De sachola na mão, os jovens mostravam-se empenhados na plantação de árvores num gesto simbólico de sensibilização para a preservação da Natureza. No sábado, 22 de março, num terreno onde há dois anos deflagrou um dos piores incêndios, na freguesia de Covelas, cerca de 50 pessoas quiseram contribuir para preservação da Natureza.

Esta atividade inseriu-se na ação do Limpar Portugal 2013 que, ao contrário das últimas edições, não tinha como objetivo limpar as lixeiras a céu aberto, mas “responsabilizar” as pessoas que, continuadamente, sujam os espaços públicos.

A organização pretendia encarregar todos aqueles que desrespeitam o ambiente através de “atos ilícitos”, fazendo o “mapeamento de todas as deposições ilegais de resíduos”, para depois apresentá-las num “grande debate nacional”.

“Enquanto nos outros anos, fizemos a identificação das lixeiras, mapeamentos e georreferenciação e limpeza dessas mesmas lixeiras, este ano a ideia é só identificar o local onde elas estão e mostrar às entidades competentes que continua a haver depósitos ilegais na nossa floresta”, referiu Hélder Magalhães, coordenador do Limpar Portugal na Trofa.

Quanto à identificação das lixeiras, Hélder Magalhães afirma que “os sítios são sempre os mesmos” desde 2010 até 2013 e, por isso, existe a necessidade de “responsabilizar” quem comete estes atos.

Mesmo com as condições meteorológicas pouco favoráveis, a população compareceu nesta atividade cívica para ajudar na plantação de 200 árvores: “Participaram pessoas de todas as freguesias, tivemos oito grupos a fazer plantação de árvores e foi uma participação que consideramos significativa”, enalteceu Hélder Magalhães.