Diogo Freitas foi vice-campeão e Nádia Barbosa conquistou o 3º lugar nos campeonatos nacionais, que se realizaram em Miranda do Corvo.

A presença de microfones e a exposição de galhardetes de grupos folclóricos que pintam uma parede do espaço nada têm a ver com a presença do LifeCombat. Estes objetos são apenas a prova da partilha do salão entre a equipa de kickboxing e o Rancho Regional de S. Salvador de Folgosa, da Maia. A sede do grupo folclórico é também o local de treinos do LifeCombat, que no dia 28 e 29 de maio teve três atletas medalhados nos campeonatos nacionais. Dois deles são da Trofa e naturais de S. Martinho de Bougado. Diogo Freitas sagrou-se vice-campeão na categoria de mais de 94 quilos, enquanto Nádia Barbosa conseguiu o 3º lugar em menos de 60 quilos.

O primeiro pratica kickboxing há três anos e a medalha de prata conquistada na estreia a nível nacional demonstra o trabalho árduo que teve “para perder peso e treinar todos os dias”. “Treinava entre duas a três horas e consegui perder entre 15 a 20 quilos em três meses.

Já Nádia é psicóloga e apesar de a sua preferência desportiva poder destoar, a verdade é que contribuiu para que a saúde registasse melhoramentos consideráveis. O 3º lugar nos nacionais “foi o resultado do trabalho desenvolvido ao longo do ano”.

Esta conquista vai servir “para tentar trazer mais medalhas e motivar os colegas”. “Agora, alguns deles também querem competir, pelo que para além de ter uma vida saudável, também incentivo os outros a fazerem o mesmo”, referiu.

Também o atleta Rogério Rocha conquistou a medalha de bronze nos campeonatos nacionais. O professor da equipa LifeCombat, Luís Ferreira, estava satisfeito com os resultados obtidos: “O primeiro ano é sempre o de experiência e se tudo correu bem só poderá correr melhor para o próximo”.

Na equipa também há outros trofenses a iniciarem-se na modalidade. É o caso de Tiago Canito que treina há cerca de nove meses e já participou nos campeonatos regionais na vertente de Light Full Contact. Escolheu o kickboxing porque “para além de melhorar a saúde, é um desporto excelente”. E quem considera que esta modalidade é violenta, Tiago Canito dá o exemplo do futebol: “Nos regionais, os jogos acabam sempre em desacatos. No kickboxing não há nada disso, somos colegas de desporto”.

Nádia Barbosa reitera a ideia, garantindo que “nunca” teve uma lesão, porque “é tudo controlado e os atletas têm muitas proteções”.

Já Luís Ferreira defende que o kickboxing “tem que ser visto de outra forma”. “Antigamente associavam este desporto aos cadastrados, mas hoje temos psicólogos, veterinários e pessoas de diferentes classes sociais a praticá-lo”, frisou.

Com o fim da época desportiva, o LifeCombat vai virar-se para as preocupações sociais: “Pretendemos realizar várias demonstrações inseridos em grupos de jovens ou semanas da juventude e com essas demonstrações contribuir para ajudar quem mais necessitar”.

A equipa do LifeCombat é composta por 25 pessoas e está aberto a novas inscrições. Os treinos realizam-se à segunda e quinta-feira das 19 às 21 horas e aos sábados das 16 às 18 horas.

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