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Juventude Popular diz Não à Despenalização

Juventude Popular diz Não à Despenalização

A Juventude Popular(JP) da Trofa, em articulação com a Distrital do Porto da JP organizou um debate sobre a Interrupção Voluntaria da Gravidez, para esclarecer algumas dúvidas relativas à temática, que será objecto de referendo no próximo dia 11 de Fevereiro.

De acordo com Pedro Moutinho, responsável da Distrital da JP “este jantar marca o arranque da Juventude Popular pelo não ao aborto, uma campanha e um tema que é civilizacional e achamos que temos e que devemos empenharmo-nos. Os partidos não servem só para discutir economia, direito, política internacional, servem também para discutir a dignidade humana, o ser humano e o direito de todas as crianças têm em nascer”, frisou.

Cristina Rocha, da Distrital do Porto da JP defende que com o voto no sim no Referendo “pretendem violar o inviolável, o direito a nascer. Num país como o nosso evoluído, respeitador dos direitos humanos, um dos primeiros a abolir a pena de morte, em que a eutanásia é proibida, querem agora possibilitar acabar com vidas, ainda por cima pela forma mais indefesa. Isto leva-me a pensar que regredimos no tempo. A falta de respeito pela vida é o declínio de todos os valores. Há quem tente chamar de evolução, mas se pensarem bem não é mais que uma regressão, isto é revoltante. Quanto mais me informo sobre o assunto, quanto mais conhecimento reúno, mais convicta fico, que a resposta à pergunta do referendo do dia 11 de Fevereiro só é uma, não, não porque respeitamos a vida”, frisou.

Teresa Sarmento do Movimento Norte pela Vida, defendeu que “ nas dez semanas de gestação já se formaram todos os órgãos do feto. A partir daqui este precisa do ambiente, nutrição para crescer cerca de mil vezes, aumentar de tamanho, aqui vem também a questão do acolhimento da mãe. Toda a gravidez, mesmo a mais desejada e planeada quando se realmente se concretiza cria dúvidas, a mulher fica fragilizada, põe me dúvida todo o seu projecto de vida”, assegurando assim que continua a defender o não à interrupção voluntaria da gravidez.

Sampaio Pimentel diz achar graça “aos argumentos utilizados pelos defensores do sim, que defende a despenalização como forma de acabar com o aborto clandestino. A lógica é esta, legaliza-se o que é ilegal, para eliminar a ilegalidade, neste caminho iremos despenalizar todo o tráfico de drogas como solução para erradicar o problema da toxicodependência e o flagelo social a esta associado”, frisou. Pimentel foi mais longe e assegurou que “seja qual for a causa ou origem da gravidez, a mulher passa a dispor de mais tempo para decidir se quer ou não ser mãe de alguém que já existe, passa a poder libertar-se do filho e isso não podemos aceitar”, frisou.

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