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Ano 2011

Junta de Santiago de Bougado entrega subsídios

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A Junta de Freguesia de Santiago de Bougado tem como meta prioritária apoiar as associações recreativas, desportivas, culturais e as associações de pais num investimento que deverá custar aos cofres da Junta cerca de 12 mil euros.

Apesar da crise e da contenção orçamental, António Azevedo, presidente da Junta de Santiago de Bougado, entregou na segunda-feira, dia 19 de dezembro, no auditório da Junta, a segunda parte dos subsídios às  associações recreativas, desportivas, culturais e às associações de pais. A entrega dos subsídios é sempre feita em duas alturas, em junho, cerca de 50 por cento, e agora em dezembro o restante, “por uma questão de tesouraria é muito melhor para a Junta e também um pouco para as associações, porque de repente eles transitam de direção e assim cada direção que entre tem uma parte de subsídio”, justificou o presidente.

Para a Junta esta é uma forma de “agradecer todo o trabalho prestado pelas associações”. E para que possam definir o valor da parcela a entregar às associações, estas devem entregar até ao final de janeiro o plano de atividades para o próximo ano e indicar o tipo de apoio que precisam, para que a Junta “verifique quais as atividades que têm interesse público para a freguesia e fazer uma parceria”.

Em 2011, num investimento que rondou os 20 mil euros, o Atlético Clube Bougadense recebeu cerca de “6 mil euros, os ranchos cerca de 2 mil euros cada e 2 mil euros à Associação S. Pedro da Maganha. As associações que têm uma atividade mais reduzida como o Orfeão Santhyago, Sons e Cantares do Ave e a Rapaziada vão receber um apoio de 600 euros”, adiantou. 

Relativamente às associações de pais das escolas da freguesia, o presidente da Junta dizse pronto a colaborar para o investimento nas escolas, “desde que seja para o bem estar das crianças. Tendo sempre em conta as disponibilidades de tesouraria”. E como as escolas têm servido almoço às pessoas idosas e doentes, há a necessidade de pagar à Federação das Associações de Pais da Trofa, FAPTrofa, pois são eles que gerem as cantinas. Quanto ao projeto “Bougado Solidário”, o autarca garante que a junta entrega 1500 euros, por mês, à Conferência São Vicente de Paulo, para que eles possam entregar às “pessoas em risco de fome”. Para o ano 2012, António Azevedo prevê uma outra atividade. Em parceria com esta conferência a Junta irá “pagar às famílias muito carenciadas lâmpadas de baixo custo”, além disso haverá “o trimestre do pão, o trimestre do medicamento e vamos tentar organizar na junta uma mini papelaria de apoio aos pais, em termos de livros”, afirmou.

Para o final do ano 2012, o presidente da junta conta ainda fazer uma ceia de Natal, “não será uma ceia para pobres” mas para todas as famílias da freguesia, “para que tenham uma festa de Natal conjuntamente com as outras pessoas de outro nível social”, rematou.

A principal prioridade da Junta de Freguesia para o próximo ano é prestar “apoio às pessoas pobres e em risco de pobreza e fome”, visto que 2012 será “muito aflito para muitas famílias”. E é nesse sentido que a Junta colabora com a Conferência de São Vicente de Paulo, pois esta tem um “diagnóstico social completo da freguesia”, que na opinião do presidente da Junta “está bem elaborado”. Para António Azevedo é mais importante ajudar as pessoas que mais precisam, do que fazer uma poupança corrente para a Junta.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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