A Junta de Freguesia de Alvarelhos e Guidões entregou 250 euros a cada uma das quatro marchas populares, que vão animar as festas de S. João de Guidões.
Este ano, à semelhança de 2014, as aldeias de Vilar, Aldeia Nova e Bicho, Póvoa e Cerro estão incumbidas de manter uma tradição que já se tornou num dos símbolos culturais de Guidões.
É para a roupa, som e carro alegórico que vai a maior parte das verbas necessárias para erguer uma marcha popular. Marisa Maia, da marcha da Póvoa, confirma: “Gastamos muito dinheiro, apesar de as pessoas contribuírem para custear a roupa”. Em Vilar, nem as rifas vendidas “são suficientes” para fazer face às despesas, contou Adelaide Raposo. Por isso, o subsídio atribuído pela Junta de Freguesia é encarado com ânimo. “Aldeia Nova e Bicho são os lugares mais pequenos, são habitados essencialmente por idosos que não têm possibilidade de ajudar, pelo que o apoio da Junta é muito importante”, salientou Catarina Reis.
Ciente que as marchas são onerosas e difíceis de organizar, o presidente da Junta, Adelino Maia, contou ao NT que tenciona “aumentar” o subsídio em 2016. “Este ano estou muito limitado por causa das obras, mas temos de subir o escalão, porque se queremos ter festa, também temos de contribuir para ela”, sustentou. O autarca sublinhou o “orgulho” que sente ao ver as marchas “abrilhantar” Guidões e o concelho, na ExpoTrofa. A esse propósito, foi feito um sorteio, que ditou que, em 2015, são as marchas da Aldeia Nova e Bicho que vão marcar presença no certame, no dia dedicado a Guidões.

Contagem decrescente para a festa
Os grupos estão em fases diferentes. Há quem tenha começado mais cedo e tirado dividendos disso, como Aldeia Nova e Bicho. “Está a correr um bocadinho melhor que o ano passado. Como sabíamos que ninguém iria querer formar comissão para organizar a marcha, decidimos pôr pés a caminho. Temos feito sorteio de cabazes e rifas, que também nos tem ajudado”, contou Catarina Reis.
O mesmo acontece com a marcha da Póvoa, que conta com cerca de meia centena de pessoas envolvidas. “Temos gosto em manter o que foi criado e o que tem sido feito com muito esforço”, confessou Marisa Maia.
Na situação contrária, encontra-se a marcha do Cerro. Segundo Salete Ferreira, “a ensaiadora, que era do lugar, resolveu não ajudar este ano”, o que provocou atrasos. “Este ano, não desistimos, para o ano logo se vê”, asseverou.
Também a comissão organizadora da marcha de Vilar levantou dúvidas quanto à continuidade do grupo no próximo ano. “Somos sempre as mesmas e começamos a ficar cansadas, porque é muito trabalho. Era preciso sangue novo, mas os jovens fogem e nem nas marchas querem vir”, frisou.