Designer trofense apresentou coleção masculina para a primavera e verão de 2015 inspirada no movimento londrino “Cockney”.

As cores neutras e os padrões geométricos deram vida à coleção de Júlio Torcato no Portugal Fashion. Nas tendências para primavera e verão de 2015, o designer trofense apresentou peças inspiradas no movimento Cockney, dos anos 70, associado a delinquentes e traficantes da periferia de Londres, mas que foi alargado à classe trabalhadora da capital inglesa e, mais tarde, tornado movimento contes-tatário, através do qual várias ma-nifestações artísticas saíram reforçadas, como o punk.
Os materiais escolhidos para esta coleção são variados e vão do algodão à cerâmica, viscose e poliamida com elastano.
“Embora a marca Júlio Torca-to seja para um homem mais executivo e que viaja, este desfile é estilizado e destina-se a um público mais artístico, ao homem que gosta de assumir a sua identidade e a sua diferença”, explicou o designer, em declarações ao NT e à TrofaTv.
Já o nome da coleção – “17 Horas” – foi uma forma de protes-to pelo horário atribuído ao desfile. Segundo Júlio Torcato, a marca a que dá nome “está no Portugal Fashion desde o início” e “recorrentemente, os horários atribuídos” são insatisfatórios, “como este, às 17 horas de uma sexta-feira, com as pessoas me-tidas no trânsito”.
A apresentar as peças, Júlio Torcato contou com manequins de renome como Rúben Rua e Luís Borges.
Esta edição do Portugal Fashion contou ainda com co-leções de Luís Buchinho, Luís Onofre, Fátima Lopes, Katty Xio-mara, Nuno Baltazar, Miguel Vieira, Storytailors, entre outros estilistas.

Inês Maia Oliveira também participou

O Portugal Fashion também contou com a participação de Inês Maia Oliveira. Também da Trofa, a jovem recém-licenciada em design de moda teve oportunidade de ver materializado o projeto que lhe valeu um prémio de design de moda, em janeiro, e que consistia num conjunto de cinco coordenados inspirados nos homens de negócios e que viajam muito. A coleção é composta por dois fatos, um de manga comprida e outro de manga curta, um sobretudo, uma gabardina e um blusão mais prático, conjugados com calções, calças e camisas. Todas essas peças encaixam umas nas outras, do avesso, enrolam e, com fivelas que estão escondidas no forro, formam a própria mala.
“É ótimo ver o trabalho reconhecido, até porque foi apresentado em papel e agora posso vê-lo realizado”, referiu, sem esconder o “orgulho”.
Além disso, Inês Oliveira foi uma das finalistas da Escola Superior de Artes do Porto no Portugal Fashion, onde apresentou uma coleção de peças femininas, para o verão, num ensaio “mais experimental” do que o projeto que lhe valeu o prémio.
Com a licenciatura concluída, Inês Oliveira pretende “enriquecer o currículo” com “um estágio profissional” e, no futuro, “fazer mestrado no estrangeiro”.