Mariana Maia é trofense e estudante de Enfermagem Veterinária, na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima. Com três amigas, conquistou o segundo lugar num concurso direccionado a estudantes de institutos politécnicos, com o projecto para a criação de uma Funerária Animal.

“A empresa tem como principal objectivo dar ao animal, que fez parte de uma família, a dignidade merecida na sua última fase e atenuar a dor do proprietário”. Este é o intuito de quatro jovens que alcançaram o segundo lugar no Poliempreende, com o projecto Funerária Animal. Este é um concurso direccionado para estudantes de Institutos Politécnicos, que apresentam os seus projectos empreendedores. Mariana Maia, 19 anos e residente em Alvarelhos, juntamente com Anna Beck, 22 anos, Isabel Cunha, 20 anos, e Nádia Baptista, 19 anos, são as criadoras da Funerária Animal, que conquistou o segundo prémio, no valor de 1500 euros. Este valor foi dividido em duas partes, sendo que 750 euros seriam para as responsáveis do projecto e o restante valor será entregue caso as jovens avancem com a criação da empresa. No entanto, “todo o dinheiro referente ao prémio será investido no projecto”, adiantou Mariana Maia.
“A falta de serviços fúnebres aliada ao grande amor e respeito pelos animais faz do nosso plano de negócios um projecto de força maior, aumentando e credibilizando a sua viabilidade de realização”, garante a jovem. A ideia base contempla uma empresa capaz de gerir todos os passos após a morte de um animal. Localizada na Área Metropolitana do Porto, a Funerária Animal “realizará cremações colectivas e individuais, sendo que, aquando da cremação individual, o proprietário do animal tem a opção de escolher as urnas personalizadas ou ainda a compactação das cinzas do animal numa jóia que poderá transportar diariamente, minimizando ou atenuando a dor da perda”.
Este projecto empresarial tem como clientes-alvo “empresas privadas, clínicas veterinárias, entidades públicas, hospitais de animais ou jardins zoológicos e indivíduos da classe média alta que possuam animais de estimação”. Apesar de localizada no Norte do país, a Funerária Animal, poderá prestar serviços noutras regiões, pois a “empresa estará, também, dotada de uma carrinha que terá como função fazer a recolha ao domicílio do animal”.
“Para onde vai o animal depois de morrer?” é a questão lançada pelas jovens. Mariana Maia, esclareceu, que “de acordo com a DGV (Direcção Geral de Veterinária) é proibido enterrar animais em locais públicos ou privados e muitas das doenças infecciosas e parasitárias derivam de cadáveres que são depositados em locais impróprios”.
A ideia ganhou asas no âmbito da disciplina de Economia e Gestão, do 2º ano do curso de Enfermagem Veterinária, na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima. Cada grupo deveria apresentar um plano de negócios. O grupo composto por quatro jovens surgiu, então, com a ideia de criar uma funerária para animais, “dada a carência desta área no mercado”. A participação na sétima edição do Concurso Poliempreende partiu dos docentes responsáveis pela disciplina, que lançaram o convite e o desafio às alunas do Ensino Superior.
Para porem em prática a ideia da Funerária Animal, as jovens pensam que será necessário um investimento de cerca de 400 mil euros. “Logo após o resultado do concurso fomos contactadas por entidades bancárias que se ofereceram para apoio financeiro”, avançou a jovem de Alvarelhos.
Neste momento, o objectivo das quatro alunas da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima passa por “finalizar a licenciatura de Enfermagem Veterinária”. No entanto, tencionam “dar vida ao projecto após concluir o curso (em 2011), pelo que tentarão conciliar o desenvolvimento da Funerária Animal, com o último ano de licenciatura, até porque o curso lhes confere “algumas das competências necessárias para a concretização do projecto”.