Inês Vilarinho Reis é uma jovem de S. Romão do Coronado que sofre de um tumor raro. Como a quimioterapia não fez efeito, a mãe levou-a a uma clínica na Alemanha para a tratar através da imunoterapia, mas os recursos financeiros da família esgotaram-se. Para continuar a ser tratada, a Inês precisa de ajuda.

Com 15 anos, Inês Vilarinho Reis é o exemplo de força e determinação. A Inês é um “raio de luz” que não se apaga e ilumina a sua e a vida de todos os que a rodeiam. Nada a demove de desfrutar a vida, nem mesmo o grave problema de saúde que lhe foi diagnosticado em agosto de 2012. As palavras são da mãe, Rosa Vilarinho, que emprega todas as energias para a ajudar a ultrapassar este obstáculo.

A doença manifestou-se nesse verão, como “dores nas costas” que levaram Inês à pediatra, tendo-lhe sido diagnosticado, dias mais tarde, um carcinoma mioepitelial de partes moles da região lombar, um tumor raro, sobre o qual um médico norte-americano, que ajudou os colegas portugueses, referiu haver “29 casos em todo o mundo”.

Inês foi sujeita a uma cirurgia e radioterapia, um mês depois, e até dezembro “fez uma vida normal” até realizar os exames de rotina, que lhe mostraram que o cancro tinha metastizado para o pulmão. Apesar de o médico norte-americano ter referido que este tumor não era sensível a químicos, os especialistas que acompanhavam Inês “não tinham alternativa” que não submetê-la a sessões de quimioterapia. “Não fazer nada não era solução”, afirma Rosa que, mesmo assim, continuou à procura de outros caminhos para curar a filha.

Seguiu-se um período “muito complicado”, de seis ciclos de quimioterapia, que mudaram os hábitos da família e, principalmente, de Inês, que passou vários momentos de isolamento. Em julho de 2013, uma lufada de esperança chegou: “As lesões tumorais tinham regredido, o que queria dizer que a quimioterapia estava a fazer efeito”. No entanto, recorda Rosa Vilarinho, a boa notícia não durou muito tempo, porque “os exames de rotina seguintes revelaram que as metástases voltaram a ficar iguais”. Inês voltava assim ao ponto de partida.

Nessa altura, a mãe da jovem já sabia da existência de uma clínica, em Duderstadt, Alemanha, que desenvolve a imunoterapia, ao utilizar uma vacina de células dendríticas. Este tratamento foi criado no princípio biológico em que a ideia passa por reprogramar o sistema imunitário dos doentes oncológicos para que as células saudáveis matem as doentes. O objetivo é retirar os monócitos do doente e fabricar, em laboratório, células dendríticas que, quando colocadas em contacto com a informação tumoral e, posteriormente, reinjetadas no corpo, alertam o sistema imunitário que, por sua vez, destrói o tumor.

Depois do primeiro fracasso da quimioterapia e, sem certezas quanto à eficácia de novos ciclos, Rosa Vilarinho decidiu contactar a clínica alemã a pedir ajuda, que aceitou tratar Inês. No entanto, apesar de já ter recebido milhares de doentes de várias nacionalidades, o médico responsável, Thomas Nesselhut, afirmou “nunca ter contactado com um caso” como o da jovem. O primeiro tratamento na Alemanha, sem contar com alojamento e alimentação, “custou dez mil euros”, afirmou Rosa Vilarinho. Inês tem uma nova viagem marcada para 26 de janeiro, para receber a segunda vacina. Com todos os meios financeiros esgotados, e para continuar a lutar pela saúde da filha, Rosa quebrou o desejo de Inês – que não queria que ninguém soubesse que estava doente para “não terem pena dela” – e aceitou lançar uma campanha, com a ajuda de familiares e amigos, para angariar verbas que ajudem a custear os tratamentos em Duderstadt.

Rosa Vilarinho não sabe quanto precisa para pagar a imunoterapia da filha, uma vez que depende dos resultados dos três tratamentos programados.

Como ajudar a Inês?

Além da conta que foi divulgada e para onde as pessoas podem fazer os donativos, com o NIB 0038 0360 30014094771 15, a Inês contará com um espetáculo solidário, no domingo, 19 de janeiro, que começa pelas 15.30 horas, no Complexo Municipal de Ténis da Maia. Já estão confirmadas as presenças de Quim Roscas e Zeca Estacionâncio, dos X4U (concorrentes do programa de televisão Factor X), da escola de dança Dancelife, da Tuna da Universidade Católica Portuguesa e da Academia de Música de Costa Cabral. O bilhete para o espetáculo, que reverte a favor da Inês, custa cinco euros.

Para dar a conhecer a história da Inês, a mãe fez uma página no Facebook, que pode ser vista em www.facebook.com/ines.raiodeluz.