José Teixeira festejou 30 anos de carreira no atletismo, num jantar-convívio com atletas amigos. O seu maior desejo era a realização de uma prova comemorativa do seu 30º aniversário, na Trofa.

“Mais de mil taças” compõem o museu de José Teixeira que, no ano passado, completou 30 anos de carreira no atletismo.

Mas nem sempre José Teixeira esteve ligado ao atletismo. Antes de competir na modalidade, chegou a jogar futebol em Vila Nova de Famalicão, mas por “duas vezes”, partiu “a perna”. A partir daí “nunca mais” jogou futebol e foi aí que descobriu o atletismo.

Foi com 19 anos que começou a competir no Ginásio da Trofa , tendo amealhando, ao longo destes anos, milhares de taças e medalhas. Já ganhou “muitas provas”, nomeadamente no “Canadá e França”, e tem dificuldade em recordar-se de todas elas. Quando era “mais novo” e “tinha velocidade” participou várias vezes nas provas de Santo Tirso e chegou mesmo a competir pelo Futebol Clube do Porto.

A prova que “mais gostou” foi a de S. Silvestre na Madeira, na década de 80, onde por três vezes foi campeão, duas delas pelo Ginásio da Trofa. Em 1982, recorda-se, foi bicampeão nacional, na modalidade de maratona.

Quando questionado pelos títulos adquiridos ao longo dos anos, José Teixeira respondeu: “Ui nem me fale em taças, tenho mais de mil em casa. Se for lá, vê as medalhas nacionais, regionais e de campeões”.

Agora com 49 anos, o atleta trofense continua a competir no escalão de veteranos, tendo sido, “há dois anos”, campeão na prova de “cinco e dez mil em pista”. “Ainda há 15 dias”, ganhou o corta-mato das Taipas, no escalão mais de 45 anos.

Na sua família, foi a filha que lhe seguiu as pegadas, tendo já praticado atletismo. Mas, contrariamente ao pai, desistiu do atletismo e agora “joga futebol”.

Neste momento, o que José Teixeira mais “gostava de fazer” era uma prova que assinalasse o 30º aniversário de carreira no atletismo, nos meses de fevereiro ou março. Mas antes, tem que “arranjar patrocínios”.

Aproveitando esta data emblemática para si, José Teixeira apela aos mais jovens atletas para continuarem a competição e “ganhar para a frente”, mencionando os atletas Rui Pedro Silva e David Figueiredo.

O primeiro, “o melhor português” para José Teixeira, não faltou a este jantar-convívio, pois conhece-o “desde pequeno”, já do tempo em que “corria no Ginásio da Trofa”. “A amizade foi-se fortalecendo e ainda treino com ele de vez em quando. É um amigo que vai ficar para sempre”, afirmou Rui Pedro Silva.

Quanto à ideia de José Teixeira para a realização de uma prova de atletismo na Trofa, Rui Pedro Silva é da opinião de que seria uma “boa iniciativa” pois ia “incentivar as crianças na escola”. Para que isso acontecesse, Rui Pedro Silva afirmou que seria necessário “um grande investimento de algumas pessoas e instituições”, tais como “a Câmara Municipal e as melhores firmas da Trofa”. “Para fazer um grande prémio e para ter os melhores atletas nacionais é preciso dinheiro, porque hoje ninguém corre de borla, pois há muitos que são profissionais, como eu”, concluiu.

O jantar, que se realizou num restaurante em Cedões, Santiago de Bougado, teve como ementa o arroz pica no chão. Um convívio que contou com atletas medalhados das equipas do Benfica, Maia, Conforlimpa (Lisboa), Liberdade de Famalicão, Associação Cultural Recreativa Vigorosa, Escola Rosa Oliveira (Famalicão) e Associação Moinhos de Vermoim (Famalicão).