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Ano 2013

José Teixeira fez 30 anos de atletismo

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José Teixeira festejou 30 anos de carreira no atletismo, num jantar-convívio com atletas amigos. O seu maior desejo era a realização de uma prova comemorativa do seu 30º aniversário, na Trofa.

“Mais de mil taças” compõem o museu de José Teixeira que, no ano passado, completou 30 anos de carreira no atletismo.

Mas nem sempre José Teixeira esteve ligado ao atletismo. Antes de competir na modalidade, chegou a jogar futebol em Vila Nova de Famalicão, mas por “duas vezes”, partiu “a perna”. A partir daí “nunca mais” jogou futebol e foi aí que descobriu o atletismo.

Foi com 19 anos que começou a competir no Ginásio da Trofa , tendo amealhando, ao longo destes anos, milhares de taças e medalhas. Já ganhou “muitas provas”, nomeadamente no “Canadá e França”, e tem dificuldade em recordar-se de todas elas. Quando era “mais novo” e “tinha velocidade” participou várias vezes nas provas de Santo Tirso e chegou mesmo a competir pelo Futebol Clube do Porto.

A prova que “mais gostou” foi a de S. Silvestre na Madeira, na década de 80, onde por três vezes foi campeão, duas delas pelo Ginásio da Trofa. Em 1982, recorda-se, foi bicampeão nacional, na modalidade de maratona.

Quando questionado pelos títulos adquiridos ao longo dos anos, José Teixeira respondeu: “Ui nem me fale em taças, tenho mais de mil em casa. Se for lá, vê as medalhas nacionais, regionais e de campeões”.

Agora com 49 anos, o atleta trofense continua a competir no escalão de veteranos, tendo sido, “há dois anos”, campeão na prova de “cinco e dez mil em pista”. “Ainda há 15 dias”, ganhou o corta-mato das Taipas, no escalão mais de 45 anos.

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Na sua família, foi a filha que lhe seguiu as pegadas, tendo já praticado atletismo. Mas, contrariamente ao pai, desistiu do atletismo e agora “joga futebol”.

Neste momento, o que José Teixeira mais “gostava de fazer” era uma prova que assinalasse o 30º aniversário de carreira no atletismo, nos meses de fevereiro ou março. Mas antes, tem que “arranjar patrocínios”.

Aproveitando esta data emblemática para si, José Teixeira apela aos mais jovens atletas para continuarem a competição e “ganhar para a frente”, mencionando os atletas Rui Pedro Silva e David Figueiredo.

O primeiro, “o melhor português” para José Teixeira, não faltou a este jantar-convívio, pois conhece-o “desde pequeno”, já do tempo em que “corria no Ginásio da Trofa”. “A amizade foi-se fortalecendo e ainda treino com ele de vez em quando. É um amigo que vai ficar para sempre”, afirmou Rui Pedro Silva.

Quanto à ideia de José Teixeira para a realização de uma prova de atletismo na Trofa, Rui Pedro Silva é da opinião de que seria uma “boa iniciativa” pois ia “incentivar as crianças na escola”. Para que isso acontecesse, Rui Pedro Silva afirmou que seria necessário “um grande investimento de algumas pessoas e instituições”, tais como “a Câmara Municipal e as melhores firmas da Trofa”. “Para fazer um grande prémio e para ter os melhores atletas nacionais é preciso dinheiro, porque hoje ninguém corre de borla, pois há muitos que são profissionais, como eu”, concluiu.

O jantar, que se realizou num restaurante em Cedões, Santiago de Bougado, teve como ementa o arroz pica no chão. Um convívio que contou com atletas medalhados das equipas do Benfica, Maia, Conforlimpa (Lisboa), Liberdade de Famalicão, Associação Cultural Recreativa Vigorosa, Escola Rosa Oliveira (Famalicão) e Associação Moinhos de Vermoim (Famalicão).

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Edição 453

“O papel das bibliotecas escolares” em destaque na Trofa

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“As bibliotecas escolares são uma importante fonte de recursos que devem assumir, na escola, uma função preponderante e decisiva no apoio ao ensino e no processo educativo.” Dada a importância das bibliotecas escolares, o executivo da Câmara Municipal da Trofa vai promover, no início de janeiro, o seminário “O papel das bibliotecas escolares na aplicação das metas curriculares”.

A sessão tem como objetivo “criar um fórum de reflexão e discussão sobre esta matéria, procurando reforçar a importância da Biblioteca Escolar nas estratégias de ensino e aprendizagem, nomeadamente no que respeita ao cumprimento das metas curriculares”.

Nesta linha, a 16 de janeiro, entre as 16 e as 18 horas, o auditório da Escola Secundária da Trofa recebe este seminário, que contará com a presença de Fernando Pinto do Amaral, Comissário do Plano Nacional de Leitura, Elsa Conde, da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação, Rosa Mesquita, professora e formadora na área das metas curriculares como oradores, e António Pires, coordenador inter-concelhio da Rede de Bibliotecas Escolares, como moderador.

A Rede de Bibliotecas da Trofa/SABETrofa é composto por um coordenador inter-concelhio do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação, várias professoras das bibliotecas escolares do concelho, o Bibliotecário da Biblioteca Municipal da Trofa e ainda representantes das Divisões de Cultura e Educação da Câmara Municipal da Trofa.  

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Edição 453

A pobreza é um atentado à dignidade humana

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Antes de ser objeto das políticas sociais falhadas, a pobreza é sobretudo um problema das erradas políticas económicas que as diferentes governações têm tido ao longo dos anos. É verdade que a redução da pobreza (não a sua eliminação), tem sido um dos principais objetivos nos programas de governação, em vários países, mas sem qualquer efeito, pois os índices de pobreza têm aumentado vertiginosamente. Para sofrimento de muitos!

O conceito de pobreza, que é um fenómeno multidimensional, começou por estar relacionada com a falta de rendimentos necessários para a satisfação das necessidades alimentares e não alimentares básicas, mas tem tido alterações significativas. Nas décadas mais recentes, foi-se alargando o conceito de pobreza, para abranger outros aspetos, como a falta de acesso à saúde e à educação, a falta de água e saneamento, o isolamento, a exclusão social, a vulnerabilidade e também o acesso equitativo ao sistema judicial, a não existência de habitação e transportes públicos acessíveis.

A pobreza em Portugal é um problema estrutural gravíssimo, um atentado à dignidade humana, que nos deveria envergonhar a todos e deveria mobilizar toda a sociedade para a sua resolução, o mais rapidamente possível, pois é indigno que um ser humano possa estar privado do direito básico de participar plenamente na vida social, económica, cultural e política da comunidade em que está inserido.

As taxas de pobreza no nosso país são assustadoras. Mais de um quinto da população portuguesa é pobre. São mais de 2 milhões de pobres (gente como nós) e desses, quase metade são trabalhadores (no ativo ou reformados), pois mais de 1/3 são reformados e mais de 1/4 são trabalhadores por conta de outrem, com salários muito baixos e vínculos precários, mas também com contrato sem termo. Tem sido um abuso este tipo de contratação. Um abuso oportunista!

É verdade, e não pode ser escamoteada a ideia de que em Portugal existe uma cultura de dependência do Estado, mas também não pode ser esquecido o facto de que a pobreza reproduz-se, gera ciclos de vulnerabilidade social, processos de exclusão e de desfiliação social. A própria Cidadania está desligada, pois a pobreza condiciona os acessos aos direitos, à participação social e política. Infelizmente!

São muitas vezes os mais vulneráveis que são mais atingidos e atirados para a pobreza extrema, pois além da perda de postos de trabalho, muitos enfrentam dificuldades para cumprir os seus compromissos financeiros, ter uma habitação decente ou ter acesso ao crédito, para além de existirem muitos pensionistas e reformados, com as suas parcas pensões, a sustentar os filhos e os netos.

Para além do quadro triste da pobreza, ainda existe uma realidade chocante nas ruas das cidades, que são os sem-abrigo. Neste tempo de noites gélidas, o nosso quotidiano está povoado desses seres que se colocaram à margem da sociedade, dita civilizada. E já são alguns milhares! Estas constatações são uma violência que fazem partir o coração. São uma triste realidade, que não podem ser combatidas com indiferença, mas com a intolerância de quem considera a pobreza um atentado criminoso contra a dignidade humana. Que venha o Ano Novo com mais esperança. Para todos!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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