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O Atlético Clube Bougadense foi a votos. José Olegário foi o nome escolhido pelos sócios para comandar o clube de Santiago de Bougado na próxima época. Ao NT o novo presidente garantiu que “vou precisar de todos para levar o Bougadense a bom porto”.

José Olegário foi eleito presidente do Atlético Clube Bougadense, na Assembleia-geral realizada no passado dia 14 de Junho.

Em entrevista ao NT, o novo presidente do clube explicou que se candidatou pelo facto de a antiga direcção não querer continuar a comandar os destinos do Bougadense. José Olegário resolveu candidatar-se, “tentando fazer uma direcção mais abrangente, com elementos relacionados com a direcção anterior, mas tal não foi possível, porque eles pediam que houvesse o mínimo de garantias em termos financeiros para manter o clube numa perspectiva de subida, como fizeram o ano passado, mas não conseguindo essas garantias desistiram. Contudo eu mantive a minha candidatura, porque reparei no desinteresse de alguns socios em pegar no clube”, afirmou.

As pessoas que acompanharão Olegário na direcção do Bougadense, “entraram com o mesmo pensamento” que o presidente, já que “não achavam a subida o mais importante”. Para Olegário o mais importante é o apoio mais efectivo, constante e construtivo das camadas de formação e é nisso que vai apostar a nova temporada.

O melhoramento do campo também é um ponto a considerar pelo presidente, assim como a manutenção da equipa sénior.

Relativamente ao impasse relativamente ao campo do Atlético Clube Bougadense, esta direcção, juntamente com a Junta de Freguesia de Santiago de Bougado, quer resolver com a maior brevidade possível. Para isso conta com a colaboração dos herdeiros de Eduardo Pedreiras, antigo proprietário do campo.

Relativamente à equipa sénior, José Olegário não promete subida, mas espera a manutenção: “se tivermos a sorte, que o Trofense teve esta época, claro que vou aproveitar, mas como é difícil, solicitaremos apenas aos jogadores e treinador a manutenção”, acrescentou.

“A equipa técnica vai ser a mesma que acabou o campeonato aqui, portanto isso é ponto assente e está firmado já. Também vamos tentar manter a espinha dorsal da equipa, ou seja, aqueles atletas que nós achamos que são mais preponderantes na equipa. Iremos analisar os salários, porque o orçamento é muito mais curto”. José Olegário adiantou ainda Trofense e Bougadense deviam trabalhar em conjunto, de forma a que a equipa de maior prestígio na Trofa cedesse alguns jogadores. “Também é um dos nossos objectivos conseguirmos arranjar jogadores da zona para que mais pessoas venham assistir aos jogos”.

Bezerra, Coelho, Ramalho, Tonanha, Miguelito e o Sérgio Duarte não farão parte do plantel da próxima época e no que diz respeito a novas contratações, José Olegário não quia para já adiantar nomes.

Para a próxima época, o Atlético Clube Bougadense conta com o apoio de Paiva e Serra, Lda, Savior e Intermarché como patrocinadores oficiais mas espera também “conseguir que pessoas tão importantes na vida do Clube como Paulo Serra, que durante muitos anos praticamente pagou as contas do bougadense”, voltem a fazer parte da grande família do Bougadense. O novo presidente espera ainda poder a contar com o apoio médico de José Vila nova, presidente do conselho de administração do Hospital da Trofa, já que tem sido ele que tem seguido os jogadores do Bougadense.

José Olegário aproveitou ainda para sublinhar as boas relações que mantém com a antiga direcção, especialmente com o ex-presidente Pedro Salgueirinho dizendo que “para trabalhar por um Bougadense maior precisamos do apoio de todos”, frisou.

Relativamente ao futebol jovem, Adalberto Maia, Vice-presidente do Clube e responsável pelos escalões da formação, pretende fazer evoluir a “escola da formação”, de modo a que os jovens melhorem, tanto a nível desportivo, como na vida social. O responsável pelo desporto jovem sublinhou a importância de formar os jovens, “tentando fazer uma ligação futebol-escola, porque muitas vezes os jovens encarnam muito no desporto e esquecessem-se de que tem obrigações na escola”. Adalberto frisou ainda para a importância do acompanhamento dos pais, no percurso dos filhos, “para que eles sintam que estão a ser acompanhados”.

As condições de treino não são as melhores, já que um escalão treina numa metade do campo e outra noutra metade. Se houver um terceiro escalão, “chegamos a ter que dividir o campo em três para que todos possam treinar”, assegurando que a construção de um complexo desportivo maior e o arrelvamento do campo seriam “ouro sobre azul”, para os pequenos craques.

Enquanto isto não acontece os jogadores do AC Bougadense terão de continuar a jogar na lama durante o Inverno, e no verão continuarão a “comer” poeira.