A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista da Trofa elegeu Joana Lima como líder do partido, com 75 por cento dos votos.

Joana Lima, lista A, e Carla Azevedo, lista B, foram a votos, no sábado, dia 2 de junho, para que os militantes da concelhia da Trofa do Partido Socialista escolhessem quem iria liderar a Comissão Política Concelhia.

Foram 954 os militantes socialistas que se dirigiram aos núcleos das freguesias, onde elegeram com 75 por cento dos votos Joana Lima, que recebeu, uma vez mais, a confiança de 716 militantes, reforçando a sua votação relativamente a 2010. Já Carla Azevedo conseguiu 238 votos, tendo vencido na freguesia de Santiago de Bougado com 105 votos contra 59 votos pela lista A. Além de Santiago, as votações também decorreram nos núcleos das freguesias de S. Martinho de Bougado, Alvarelhos, S. Mamede e S. Romão do Coronado, onde a lista A venceu por 484 contra 71, 58 contra 30, 25 contra 19 e 90 contra 13, respetivamente.

Joana Lima afirmou que esta vitória foi “um reforço muito importante” para a liderança do concelho. Um resultado que, segundo a líder, demonstrou “claramente” que os militantes estão “unidos em torno de um projeto que é muito importante para o desenvolvimento do concelho”. “As pessoas acederam, de uma forma forte, às urnas, para sustentar e consolidar este projeto tão importante para o desenvolvimento do nosso concelho. E, de uma forma clara e inequívoca, disseram que este projeto é sem dúvida importante para consolidar o nosso futuro na Trofa”, frisou.

Quanto às próximas eleições, Joana Lima asseverou que ainda “não há candidatos”, sendo que vão escolher “os melhores candidatos” para as juntas de freguesia, que serão apresentados no timing certo. Carla Azevedo asseverou que o resultado das eleições “não foi muito diferente do que esperado”, tendo em conta que a apresentação do projeto ocorreu numa “fase avançada do processo”. A candidata garantiu que o seu objetivo foi “largamente alcançado”, tendo em conta que o mesmo passava por “colocar o PS perante alternativas”, uma vez que “é importantíssimo” que a “discussão política não se esgote”. “O resultado trouxe um aumento, que não pode ser ignorado, de pessoas que não se identificam com a linha do poder no órgão concelhio mais importante, que é a Comissão Política Concelhia. Os membros não identificados com o poder aumentaram em 50 por cento. Uma realidade que não pode ser ignorada”, denotou.

A candidata afirmou que, apesar da derrota, a campanha correu “muito bem”, pois onde apresentou o seu projeto, sentiu que houve “uma enorme vontade de mudança e um enorme apoio” a si e ao seu projeto, sentindo-se “muito encorajada” pelos militantes do partido que entendem que este deve ser um local de “debate de ideias e projetos” e de “grandes princípios democráticos que urge defender”. 

Carla Azevedo é da opinião que a sua “mensagem foi corretamente interpretada”, mas a “insuficiência de tempo” fez com que não chegasse a todos os militantes. Num futuro próximo, espera “poder discutir com os militantes do PS aquilo que entendo ser a minha e a nossa mensagem”.

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