A ex-presidente da Câmara da Trofa Joana Lima (PS) considerou hoje que a sua absolvição das acusações de peculato, abuso de poder e violação das normas de execução orçamental confirma que sempre agiu bem no plano ético.

Sabendo eu o que tinha feito, a decisão [do tribunal de Matosinhos] era expectável. Mas há sempre uma incerteza até final do processo, só por uma questão de não saber gerir muito bem as questões jurídicas. Porque as questões de ética, as questões de correção, eu sabia que as tinha bem feitas”, disse Joana Lima, que falava aos jornalistas à porta do tribunal de Matosinhos, após ouvir um coletivo de juízes determinar que “não se encontram tipificados os elementos objetivos” dos crimes por que estava acusada.

“Graças a Deus, ao meu trabalho e à minha conduta, e também aos tribunais, fez-se justiça, fui absolvida. Quero mais uma vez dizer aos trofenses que podem confirmar em mim”, acrescentou a agora deputada socialista.

O Tribunal de Matosinhos absolveu hoje a antiga presidente da Câmara da Trofa num processo que se relacionava com o uso alegadamente ilegítimo de cartão de crédito de uma empresa municipal, recebimento indevido de ajudas de custo e contratação verbal de uma obra de pavimentação.

Nas alegações finais, em 24 de setembro, o Ministério Público pediu a condenação da ex-autarca, agora deputada socialista, embora admitisse que os crimes praticados são de “baixa ilicitude”.

Já o advogado de defesa, Artur Marques, pediu a absolvição da sua cliente por entender a acusação como um somatório de equívocos.