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Edição 758

Joana Lima e Sofia Matos eleitas deputadas

Joana Lima, pela quarta vez, e Sofia Matos, pela segunda, foram eleitas deputadas da nação, nas eleições de domingo.

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Joana Lima, pela quarta vez, e Sofia Matos, pela segunda, foram eleitas deputadas da nação, nas eleições de domingo. Ambas tomam assento no Parlamento pelo Porto, mas por partidos diferentes. A primeira pelo vencedor, o PS, foi ao Muro já eleita comprometer-se com a população que fará do metro a maior batalha do mandato, e a segunda pela oposição, o PSD, assegurou cumprir legislatura “com força e determinação”.

É a quarta legislatura para Joana Lima. A trofense e ex-presidente da Câmara Municipal foi reeleita deputada nas legislativas de domingo, neste que será o terceiro mandato consecutivo, após tomar assento no Parlamento em 2015 e 2019 (a primeira eleição foi durante na legislatura 2005/2009).
A socialista, que foi a 12.ª dos 19 deputados da lista do partido eleitos pelo círculo do Porto, não escondeu o contentamento por ter visto os eleitores da Trofa darem o maior número de votos ao PS e, acompanhada por Amadeu Dias, presidente da concelhia do PS, e por Nuno Moreira, também candidato a deputado pelo partido, esteve no Muro, no pós-eleições, para se comprometer com a população. “Não viemos cá durante a campanha eleitoral, estivemos cá, naturalmente, mas sem campanha, porque entendemos que os murenses estão cansados de ser enganados por causa do metro. Mas, hoje (segunda-feira), sim. Hoje, legitimamente eleita, venho aqui dizer que vai ser mais uma vez a minha batalha, e a minha luta, trazer, nesta legislatura, o metro até ao Muro e até à Trofa, naturalmente”, disse em declarações ao NT.

Na única freguesia do concelho que deu a vitória ao PSD, Joana Lima diz “compreender muito bem” a frustração da população por ver uma promessa arrastada “há tantos anos” e, por isso, fez questão de estar no território “não para pedir o voto”, mas já eleita, para renovar o “compromisso” de que esta será “a grande luta” do partido, no concelho. “Tenho convicção de que desta vez é de vez”, vaticinou.

Na última legislatura, Joana Lima integrou a Comissão de Saúde e a Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território e, como suplente, a Comissão de Orçamento e Finanças, a Comissão de Agricultura e Mar e a Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença Covid-19 e do processo de recuperação económica e social. Desempenhou as funções de coordenadora dos deputados socialistas eleitos pelo círculo eleitoral do Porto e foi, ainda, administradora não executiva da empresa Metro do Porto.

Outra das que viu renovado o assento do Parlamento foi a trofense Sofia Matos, cabeça de lista pelo Porto do PSD.
O NT contactou Sofia Matos, na segunda-feira, a fim de obter declarações sobre a eleição, mas esta remeteu para “mais tarde”, uma vez que ia “tirar uns dias de descanso”.

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Edição 758

Escrita com Norte: Em nome da rosa

“Aquele, naquele sítio, sem dinheiro e sem saber da vida dos outros, onde todos se conheciam, subornava de forma peculiar, com a primeira flor colhida no dia.”

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Havia quem corrompesse com dinheiro, outros, sem o ter, faziam-no exercendo a força sobre os mais fracos e havia ainda quem ameaçasse com a revelação de segredos sobre aqueles que se achavam com uma vida aventureira, coberta por um manto de mistérios…mas Aquele, naquele sítio, sem dinheiro e sem saber da vida dos outros, onde todos se conheciam, subornava de forma peculiar, com a primeira flor colhida no dia.
Incomodado por uma moedeira nos dentes, a primeira coisa que faz é passar no quintal da vizinha e, sem ser visto, arranca uma rosa. No dia anterior tinha arrancado uma camélia no parque da cidade, antes de se dirigir a um massagista, apreciador de design de interiores.
De flor na mão, toma o caminho mais rápido para o consultório. Atravessa a rua em frente a sua casa, vira à direita e entra na quarta porta, onde uma placa diz, “Dentista”.

– É aqui! – diz ele. Sempre que entra em algum sítio diz isto. Mesmo quando chega à porta de sua casa, diz – É aqui!
Sobe ao primeiro andar, entra num corredor e dirige-se à recepcionista.

– Bom dia! Queria marcar uma consulta.
Ela, jovem, de nariz a indicar o tecto, próprio de quem se tem em boa conta quando se olha ao espelho, responde-lhe:

– Só daqui a três meses é que temos vaga.

– A minha moedeira, em breve transformar-se-á em dor. Não posso esperar tanto!
Estas palavras foram acompanhadas pelo movimento do braço, de rosa na mão, em direcção à recepcionista.
Corrompida na seriedade pelo calor do sentimento, proporcionado pela rosa, esta propõe:

– Posso alterar a marcação do Sr. Alberto, que tem consulta para daqui a dois dias. Está há dois anos à espera…pode esperar mais três meses!
A menina, depois de riscar o nome do Sr. Alberto da agenda e apontar o nome dele, estende o braço para receber a flor. Ele, sem dinheiro, com pouca força e sem saber segredos da vida de alguém, recolhe o braço e recua, abandonando o consultório com a rosa na mão!
Chegado à rua, vira à esquerda e entra na quarta porta, antes de ir para casa.

– É aqui! – diz para si, antes de entrar no supermercado, para fazer as compras do mês.
Depois de uma volta pelas prateleiras, de onde recolheu quase tudo o que precisava, e de oito gincanas para descobrir o fermento de padeiro, chega à “caixa” com o carrinho cheio. À sua frente e a ser atendida, está uma senhora com dois pacotes de leite, a fazer o pagamento.

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– Menina! – diz ele para a pessoa da caixa, de aspecto doce e modesto – Estou com pressa. Posso ser atendido à frente desta senhora?

– Só um momento! Só me falta dar o troco e já o atendo.
Não perdendo tempo, num movimento surpreendente, sem ser brusco, estende o braço com a rosa na mão, em direcção à menina.

– É para si!
Corrompida pela surpresa, esquece as normas, apagadas pela flor. Pousa o troco da senhora novamente na caixa e diz-lhe para passar à frente. Depois de o atender, estende o braço para receber a flor. Ele, sem dinheiro, com pouca força e sem saber segredos da vida de alguém, recolhe o braço e recua, abandonando o supermercado com a rosa na mão!
Atravessa a rua e de frente para uma porta, diz – É aqui! – e abre-a.
Sentado no sofá de casa na companhia da mulher, mira a rosa da vizinha que lhe corrompe o coração!

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Edição 758

Memórias e Histórias da Trofa: Centro Republicano na Trofa

Um importante marco na história da Trofa, talvez desconhecido da maioria dos trofenses em que ficamos com a certeza que este nosso burgo desde tempos bastante remotos, no século XX, esteve no caminho das disputas políticas e sempre se viveu com intensidade os problemas da sua comunidade.

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A investigação em história traz consigo coisas que nos surpreendem, tal como nas outras ciências. Deparar com o desconhecido, com o imprevisto e até com a alteração de ideias pré-concebidas.

O dia 6 de fevereiro de 1921 foi de festa para os trofenses, sobretudo para aqueles que amavam e defendiam os ideais republicanos: era inaugurado o Centro Republicano Heliodoro Salgado aqui no seu burgo.

Os centros republicanos mais não eram do que polos para o desenvolvimento da cultura republicana, para a propagação dos seus ideais, na prática, uma tentativa de reforçar o espírito republicano nas localidades espalhadas um pouco por todo o País.
Haveria também os centros educativos republicanos, que tinham uma função mais educativa, mais pedagógica de fazer cumprir os objetivos deste regime que era de letrar o inculto e o menos favorecido financeiramente. Acreditavam que somente com estudos e uma maior literacia as mudanças poderiam acontecer.
Neste projeto político, não podemos ignorar a figura de Afonso Costa, que procurava tirar dividendos para o seu Partido Democrático, que só seria extinto em 1926, após ter sido fundado em 1912.
Um partido que recebia os “restos” do Partido Republicano Português, com a sua máquina eleitoral e sobretudo propagandística, iria dominar o cenário político nacional. Os anticorpos iriam ser muitos e era necessário neutralizar essas possíveis ameaças, que só era possível com a proximidade ao povo.
A Trofa entrava na rota deste projeto político republicano nacional, com Afonso Costa a ser ovacionado, com várias vivas naquele dia, embora não tenha estado presente na cerimónia.
No largo fronteiro à estação de caminhos de ferro uma multidão estava presente e aguardava a chegada dos convidados, com o comboio a chegar pelas 11h45, com a presença de Júlio Gomes dos Santos Júnior, Mem Verdial, Camilo d’Oliveira, Augusto de Castro, secretário da Administração do 2.º bairro do Porto, a própria força militar da GNR de Santo Tirso, com o comandante a estar igualmente presente, como também a imprensa e mesmo representantes de centros republicanos das redondezas.
Um dos temas que marcava aquele momento era a luta pela concretização de uma nova escola para servir a Trofa, mais de 50 representantes da política local e também da nacional presentes, fazia com que houvesse uma enorme expectativa se esse assunto seria apoiado.
Nas edições seguintes do jornal, foi possível perceber que, de facto, o apoio solicitado pelos políticos locais tinha sido concretizado e a construção de uma escola para servir a Trofa estava cada vez mais próxima.
A meio da tarde, José Domingues dos Santos, Ministro do Trabalho e da Presidência Social que teve um papel relevante em vários Governos Republicanos, discursou conseguindo levar ao rubro a multidão, relembrando as conquistas que este novo regime tinha trilhado e vencendo para a comunidade.
O mesmo, conforme foi referido, acabou no momento em que se despedia da Trofa e da comitiva que esteve por eles que ia atribuir um subsídio aos trofenses para conseguirem construírem a sua escola.
A Trofa viveu um dia de festa, o republicanismo atingia um patamar “cada vez mais sério”, sobretudo com o apoio da figura histórica local Alfredo Machado, que era o presidente daquele núcleo político.
A sua atividade política poderá ter sido efémera, porque as notícias sobre o mesmo são reduzidas, sabendo que o mesmo se reunia todos os domingos de 15 em 15 dias pelas 11 horas da manhã, embora as suas reuniões fossem ocorrendo de forma alternada na semana, justificando a sua realização com a necessidade de discutir certos assuntos.
Nos dias anteriores, concretamente em 9 de janeiro, era aprovada a direção do núcleo, referida a figura de Alfredo Machado que era o seu Presidente, sendo secundado na direção por Emídio Midões a Presidente da sua Assembleia Geral, Presidente do Conselho Fiscal a ser Manoel da Silva e Sá e por último da Comissão de Festas, Manoel da Costa Azevedo.
Um importante marco na história da Trofa, talvez desconhecido da maioria dos trofenses em que ficamos com a certeza que este nosso burgo desde tempos bastante remotos, no século XX, esteve no caminho das disputas políticas e sempre viveu com intensidade os problemas da sua comunidade.
Possivelmente em futuras crónicas, mais elementos relativamente a este assunto.

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