Cascavel, de saída para o Cabeceirense, da 3ª Divisão Nacional

 

 

 

 

 

 

Já se aventurou pelo futebol espanhol, que lhe permitiu adquirir experiência suficiente para ter a convicção que o Bougadense conseguirá “a manutenção com tranquilidade”.

 Contudo Jó Andrade não vê o seu futuro ao comando da equipa de Santiago de Bougado.

“Uma classificação honrosa e uma estrutura para futuro”. Eis o que pretende Jó Andrade para o resto do campeonato do Atlético Clube Bougadense. O treinador, que veio ocupar o lugar deixado por Augusto Veloso na décima quarta jornada, afirmou que encontrou uma equipa “ apática, desmotivada e sem um modelo de jogo definido”. Para inverter a situação Jó Andrade conta com a ajuda do preparador físico que transitou também do Valonguense, Nuno Almeida, e de Alexis, que resolveu “pendurar as chuteiras”, ingressando agora na equipa técnica.

A direcção bougadense, forçada a conter despesas, devido a cortes publicitários importantes, teve que dispensar alguns jogadores que pesavam na conta do clube. Emanuel, Vieira, Miguel e Ricardo Silva foram os escolhidos, seguindo-se depois Cascavel, este de saída para o Cabeceirense, da 3ª Divisão Nacional. Para colmatar estas lacunas e acabar “com um desnivelamento notório de sectores” que a equipa apresentava, Jó Andrade propôs ao presidente José Olgário uma renovação que teve como parâmetros principais “equilibrar o plantel, reduzir encargos financeiros e efectuar a promoção imediata de quatro juniores”. Desejos concedidos para um treinador que não tem dúvidas que conseguirá, com a sua experiência, pôr em prática a missão “manutenção tranquila”. Ao NT afirmou que os seus pupilos “estão a assimilar muito bem os métodos de trabalho” e com “naturalidade os adeptos começarão a ver um Bougadense confiante e dominador, a praticar bom futebol”.

A opção da direcção liderada por José Olegário para suprir desiquilíbrios através de jogadores provenientes do departamento de formação do clube é vista por Jó Andrade “como um acto coerente de um grupo que pretende viver com a realidade das suas possibilidades”. E os quatro juniores que foram promovidos à equipa principal têm agradado, contudo o técnico pretende esperar com cautela “até que as suas maturações sejam completas sem precipitações”.

Apesar de já estar bem inserido no emblema bougadense, o futuro de Jó Andrade não passa pela sua continuidade no clube: “sou um treinador ambicioso e muito exigente comigo próprio, tenho no meu passado experiências muito enriquecedoras e os meus objectivo passam, fundamentalmente, pelos nacionais portugueses”, afirmou.

De salientar que Jó Andrade conta com um currículo vasto no desporto rei, tendo já representado como treinador principal, formações espanholas, como Santander, Murcia e Valladolid.

Vitor Bruno e Zé Miguel reforçam plantel para a segunda volta

Há um ano atrás matinha-se nos lugares cimeiros da tabela classificativa, este ano luta para fugir aos lugares de despromoção, de onde ainda não conseguiu sair. Os objectivos, contudo, eram diferentes: subida era a palavra-chave da época 2005/2006, agora apenas a manutenção interessa. O Bougadense ocupa, à entrada para 2007, o décimo segundo lugar com dezoito pontos e, das dezasseis jornadas efectuadas arrecadou quatro vitórias, seis empates e seis derrotas.

A última actividade do clube em 2006 foi o jogo-treino com o S. Romão, que terminou com a vitória dos atletas bougadenses por 6-0. O júnior Pedro Tiago e Renato, bisaram, enquanto que Tó e Nuno Almeida se encarregaram de concretizar os restantes.

Para colmatar a saída de alguns jogadores, o Bougadense contratou Vitor Bruno e Zé Miguel, dois atletas que estavam emprestados pelo Trofense ao Rebordosa e que foram vítimas das contenções financeiras do clube que representavam.