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JMP exige linha de metro até à Trofa

JMP exige linha de metro até à Trofa

  A Junta Metropolitana do Porto (JMP) considerou que o actual modelo de gestão do Metro do Porto é o melhor, mas admitiu a sua alteração, caso o governo aceite assinar um contrato de investimento para expansão da rede, onde está incluída a linha até à Trofa

Duplicação da linha de Metro da Trofa sem data marcada

 

 Rui Rio anunciou esta sexta-feira que existe consenso entre os autarcas para que o novo modelo de o gestão passe a ser discutível. O avanço da obra é que não", disse o presidente da JMP, que considerou fundamental a construção célere da duplicação da linha da Trofa, das linhas de Gondomar e da Boavista e do prolongamento até Laborim (Gaia). Rio falava aos jornalistas no final de uma reunião da JMP que durou quase quatro horas e foi dominada por um debate em torno do futuro do metro. O presidente revelou que a JMP vai apresentar ao governo, no espaço máximo de um mês, a sua contraproposta para o modelo de gestão, financiamento e cronograma das futuras obras do metro. 

Assim a Junta Metropolitana vai propor a celebração de um contrato de investimento com o Governo que defina, com rigor, todas as obrigações das partes.

A contraproposta dos autarcas surge na sequência de uma reunião, que mantiveram na penúltima quinta-feira com o ministro das Obras Públicas, durante a qual Mário Lino questionou o actual modelo de gestão e apresentou um novo calendário de obras.

Rui Rio confirmou que o Governo quer passar a controlar a empresa, actualmente detida em 60 por cento pela JMP, mas não adiantou o calendário de obras proposto pelo ministro.

Na avaliação de Rui Rio, a construção e conclusão das quatro linhas tidas como prioritárias não está condicionada por razões financeiras já que, como assinalou, o investimento necessário é de 800 milhões de euros."É apenas dez por cento do que o Quadro de Referência Estratégica Nacional prevê para o Norte do país", frisou.

Em defesa do actual modelo da empresa, o presidente da JMP disse que, "independentemente do que vai acontecer, funcionou". Ao contrário, "enquanto não houve participação dos autarcas na gestão, durante cerca de uma década, o metro não saiu do sítio e foi alvo de chacota de muita gente", acrescentou.

O modelo de gestão actual, salientou Rio, também "nunca impediu" o papel decisivo que o governo reclama nas grandes decisões relativas ao Metro, "tendo em conta que é ele que paga ou canaliza os fundos comunitários. A única coisa em que o governo não manda é na gestão quotidiana e foi justamente aí que a presença dos autarcas se revelou decisiva. A pressão que exerceram sobre a comissão executiva levou a que o projecto fosse andando mais depressa", concluiu Rio.

 Com Lusa

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