Enquanto Francisco Lopes, candidato pelo PCP, estava no centro do país, o secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa, esteve com os trabalhadores da Continental para mostrar que até ao dia 23 de Janeiro nada está decidido.

Foi no meio de um entra e sai de camiões que Jerónimo de Sousa cumpriu mais uma iniciativa de campanha para as eleições presidenciais, à entrada da empresa Continental Mabor, em Lousado. Enquanto Francisco Lopes, candidato apoiado pelo PCP, estava no centro do país, o secretário-geral do partido esteve com os trabalhadores para mostrar que até ao dia 23 de Janeiro “muita coisa pode acontecer”.

Sobre o possível boicote às eleições, que a população do Muro pretende levar a cabo, devido ao adiamento da obra do Metro até à Trofa, Jerónimo de Sousa considerou que “também pelo voto se pode lutar, penalizando quem não cumpriu as promessas”. “Esta posição da abstenção não resolve, porque a população dessa freguesia não vai votar, mas os apoiantes da candidatura de direita não vão faltar. Nesse sentido votem, penalizando quem prometeu e não cumpriu, votem em quem quer que a sua aspiração seja concretizada”.

O secretário-geral do PCP considera que o partido ainda pode mobilizar muitas pessoas a votar em Francisco Lopes até ao dia das eleições.

“Muita coisa pode acontecer, ainda não há mobilização geral do eleitorado, há aqui ou acolá um sentimento de abstenção e outras inquietações por parte do povo português tendo em conta estas medidas do Governo com a entrada em vigor do Orçamento do Estado. Por isso, podemos mobilizar ainda muitas vontades, que neste momento se interrogam perante os candidatos e nesse sentido pensamos que este esforço que estamos a fazer pode levar ainda muita gente a votar na candidatura de Francisco Lopes”, frisou.

Segundo o líder do PCP, esta é mais uma das muitas acções que o partido faz nesta empresa: “Eu já visitei a empresa e já fizemos várias distribuições aqui. O meu partido no plano concelhio tem feito o mesmo, portanto, é uma acção natural de quem não se limita a vir aqui em período de eleições”, sustentou.

Para o secretário-geral do PCP, não é com a entrada do FMI (Fundo Monetário Internacional) em Portugal que se encontrará a solução para a crise, mas sim com “a criação de mais riqueza”, como “a Alemanha que está em progresso”.