Desde as 22 horas de quinta-feira, 29 de setembro, até à madrugada do dia 4 os Bombeiros Voluntários da Trofa estiveram quase em permanência no eixo compreendido entre Vilares, Alto das Coelhas, Mendões e Monte Cabrito.

Na tarde de sexta feira,30 de setembro, e numa altura em que o Conselho Municipal de Proteção Civil (CMPC) estava reunido, João Pedro Goulart, comandante dos Bombeiros Voluntários da Trofa, ausente da reunião, afirmava, no posto de comando operacional, instalado no Alto das Coelhas em Santiago de Bougado, que a solução para este problema passaria por uma vigilância mais apertada para este local: “Esta zona de facto tem sido muito fustigada, mas todo este trabalho em matéria de proteção florestal passa não só pela área de combate dos bombeiros mas também passa pela vigilância, pela prevenção e eventualmente pela investigação”. João Goulart encontrava-se esperançado que esses fossem alguns dos assuntos discutidos, nessa altura, na reunião que decorria na Câmara da Trofa.

No fim de semana as temperaturas subiram e os incêndios voltaram e até mesmo no dia do 35º aniversário dos Bombeiros Voluntários da Trofa, dia 1 de outubro, muitos foram os soldados da paz que não puderam estar presentes nas comemorações uma vez que se encontravam a apagar os fogos que persistiam em manterem-se ativos. À margem do aniversário, Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa e responsável Municipal da Proteção Civil mostrou-se preocupada com a situação: “Infelizmente temos sido fustigados há três, quatro dias, por fogos um pouco estranhos, que quando estão a ser combatidos num sítio já estão a começar noutro local, o que leva a crer que serão fogos postos”. Questionada sobre as conclusões da reunião do CMPC, Joana Lima afirmou que “essa reunião serviu para definirmos uma estratégia para o combate ao incêndio e sobretudo para apurarmos responsabilidades desses incêndios. Penso que as nossas autoridades civis vão conseguir apurar essa responsabilidade e caso venha a ser apurado que foi responsabilidade humana e criminosa a pessoa em causa terá de pagar por isso”, asseverou.

Ao todo deflagraram 14 incêndios que obrigaram à intervenção, para além da corporação trofense, elementos das corporações de Ermesinde, Maia, Tirsenses, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, no total de mais de 50 homens, bem como dos sapadores da Afocelca (Portucel), da ASVA (Associação dos Silvicultores do Vale do Ave ) e da VMIF (Viatura Municipal de Intervenção Florestal). A área ardida ultrapassou os 10 hectares.

 

{fcomment}