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Um incêndio de grandes dimensões destruiu este domingo uma  zona de mato em Guidões, no concelho da Trofa. O alerta foi dado às 16.15 horas e foi combatido por quatro corporações de Bombeiros, num total de 55 homens,  auxiliados por um helicóptero pesado Kamov.

Ainda antes um outro incendio florestal centrava a atenção dos bombeiros que com o auxilio de dois helicópteros, de dezenas de viaturas fizeram frente às chamas em Vilares que foram dadas como circunscritas às 17.40 horas.
Em área ardida entre 1 de Janeiro de 2009 e o dia 15 de Maio quase quadruplicou em relação a igual período do ano passado, tendo sido o mês de Março aquele que conheceu a maior extensão de território ardido.
A Autoridade Florestal Nacional elaborou um relatório provisório que faz transparecer o drama dos incêndios que voltaram a conhecer um incremento nos primeiros meses deste ano.
Entre o primeiro dia do ano e o dia 15 de Maio arderam 16227 hectares entre povoamentos (4.230 hectares) e matos (11.997 hectares). Em termos de crescimento e comparado com igual período do ano transacto, representa um aumento de 292 por cento.

A área já ardida este ano é superior a igual período de cada um dos últimos dez anos. Mais mil hectares e atingiria a totalidade da área consumida em todos os incêndios florestais no ano passado em que arderam 17,244 hectares.
A Autoridade Florestal Nacional revela ainda que as ocorrências quase duplicaram quando comparadas com igual período do ano transacto. No mesmo período em análise registaram-se 6.216 ocorrências – 2029 fogos florestais e 4.187 fogachos – mais 2.831 dos notificados em 2008.

Em termos de ocorrências, a situação agravou-se substancialmente e teremos de recuar ao ano de 2005 quando foram registadas 8.167 ocorrências para encontrar uma situação pior.

O distrito com mais área ardida é o de Vila Real com os seus 4.206 hectares consumidos pelo fogo, seguindo-se Braga com 2.858 hectares e Bragança com 2.498 hectares.

Quanto às ocorrências é o distrito do Porto a ganhar a dianteira com 1.110 ocorrências das quais 87,2% correspondem a fogachos. Os fogachos correspondem a áreas ardidas com menos de um hectare.

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, não tem dúvidas e atribui estes maus resultados agora conhecidos às condições climatéricas uma vez que têm sido bem “piores” dos que as que se observaram em igual período do ano passado.

“No ano passado as condições climatéricas foram muito boas e este ano as condições climatéricas têm sido piores”, declarou o responsável governamental.

“É claro que este ano as condições climatéricas não são idênticas aquelas que excepcionalmente vivemos o ano passado”, sublinhou.

“No ano passado tivemos uma área ardida que foi muito baixa, que nos permitiu recuar ao ano de 1971 e tem havido sempre nos últimos anos uma diminuição significativa, mas este ano, sem fazer quantificações provisórias, quero-vos dizer que as coisas não estão a correr mal, muito longe disso”, considerou.

Rui Pereira não deixou de realçar o bom comportamento operacional dos bombeiros e das restantes entidades envolvidas no combate às chamas realçando que “têm dado boas provas” e que têm “conseguido bons resultados”.