O Hospital da Trofa, à semelhança de outras instituições de saúde da Europa, associou-se ao dia do Euromelanoma e promoveu um despiste de cancro de pele, sob orientação do médico dermatologista Ângelo Azenha. O especialista explicou ao Notícias da Trofa alguns sintomas de risco e medidas de protecção para esta doença que afecta anualmente 10 800 pessoas.

A Campanha de Prevenção do Cancro de Pele realizada no Hospital da Trofa esta terça-feira teve a participação de 130 utentes, com idades entre os 20 e os 60 anos. Um número que segundo o dermatologista Ângelo Azenha ultrapassou a expectativa inicial: "esta campanha, sendo a primeira vez que ocorre num hospital privado, ultrapassou de longe as expectativas optimistas que pudéssemos ter, que era de uma centena de utentes". Para o especialista este número comprova "o aumento de motivação das pessoas para saber qual é a saúde da sua pele na época balnear".

O principal sintoma de cancro de pele é o aparecimento de um sinal, que cresce rapidamente, dá comichão, tem bordo irregular e com mais de uma cor.

Sensibilizar para a possibilidade de cura e para a protecção com orientação de algumas regras que são importantes ter em conta relativamente aos malefícios do sol foram os objectivos desta campanha, que segundo Dr Ângelo Azenha é cada vez mais importante: "o uso de protectores solares, óculos e chapéus é importante para evitar o aparecimento do cancro de pele. Na maioria dos casos, se detectado precocemente, a cura pode ser total", referiu.

Dentro dos grupos de risco, o especialista frisou as crianças, que por terem uma pele mais sensível que os adultos, "têm que ter cuidados acrescidos na exposição ao sol, pois as queimaduras tem efeitos cumulativos, logo é necessário a protecção com filtros solares físicos, que apesar de desagradáveis para aplicar, reflectem melhor a radiação solar".

Além dos mais novos, as pessoas que, devido à sua profissão, estão permanentemente expostas ao sol, assim como outras que tem peles mais claras, mais sinais e cabelos claros, precisam de cuidados redobrados no que respeita à protecção das radiações ultravioletas.

Em jeito de conclusão, Ângelo Azenha sugeriu que, "tendo os protectores solares todas as condições para serem considerados medicamentos, e se uma das funções do Estado é proteger os cidadãos, nada melhor do que comparticipar os protectores solares para proteger todos os cidadãos".