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Ano 2008

HAAS tem nível de vendas mais alto no Norte do país

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haas Empresas da Trofa com aposta forte na inovação

A HAAS Automation é uma empresa de venda de máquinas de alta tecnologia que se instalou no Norte de Portugal em 2004. Para o director de vendas português, Carlos Vilas Boas, a Trofa é um “exemplo” no que respeita ao apetrechamento de máquinas inovadoras e exemplificou com empresas como a Mida, Frezite e Máquinas Pinheiro. Existe há um quarto de século, com a fábrica-mãe na Califórnia, mas entrou no mercado português apenas há quatro anos. O balanço relativo à expansão da HAAS Automation, fabricante de máquinas-ferramente, é bastante positivo, já que conseguiu vender 15 equipamentos no país. A previsão para este ano é a venda de meia centena de máquinas.

A empresa é o maior fabricante de máquinas dos Estados Unidos e tem como mercado emergente o chinês, que brevemente deverá ultrapassar as vendas da Europa (quatro mil unidades).

Para além de ter como principal função apetrechar as indústrias com equipamento de alta tecnologia, a HAAS Automation preocupa-se com a formação profissional dos jovens (tem um departamento específico, a HAAS TEC) e em Portugal já equipou escolas de Portalegre e Castelo Branco. Segundo Carlos Vilas Boas, director de vendas da HAAS, “os controladores da empresa são feitos com linguagem internacional, tornando-se acessíveis a qualquer aluno que conclua cursos de formação profissional”.

A acção nas escolas “não assenta apenas numa política de preços, mas também de financiamento especial”. Na Europa há já 40 centros com este material, com um grande investimento nos países de leste. Rússia, Bielorrússia, Polónia, Hungria e França são países que já foram intervencionados pela HAAS. Até no oriente a empresa tem uma participação activa. Como estratégia de comunicação patrocinou as olimpíadas da tecnologia que se realizaram no Japão.

“Participamos também no campeonato europeu da tecnologia, onde os portugueses ficaram muito bem classificados e os equipamentos para prestar provas eram nossos”, esclareceu Carlos Vilas Boas.

A HAAS possui “espaços próprios para a formação”, contando com o apoio de “vários parceiros” no software de maquinaria, ferramentas e funções dos processos de maquinação, localizados em Vitória, Barcelona, Madrid e Norte de Portugal, pois “esta região representa 80 por cento das vendas no país”. Um indicador de que é no Norte que as empresas mais apostam na inovação. No entanto, a empresa pretende alargar o seu leque de clientes, tendo prevista a construção de um centro similar, em Lisboa.

A Trofa é um “exemplo” no que respeita ao apetrechamento de máquinas de alta tecnologia, afirmou o director, que exemplificou com empresas como a Mida, Frezite e Máquinas Pinheiro.

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As micro e médias empresas são o principal destino dos equipamentos fabricados pela HAAS que veio “revolucionar” o sector por “dois motivos”. Primeiro, porque “tem uma gama extensa que permite ao cliente resolver todos os seus problemas nessa área” e depois porque “tornou acessível um equipamento que tradicionalmente era 30 a 40 por cento mais caro, com um nível de qualidade/preço alto, que corresponde a cerca de 80 por cento da exigência do mercado mundial”, referiu.

A indústria metalomecânica, segundo o responsável, está “em crescimento” e que tem como palavra-chave a “dinâmica”.

“Os industriais correspondem àquilo que os estrangeiros esperam, que é a qualidade e o cumprimento dos prazos de entrega”.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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