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Ano 2011

Guidões disse não à “fusão” em manifestação

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Alguns guidoenses estiveram numa manifestação no Porto, contra a extinção de cerca de 2400 freguesias no País, como prevê o Livro Verde da reforma administrativa.

“Fusão das Freguesias? Não, obrigado! Guidões Sempre”. Esta foi uma das muitas mensagens que puderam ser vistas na manifestação preparada pelo “Movimento Freguesias Sempre”, no domingo, na Praça D. João I, no centro da cidade do Porto.

Munidos de tarjas com letras garrafais, alguns guidoenses estiveram entre as cerca de 3 milhares de pessoas que se manifestaram contra a “fusão” das freguesias, proposta pelo Livro Verde do Governo.

“Dentro dos meios e da divulgação que foi feita e dos condicionalismos e do apoio residual que foi feito pelos órgãos institucionais, foi o possível. Alguns amigos guidoenses prepararam-se e levaram faixas e cartazes para essa manifestação, que contou com uma boa movimentação, pois estiveram presentes muitas freguesias, nomeadamente de Vila do Conde, Matosinhos e Maia. Estamos convencidos que, no fim, o povo vencerá e o Governo recuará e serão respeitadas as legítimas expectativas das populações que não aceitam a fusão”, referiu Atanagildo Lobo, um dos habitantes de Guidões, que esteve presente no Porto.

A sugestão para que a população marcasse presença na manifestação foi feita pela CDU, na sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia de Guidões, no entanto, Atangildo Lobo considera que esta luta deve envolver todo o concelho. “Era importante que todas as freguesias se movimentassem, agregando-se a este movimento ou criando outros movimentos. Era também fundamental transpor a própria região e criar um movimento nacional, que tivesse uma enorme corrente e que fizesse com que o Governo recuasse na sua decisão”, acrescentou.

Atanagildo Lobo referiu que a possibilidade de outras freguesias do concelho da Trofa se juntarem à reivindicação “ainda não está de uma forma clara em cima da mesa”. “Há expectativas legítimas e vontades de algumas populações do nosso concelho contra a extinção e agregação, nomeadamente a população de Santiago de Bougado, que não está de acordo com a agregação e mais cedo ou mais tarde vai manifestar-se nesse sentido. Presumo que muitos murenses também não estarão de acordo, pelo que considero que as populações da Trofa vão juntar-se a esta luta”.

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Como guidoense, Atanagildo Lobo marcou também presença na Assembleia Extraordinária de Alvarelhos, na passada segunda-feira, e lamentou o facto de a população dessa freguesia concordar com o proposto no Documento Verde: “Sendo assim, praticamente já se extinguiu o mapa”. “Quando partem do princípio de que Alvarelhos se mantém e que são as outras duas freguesias (Guidões e Muro) que se vão integrar a Alvarelhos, estão a partir de um princípio errado e a querer subir a um pedestal, julgando que são mais que os outros. Não é isso que está no documento Verde. Eles não têm consciência daquilo que, efetivamente, se passa. Esta atitude que estão a tomar não sei se servirá para se enganarem a eles próprios ou aos outros”, rematou.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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