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As grandes superfícies Modelo e Feira Nova deverão instalar-se na cidade da Trofa dentro de pouco tempo. As opiniões dividem-se: há quem defenda as novas superfícies mas há também quem tema pelo futuro do pequeno comercio

A Trofa poderá vir a receber duas novas superfícies comerciais. O Modelo do Grupo Sonae e o Feira Nova do Grupo Jerónimo Martins são os nomes que têm sido apontados como interessados em instalar-se na cidade da Trofa.
O NT contactou a Câmara Municipal através do gabinete de imprensa para tentar confirma esta informação, mas até à obra do fecho desta edição ninguém da autarquia se disponibilizou para responder às questões por nós colocadas.
No entanto a Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA), garantiu ao NT ter sido ouvida, “no âmbito da Comissão Concelhia do Concelho da Trofa, órgão que foi constituído para que fossem ouvidos os interlocutores locais, sobre a abertura de novas unidades de dimensão relevante”.
Manuel Pontes, presidente da AEBA confirmou que “quando confrontada com a questão de ter que se pronunciar sobre abertura de uma unidade comercial, a Direcção da AEBA reuniu e decidiu por maioria, não levantar oposição ao aparecimento desta nova superfície comercial.
A Direcção da AEBA entendeu que era preferível que esta abrisse na Trofa do que em Ribeirão ou no Castelo, levando os consumidores a sair da Trofa e não
atraindo novas pessoas à cidade”.
Já em 2006 foi novamente pedido a Associação Empresarial um parecer, sobre a instalação de outra superfície, e a decisão da Direcção da AEBA, “uma vez mais votada por maioria, foi exactamente a mesma, para que a concorrência destas unidades resulte em benefício de todos e para que esta direcção fosse coerente com as posições anteriores”. Manuel Pontes justifica esta posição e argumenta que a AEBA “nunca se opôs à abertura de nenhuma loja do “pequeno comércio” ao domingo, apesar de defender que em
Portugal se deverá encerrar um dia para descanso do pessoal”, frisou.
O presidente da associação diz assim ter agido “de forma coerente, pois possibilita a criação de inúmeros postos de trabalho”.
Por seu lado a CDU, enviou à nossa redação cópia de um requerimento, entregue esta quarta-feira na Assembleia Municipal da Trofa, pelo deputado municipal, Jaime Toga, no qual questiona “se a Câmara Municipal da Trofa confirma a existência de licenciamentos para a construção de mais superfícies comerciais de média ou grande dimensão no concelho da Trofa”. O deputado comunista quer ainda saber “qual é a posição da Câmara Municipal da Trofa sobre tal possibilidade e na eventualidade de haver tais licenciamentos, que contrapartidas negociou ou pensa negociar a Câmara para defender o comércio local”.
No requerimento pode ainda ler-se que “foi diversas vezes assumido durante a última campanha autárquica, por candidatos do partido que sustenta a maioria absoluta da Câmara Municipal, que não iriam permitir o licenciamento de mais superfícies comerciais destas características”.

“Pequeno comercio não está em perigo”

A direcção da AEBA acredita que “o comércio tradicional nada tem a temer
com a vinda de grandes superfícies comerciais, podendo até beneficiar de
novos consumidores, tornando-se numa mais valia para o negócio”. Para fazer
face à concorrência, a AEBA disponibiliza-se a “auxiliar os comerciantes na
criação de mecanismos que tornem os seus negócios mais atractivos,
nomeadamente através de sistemas de incentivo que possibilitem a
modernização dos estabelecimentos, uma maior dinamização do comércio local e um aumento da competitividade”.
Preocupados com a instalação das grandes superfícies estão os pequenos comerciantes do centro da cidade, que temem que “alguns dos pequenos estabelecimentos tenham mesmo de encerrar, pois as grandes superfícies tem preços muitos mais atractivos”, frisaram alguns comerciantes, devidamente identificados.