Gota d’Água chegou a S. Romão do Coronado para ajudar quem mais precisa. Projeto da associação de solidariedade social foi apresentado no espaço cedido pela ASCOR.

Foi sob a bênção de gotas de chuva que a Associação Gota d’Água se apresentou ao público. A cerimónia decorreu na Quinta de S. Romão, onde a associação tem um novo espaço para ajudar quem mais precisa.

A ideia para a criação desta associação, com sede em S. Romão, surgiu porque esta é uma freguesia que, para além da ASCOR (Associação de Solidariedade Social do Coronado), “não tinha nenhuma associação” de caráter social. “Apresentámos esse projeto na Junta da Freguesia, porque, também devido à ausência de transportes, a população não tinha muita possibilidade de se deslocar até S. Martinho de Bougado, onde já existe loja social”, explicou Lindomar Santos, vice-presidente da associação e mentora do projeto.

O novo espaço da associação já está cheio de todo o tipo de objetos, desde roupa, calçado, brinquedos até artigos para o lar e géneros alimentícios: “Estes produtos poderão ser para dar ou para vender a um preço simbólico, de forma a garantir a sustentabilidade da associação”, explicou Lindomar Santos.

Já a presidente da Associação Gota d’Água Deolinda Silva garantiu que foram “muito bem” acolhidas em S. Romão do Coronado. “Temos que agradecer ao senhor Guilherme Ramos, que foi uma pessoa espetacular, pôs-nos tudo à disposição desde as instalações ao terreno. Fomos muito bem acolhidas não só por ele, mas também por toda a população”, destacou.

Apesar de apenas agora ter sido lançada oficialmente, a Associação Gota d’Água já está a trabalhar há seis meses em prol da população, recolhendo os bens e promovendo várias iniciativas, como ocupação das férias de Páscoa para os mais novos ou, no último fim-de-semana, um arraial popular.

O presidente da Junta de Freguesia, Guilherme Ramos, também marcou presença na cerimónia e reconheceu a importância das associações de caráter solidário em S. Romão do Coronado: “Muito embora já haja uma, que é a ASCOR, associações solidárias são importantes, até porque é uma freguesia que não dispõe de uma comissão vicentina, por exemplo, portanto tem realmente lacunas no trabalho social e, desta forma, será possível angariar alguns meios e chegar a casos gritantes que vão surgindo”. “Uma freguesia que tem crescido aceleradamente como S. Romão do Coronado, não cresce só com aquilo que é normal e que é bom para a sociedade, também traz contrapartidas negativas e, no caso, famílias com grandes dificuldades, que já no passado existiam, mas que agora são mais. Acho que estão criadas as condições para desenvolvermos um trabalho interessante, envolvermos a autarquia e outras instituições e podermos chegar ao maior número possível de pessoas”, acrescentou.

A presidente da Câmara Municipal, Joana Lima, enalteceu a iniciativa de um grupo de mulheres que decidiu por mãos à obra e ajudar quem mais precisa: “Quando pessoas com este coração se lembram de implementar projetos desta dimensão, sem dúvida alguma, que só podem ser acarinhadas, por se lançarem neste projeto num momento tão difícil como o que o país atravessa”. “Para além da coragem, tiveram sensibilidade para abraçar esta causa, em prol de outras pessoas”, acrescentou a autarca.

Da Gota d’Água, a população “pode esperar muito”, afiançou Deolinda da Silva, presidente da Associação. “Estamos mesmo empenhadas em suavizar a vida de algumas pessoas, não é só a nível de bens, mas também se precisarem de ir ao médico e não tiverem dinheiro para uma consulta, ou se precisarem de pagar uma renda em atraso ou uma receita na farmácia. Estamos preparados já, neste momento, para acudir nessas necessidades, mas têm de nos dar provas de que realmente precisam e não têm outros meios para resolver essas carências.”, explicou

A Gota d’Água deve agora integrar a Rede de Ação Social do concelho, para que a ajuda chegue a quem precisa.

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