Gentes do Mar cumpriram a tradição mais um ano e rumaram a S. Gens para pedir proteção a Nossa Senhora da Alegria.

Pouco tempo depois de Sebastião Cruz ter erguido “a obra” em S. Gens – há 60 anos – que muitos peregrinos, oriundos das terras da Póvoa de Varzim e Vila do Conde rumam ao monte para saldarem as suas promessas. Maria Adelaide, mulher de pescador, apregoava, repetidamente, que cumpre a tradição de ir a S. Gens “há 40 anos”.

Não quer que o costume morra com ela, por isso, faz questão de levar as filhas e legar-lhes o compromisso de prestar culto à Senhora da Alegria. Assim como Maria Adelaide, muitas centenas de “caxineiros” e outras “gentes do mar” rumam ao monte de S. Gens, anualmente, “na segunda-feira da Santa Eufémia”, para cumprir promessas e “visitar a Senhora da Alegria, que dá alegria durante todo o ano”.

Este “dia da Gente do Mar” fecha com “chave de ouro” o programa das festas em honra a S. Gens. Ao contrário do que se diz, a fé católica continua a “mover montanhas” e a levar milhares ao monte. “Continuamos a ver muitos peregrinos com uma fé cheia e a entregar esta tradição aos seus filhos e netos. Notamos um aumento de pessoas e as missas estiveram sempre repletas”, referiu Manuel Ramalho, vice-presidente da comissão de festas.

Relativamente às festas, Manuel Ramalho fez um balanço “muito positivo”, pois “fala-se da crise”, mas “não se sentiu”. O Festival de Folclore foi um dos pontos altos do programa e “teve muita qualidade”. Nele participaram grupos do Ribatejo e de Guimarães e da Trofa, como o Grupo Danças e Cantares de Santiago de Bougado e o Rancho Folclórico da Trofa.

O programa deste ano foi feito com os moldes dos anteriores, afastando-se dos realizados antigamente, que acarretavam muitos custos. Esta comissão prefere canalizar os fundos angariados em fazer obra e tornar o monte de S. Gens num dos locais “mais aprazíveis do concelho”. “Temos a capela pintada, jardins muito cuidados e um local com muitas sombras, onde os peregrinos podem visitar e trazer os seus merendeiros. As pessoas gostam de visitar o monte para avaliar as suas contas e repousar, pois sentem-se mais perto do Céu”, adiantou.

Manuel Ramalho gostava que “os trofenses reparassem neste local, que é um dos mais bonitos do concelho, como já disseram autarcas vizinhos”.

 

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