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Ano 2011

GCR de Alvarelhos completou 25 anos (c/ vídeo)

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O Grupo Cultural e Recreativo de Alvarelhos festejou as Bodas de Prata com um jantar que reuniu direção, representantes autárquicos, sócios e amigos da coletividade. Os fundadores foram homenageados durante a cerimónia.

“Exemplo, carolice e obra”. Francisco Sá, sócio e fundador do Grupo Cultural e Recreativo (GCR) de Alvarelhos, resume desta forma os 25 anos da coletividade, assinalados na sexta-feira, dia 27 de maio. “Exemplo: pela maneira como a associação foi formada. Dois partidos conseguiram unir-se um objetivo comum, que era colmatar uma lacuna desportiva e cultural que havia em Alvarelhos. Carolice: Esta obra começou com o esforço de todos. Recordo que quando se comprou o terreno onde agora estão as infraestruturas da associação e se fez o campo de futebol, as pessoas marcaram o campo à mão, pegando na terra. A obra, está à vista, com o edifício, mas, mais importante, proporcionando aos jovens uma prática desportiva saudável”, explicou.

A coletividade nasceu em 1986, graças à vontade de um grupo de alvarelhenses empenhados no desenvolvimento da freguesia. Em dia de festa, estes homens não foram esquecidos e a associação prestou-lhes a devida homenagem.

Foi num ambiente descontraído que direção, representantes autárquicos, sócios e amigos do GCR de Alvarelhos comemoraram esta data. A festa começou com uma eucaristia e continuou depois numa quinta em Alvarelhos. Trajados a rigor, com o cachecol da associação, dezenas de pessoas recordaram o início da coletividade, não sem antes cantarem os tradicionais “Parabéns” e provarem o bolo de aniversário.

Vinte e cinco anos depois, como fundador, Francisco Sá não espera mais nada da associação: “Se os jovens têm a oportunidade de fazerem alguma coisa, quer a nível pessoal, quer a nível de coletividade, os objetivos da associação estão a ser cumpridos”. Houve apenas uma meta que “não foi ainda plenamente atingida”. “A nível cultural houve uma lacuna. Acho que não conseguimos reunir a cultura de Alvarelhos neste grupo”, confessou.

Mas afinal qual é o segredo para 25 anos de atividade? Para responder a esta questão, nada melhor que o atual presidente da associação. Vítor Azevedo fala de “camaradagem, amizade, um grupo de pessoas muito grande, envolvidas em torno de um projeto que se quer ainda maior”.

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Conhecendo bem a associação, Vítor Azevedo não esconde o orgulho no momento de fazer uma descrição: “Somos uma associação única”. “Tivemos um início algo atribulado, complicado até, com vários intervenientes, várias personalidades das mais diversas áreas como política, religiosa e cultural. Envolveram-se num projeto com a ideia de ser grandioso e acho que hoje é-o de facto”, acrescentou.

Nesta cerimónia, passado, presente e futuro andaram de mãos dadas. “Não existe hoje o aniversário dos 25 anos sem o primeiro dia, assim como não existem 25 anos sem o dia de hoje, pois o calendário estaria sempre incompleto”, refere o responsável. Esta festa pretende “ter toda a abrangência”.

Mas o futuro não foi esquecido e o objetivo é “crescer, crescer, crescer, sempre em defesa daquele que é o princípio-base da associação: a ocupação de tempos-livres de crianças e jovens e a prática desportiva”. “Também queremos ser orientadores dos mais novos. Enquanto este princípio for válido e for bem defendido, estou seguro que a associação continuará a crescer e chegará muito longe”, garantiu Vítor Azevedo.

Joaquim Oliveira marcou presença nas comemorações como presidente da Junta de Freguesia de Alvarelhos, mas também como presidente da assembleia-geral da coletividade. Conhecendo de perto o trabalho desenvolvido, não hesita em afirmar que o GCR de Alvarelhos “não tem recebido em troca aquilo que merece”.

Enquanto presidente da Junta de Freguesia, Joaquim Oliveira confessa que tem “consciência” de que, “se não fosse o apoio institucional da Junta, dificilmente o clube teria condições para sobreviver”. “Espero que o executivo que vier substituir o atual tenha o mesmo espírito e a mesma vontade de, através do mundo associativo, fazer o engrandecimento da freguesia”, acrescentou.

A vereadora do Desporto e Juventude da Câmara Municipal da Trofa também marcou presença nas comemorações. Teresa Fernandes considera que esta é “uma associação que, definitivamente, tem trabalhado muito, não só em prol do concelho, mas também da freguesia e do bem-estar dos alvarelhenses”. Durante a noite foi pedido o apoio da câmara municipal à associação. A vereadora garantiu que, “inevitavelmente e dentro das suas possibilidades”, a autarquia “terá todo o gosto em contribuir para que a conclusão das obras do pavilhão do Alvarelhos seja uma realidade o mais brevemente possível”.

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Teresa Fernandes evidenciou ainda que o concelho “tem muitas associações e poucas chegam aos 25 anos”. “Este deve ser mais um incentivo para que o GCR de Alvarelhos continue a trabalhar nos próximos 25 anos e para que as outras coletividades trabalhem para alcançar esta marca”, referiu.

Para isso, Vítor Azevedo deixa um conselho: “Trabalhem em prol do desporto, das crianças, dos jovens, dos diferentes lugares, das diferentes freguesias onde pertencem”. “Isso é o melhor que pode haver. Sempre que uma associação se desvia desse canal, acaba por perder a identidade”, concluiu.

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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