Secretário de Estado da Inovação visitou o Grupo trofense que continua a apostar na internacionalização

Quando se propôs "cortar o mundo a diamante" poucos acreditavam que fosse possível a uma empresa portuguesa chegar tão longe como o Grupo Frezite já chegou. António Castro Guerra, Secretario de Estado da inovação visitou na semana passada as instalações do Grupo, sedeado na Trofa e reconheceu o mérito, o empreendedorismo e a coragem de José Manuel Fernandes.

   "Conheço a forma apaixonada como José Manuel Fernandes fala da Frezite e do seu projecto". Foi desta forma que António Castro Guerra, se referiu ao projecto da empresa trofense Frezite e FMT, durante a visita que levou a cabo na semana passada, às instalação da Grupo. Apesar de ser amigo de longa data de José Manuel Fernandes, presidente do conselho de Administração do Grupo Frezite, o Secretario de Estado ainda não tinha visitado a Frezite Metal Tooling (FMT), uma nova empresa do Grupo, direccionada para o segmento do metal.

"O projecto foi-me apresentado pelo responsável da Frezite numa reunião, que decorreu na Secretaria de Estado, e na qual fiquei impressionado pela forma apaixonada como mo apresentou. Agora dois anos depois é com satisfação que hoje constato o trajecto da empresa, traduzido em indicadores económicos da madeira ao metal, dentro de cada uma das divisões das soluções standard em que se compete pelo preço, passando pelas soluções especiais, em que se compete pela diferenciação e pela qualidade e é aqui que se ganha dinheiro e que se criam as soluções. Outro dos aspectos passagem do nacional ao internacional o que só possível com a afirmação de uma marca,", afiançou O secretario de estado não esqueceu a constante ligação da Frezite às Universidades, "no recrutamento de jovens engenheiros e licenciados, que constituem as equipas qualificadas e com o mesmo entusiasmo que demonstrava há 15 anos atrás".

No rosto de José Manuel Fernandes , principal responsável pelo sucesso da Frezite era bem visível a alegria e entusiasmo por poder mostrar o resultado do trabalho que ao longo dos últimos dois anos foi sendo desenvolvido pela empresa. "é com enorme satisfação que recebemos aqui o Sr. Secretario de estado para que ele possa ver com os seus próprios olhos o projectos que há dois anos lhe mostramos no papel e que hoje podemos dizer está aqui".

Além de todo o valor acrescentado que a marca Frezite tem vindo a criar e a difundir um pouco por todo o mundo, José Manuel Fernandes anunciou que pretende, nos próximos dois anos criar na Trofa mais 230 novos postos de trabalho, que serão possíveis graças à expansão da FMT que cria "soluções e propostas de cordo com as necessidades de cada cliente, não esperando que o cliente nos diga que precisa".

Para José Manuel Fernandes, o trunfo da Frezite está na sua competência tecnológica, na capacidade de resposta e na I&D. "Estamos a procurar nas nossas sucursais estrangeiras as principais competências tecnológicas locais, para depois fazermos um refluxo dessas competências para o grupo, ou seja, vamos tirar partido das sinergias de I&D estrangeiras e da relação que pode ser desenvolvida com as universidades locais", refere.

Todo o negócio das ferramentas de corte com diamante policristalino – que é artificial e pode ser moldado – tem um mercado agressivo, onde o crescimento das empresas é feito a pulso, dominado por multinacionais. Mesmo assim, José Manuel Fernandes conseguiu atingir o objectivo a que se propunha aquando da inauguração da FMT " a empresa ficará sub-dimensionada no espaço de um ano".

Já Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia, a quem José Manuel Fernandes agradeceu a colaboração que tem permitido "manter a empresa na Trofa", considerou notável a forma como a empresa tem vindo a crescer e a projectar o nome da Trofa", frisou o autarca.