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Ano 2011

Francisco Gomes Machado de “Passagem” pela Trofa

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 Autarquia inaugurou exposição de pintura e escultura de Francisco Gomes Machado. Obras estão patentes na Casa da Cultura da Trofa até 26 de Fevereiro

 

A harmonia das cores e a profundidade dos traços nos quadros… os rostos esculpidos que exprimem almas e culturas. É assim que se definem as obras de Francisco Gomes Machado, o pintor e escultor que, a convite da autarquia, inaugurou a exposição “Passagem” na Casa da Cultura da Trofa.

“É um artista plástico internacionalmente conhecido com exposições em França, em Itália e muitos prémios conquistados”, justificou Assis Serra Neves, vereador da Cultura da Câmara Municipal. O autarca mostrou-se satisfeito com os trabalhos apresentados pelo artista, realçando “o aproveitamento dos materiais para a escultura e pintura”. “A forma como são apresentadas tem muito a ver connosco, como é o caso da pedra, mas também os arcos das pipas”, frisou, lamentando apenas a “falta de adesão da população da Trofa”.

Por “conhecer a Trofa como as palmas das mãos” Francisco Gomes Machado aceitou o convite e começou “a trabalhar coisas novas” para trazer para esta exposição. “É o seguimento daquilo que tenho feito noutros locais, estive na Confraria do Bom Jesus em Braga, depois estive no Paço dos Duques de Bragança e vim de lá para aqui e acho que fechei com chave de ouro, aqui na Trofa, o que é muito bom para mim”, reafirmou.
E para expor na Trofa o artista trouxe uma peça especial – “A Camponesa”. “É uma peça muito bonita que parece de madeira, mas não, é xisto da Trofa. É uma peça que eu tenho todo o prazer em trazer aqui, porque fala da terra, de si própria e também da mente das pessoas. ‘A Camponesa’ é uma pessoa simples, alegre, mas também triste, porque a cada momento do dia temos um rosto diferente”, explicou Francisco Gomes Machado.

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A utilização da pedra, da madeira e do ferro, contrastavam com as paisagens pintadas em tons suaves, que surpreenderam aqueles que visitaram a exposição. “Foi uma surpresa muito agradável a harmonia e o equilíbrio que ele consegue sempre encontrar mesmo nos materiais mais obscuros como utilizou”, explicou Ana Aguiar, visitante da exposição. Para a pintora Maria Augusta Braga, esta é uma exposição a visitar, porque “é uma forma de sensibilizar as pessoas a verem a natureza de outra forma”. Fascinada com “as cores” utilizadas nas telas e os materiais acrescentados aos trabalhos, a pintora aconselhou os visitantes a “fazer as suas leituras”.

Francisco Gomes Machado é um artista plástico já com vários prémios, tendo exposto os seus trabalhos por todo o país e pelo estrangeiro, em França, Inglaterra, Suíça e Itália.

A exposição estará patente na Casa da Cultura da Trofa até 26 de Fevereiro.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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