Alberto Maia lançou um site onde divulga as relíquias que a Natureza proporciona na fauna trofense. Fotógrafo já registou imagens nos “7200 hectares de área do concelho”.

Abibe, açor juvenil, cigarrinha verde, chapim azul, toirão, cobra de água de colar, tritão marmorado. Estas são algumas das muitas espécies que proliferam na fauna trofense. A beleza destes animais, com cores berrantes e chamativas, padrões estranhos e conotados com zonas mais distantes podem ser vistos na Trofa… ou então no site do fotógrafo Alberto Maia (www.albertomaia.net). Este trofense alimenta o passatempo de fotografar a fauna e flora da Trofa há onze anos, desde que participou no 1º Concurso PhotoAmbiente lançado pela autarquia. Agora, com o sítio na internet, tem oportunidade de mostrar o que de mais belo a Natureza oferece no concelho sem prejuízo de perder qualidade das fotos, como acontece “nas redes sociais” ou “nos sites públicos vocacionados para a divulgação de fotografias”. “O principal objetivo é a divulgação, em particular, da fauna inventariada no nosso concelho, designadamente na vertente de vertebrados (aves, anfíbios, répteis e mamíferos)”, explicou Alberto Maia ao NT.

Apesar de ser recente, já muito se pode ver no site: “Os cibernautas encontram fotos da maior parte dos vertebrados que residem no concelho ou que o utilizam como passagem nas suas deslocações migratórias (127 espécies). No último caso refiro-me, em particular, ao caso das aves”.

Por outro lado, também se podem apreciar 116 fotos de invertebrados, no total de 90 espécies, sendo que 80 habitam na Trofa.

Alberto Maia, não deixa, porém, de fotografar outras espécies que, “mesmo não sendo pertencentes à fauna trofense, são parte importante da biodiversidade global”.

O fotógrafo já registou imagens “nos 7200 hectares da área que compõem o concelho”, mas há locais que se distinguem pelas suas qualidades como habitat: “Toda a zona ribeirinha junto ao Rio Ave e, em particular, a zona envolvente às Azenhas da Barca, de Bairros e do Bicho, bem como junto às diversas Ribeiras existentes, são locais de eleição”.

Santiago de Bougado é a “freguesia que melhores condições reúne”, mas há “zonas de refúgio”, de preservação de espécies, especialmente das aves, que “se situam junto às margens do Rio Ave” e que se alastram “ao monte de Paradela e à freguesia de Covelas”.

“Para espécies cujo habitat seja normalmente em locais com mais altitude temos, entre outros, o Monte de S. Gens, o Monte Cabrito, o Monte de Paradela e o Castro de Alvarelhos sendo estes, na minha opinião, os que mais biodiversidade reúnem”, explicou.

 

Foi fundador da ADAPTA

A ligação de Alberto Maia com a fotografia da Natureza não surgiu por acaso: “Estive ligado há muitos anos às questões ambientais e acabei por ser um dos fundadores da Associação para Defesa do Ambiente e Património da Região da Trofa. Havia a necessidade de se começar a ter uma base de dados, bem como de se promover campanhas de sensibilização. Para tal era necessário, entre outras coisas, de um portfólio. Logo havia que ir para o campo”.

Para alimentar esta paixão, Alberto Maia despende “muitas e muitas horas”, a maior parte delas “passadas em abrigos, sobre o frio gélido das manhãs de inverno ou sobre o insuportável calor do verão, à espera do momento certo para dar o verdadeiro sentido à frase ‘estar no lugar certo à hora certa’”.

O fotógrafo não quis deixar de salientar que “todos os seres vivos pertencentes à fauna trofense são amigos do Homem e necessários ao equilíbrio saudável do ecossistema”, pelo que “esta divulgação também serve para sensibilizar as pessoas para que não façam mal a nenhum deles, pois nenhuma espécie é perigosa para o ser humano, contrariamente ao que vulgarmente se houve dizer”.

Para além de apreciar a beleza que a Natureza proporciona, Alberto Maia também tem feito “muitos e verdadeiros amigos”, sem os quais “seria impossível ter sucesso nesta divulgação”.

E em jeito de conclusão, lançou o deasafio aos “fotógrafos da Natureza da Trofa: “Continuem também a divulgar e partilhar a riqueza da nossa terra, sem qualquer tipo de preconceito”.

 

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